Aché Laboratórios
Desenvolvemos uma jornada climática seguindo as melhores práticas globais. Com base na ciência, estabelecemos compromissos claros e progressivos para reduzir nosso impacto ambiental. Traçamos objetivos de curto, médio e longo prazos. A partir disso, estruturamos um plano detalhado de descarbonização focado na mitigação das principais fontes de emissão direta.
Desde 2021 (ano Base 2020) a Companhia realiza periodicamente o inventário de GEE e, para avaliar o impacto das emissões das nossas operações, temos elaborado continuamente melhorias no inventário de emissões conforme a metodologia do GHG Protocol.
Cientes do papel das indústrias no combate às mudanças climáticas, passamos a estruturar ações combinadas que envolvem a melhoria na eficiência energética, a adoção de tecnologias de baixo carbono e a promoção da circularidade.
Em dois anos, (de 2022, ano-base, a 2024, o atual inventário) alcançamos uma redução de 62% nas nossas emissões diretas. Essa redução se deve a duas iniciativas principais, que mitigaram as fontes emissoras mais relevantes dentro de nosso perfil de emissões, e que estavam no consumo de combustíveis para automóveis e na aquisição de energia elétrica.
A Divisão de Prescrição Médica e Cuidados Especiais é a principal unidade de negócios do Aché, representando cerca de 75% do faturamento e liderando de forma absoluta a contribuição para o crescimento da empresa. Visitar médicos por todo Brasil é o papel de mais de 2.5 mil propagandistas, eles conduzem um processo fundamental para Divisão: a divulgação de informações médico-científicas relacionadas aos produtos do Aché. Somando as equipes das outras unidades de negócio –, aproximadamente 3 mil carros rodam pelo País em nome da empresa.
Essa operação resultava em um volume de emissões de mais de 6,6 mil toneladas de CO2 equivalente em 2022, número que correspondia a 62% de todas as emissões contabilizadas no escopo 1 durante o período (emissões diretas).
Com o objetivo de reduzir essas emissões, implementamos uma diretriz para que ao menos 90% de nossa frota fosse abastecida exclusivamente com etanol. O resultado superou as expectativas e, já no primeiro ano completo da iniciativa (2024), atingimos o resultado de 97% de utilização do biocombustível. Isso resultou na redução direta e imediata de mais de cinco mil toneladas de CO2 equivalente. Em 2025 o compromisso continua se fortalecendo e a média de utilização até maio está em 97,6%.
A outra grande iniciativa está relacionada à aquisição de energia elétrica oriunda exclusivamente de fontes renováveis. Desde 2023, já contávamos com um contrato que garantia a aquisição de somente este tipo de energia, no entanto, esse consumo não era certificado e não podia ser considerado para fins de reporte. A partir do inventário de 2024 passamos a certificar o consumo com a aquisição de certificados conhecidos como i-RECs. E, em 2025, avançamos ainda mais com a entrada em operação de uma usina de autoprodução de energia fotovoltaica, que garantirá o abastecimento de mais de 90% de todo o nosso consumo. Toda necessidade excedente será suprida com a aquisição de energia incentivada oriunda do mercado livre, mas que também terá sua origem devidamente rastreada, verificada e certificada.
Essa mudança possibilitou ao Aché, já em 2025 (inventário 2024), “zerar” o escopo 2 do inventário de GEE – uma redução de mais de 2,2 mil toneladas de CO2 equivalente.
Quando estabelecemos o compromisso, no segundo semestre de 2023, a meta era alcançar a neutralidade das emissões diretas (escopos 1 e 2) já em 2025, reduzindo as emissões em pelo menos 50% em relação ao ano-base (2022) e compensando o restante com a aquisição de créditos de carbono.
Ao todo, a implementação das duas iniciativas contribuiu para evitar a emissão de mais de 8 mil toneladas de CO2 equivalente ao ano – uma redução de 62%!
A afirmação de que somos a primeira farmacêutica a neutralizar 100% das emissões diretas de gases do efeito estufa (GEE) seguindo as melhores práticas globais pode causar interpretações equivocadas, uma vez que outras empresas já fizeram movimentos semelhantes. No entanto, o grande diferencial da iniciativa conduzida pelo Aché reside justamente na completude da proposta.
Embora haja práticas no mercado para reduzir emissões e/ou compensar as emissões com a aquisição de créditos, nenhuma outra empresa do setor se comprometeu publicamente e atingirá o resultado antes de nós considerando a totalidade das práticas recomendadas por diretrizes globais comprovadas pela ciência sobre o tema: reduzir as emissões diretas em ao menos 42% até 2030 e compensar o saldo residual (o que não foi possível reduzir ainda).
Algumas empresas têm plano de redução, mas não compensam o residual. Outras compensam, mas não se comprometem com a redução. Algumas até fazem os dois, mas ou não consideram 100% de suas operações, ou não fazem em alinhamento às boas práticas globais. Ou, ainda, fazem na ordem incorreta: iniciam compensando tudo com a aquisição de créditos e deixam para endereçar a redução das emissões em um segundo momento.
Embora pareçam diferenças irrelevantes, são bastante significativas. Isso porque, em termos práticos, e considerando o que há de mais moderno em conhecimento e tecnologia, uma estratégia climática séria e responsável deve observar justamente essa ordem: primeiro a redução de sua pegada, depois a compensação do residual. Nunca o contrário.
Por isso, o ineditismo e a robustez do movimento proposto pelo Aché dentro do setor no Brasil residem justamente na forma como ele foi metodologicamente concebido. Avaliamos não só a pegada de carbono setorial nacional e globalmente, como nossa própria trajetória, traçando os principais objetivos a serem alcançados. Embasamos tecnicamente a proposta avaliando a custo-efetividade de mais de 10 projetos estratégicos, ponderando risco, efetividade, esforço e prazo. Analisamos de forma aprofundada e criteriosa dados históricos e tendências de comportamento e construímos uma abordagem multidisciplinar e sistêmica que, embora privilegie a questão climática, não desconsidera outros aspectos mais abrangentes de sustentabilidade.
A jornada climática do Aché carrega consigo, inerentemente, uma série de aspectos que podem, em certa medida, ser considerados inovadores.
– Desafiou uma crença estabelecida sobre viabilidade: quando o projeto foi proposto, houve um consenso sobre um limite técnico a ser enfrentado, pois considerava-se que o percentual máximo para a utilização de etanol ficaria na casa dos 90%, uma vez que a disponibilidade deste combustível ainda enfrenta problemas de distribuição. No primeiro ano completo de implementação, a taxa alcançada foi de 97%.
– Desafiou uma crença estabelecida sobre custo-efetividade: esperava-se um investimento extra que superava a casa de R$ 1 milhão, já que a implementação exigiria a escolha voluntária por uma opção de combustível eventualmente mais dispendiosa. No entanto, ao final do primeiro ano, o projeto mostrou, além dos amplos benefícios ambientais, grande custo-efetividade, já que a média do valor pago pelo etanol ficou na casa dos 70% em comparação ao da gasolina (os estudos divergem, mas, no geral, entende-se que um valor entre 70 e 73% é o ideal para que a troca compense).
– Desafiou uma percepção equivocada sobre alternativas: em termos de mobilidade urbana, os veículos elétricos têm cada vez mais ganhado protagonismo, movimento que, embora congregue aspectos positivos, influencia a crença de que é a melhor alternativa em 100% dos casos. Além de desconsiderar questões ainda nebulosas do ponto de vista de sustentabilidade, como a destinação final das baterias, por exemplo, a escolha por eletrificar a frota encontra barreiras em diversas frentes, como capilaridade (não há rede de abastecimento consistente), disponibilidade (substituir três mil carros não seria um movimento trivial, inclusive para montadoras) e, sobretudo, custo. Embora a intencionalidade do investimento financeiro seja parte inerente de uma compreensão madura sobre sustentabilidade, também é indispensável considerar o aspecto econômico envolvido na implementação das iniciativas. Neste caso, a troca por veículos elétricos reduziria emissões e contaria com marketing favorável, mas, seria extraordinariamente onerosa financeiramente e entregaria basicamente o mesmo resultado prático – a diferença de redução seria de poucas toneladas de CO2.
– Desafiou uma crença sobre adesão: acreditava-se na necessidade de impor uma restrição ao abastecimento com gasolina. Algo como um bloqueio no “cartão combustível” para a compra exclusiva de etanol. No entanto, isso contrapunha frontalmente outra crença – a de que haveria indisponibilidade – o que a impedia de ser implementada. Por isso, o projeto iniciou sem qualquer bloqueio e, desde o primeiro mês, as taxas de abastecimento com etanol sempre estiveram num patamar acima de 95%, o que demonstra não só a compreensão sobre a relevância dos projetos que consideram aspectos de sustentabilidade em sua concepção, como também o engajamento para fazer com que tudo o que foi traçado na estratégia, aconteça também no tático e no operacional.
– Desafiou uma crença sobre sustentabilidade ser apenas custo: Em uma de suas definições clássicas, a sustentabilidade deve considerar que o aspecto financeiro tem tanta relevância quanto os aspectos sociais e ambientais – o famoso triple bottom line, conceito desenvolvido por John Elkington. No entanto, com o passar do tempo, os outros dois pilares deste tripé acabaram ganhando mais atenção, o que foi positivo por um lado, já que as demandas urgentes acabaram por abrir os olhos de muitas pessoas forçadamente, mas por outro lado foi prejudicial, pois, ao ideologizar as discussões, abalou o pragmatismo que deve ser indissociável da sustentabilidade. Além de resultar em óbvios ganhos ambientais, a autoprodução de energia fotovoltaica também permitirá uma economia de recursos financeiros de 12% ao mês.
– Incorporou um plano amplo sobre mitigação de riscos: A jornada climática do Aché não é tratada como um simples projeto, com começo meio e fim. Ela faz parte de um movimento contínuo, que nasce do autodiagnóstico, passa pelo reconhecimento de boas práticas setoriais, nacionais e internacionais e atravessa diversos temas como a definição de políticas, processos e o monitoramento de indicadores de performance. Cada etapa contou com avaliação criteriosa para ser proposta e implementada. Além disso, a Companhia dispõe, ainda, de um robusto sistema de governança, que dá amplo suporte à realização de due dilligence com cada ator envolvido, dando origem a um modelo de atuação que garanta não só o atingimento de resultados positivos, mas também toda a segurança e conformidade das atividades.
Inovação sempre foi um dos motores do Aché e buscamos que ela faça parte de todas as nossas frentes, incluindo a sustentabilidade. Essa abordagem traduz nosso compromisso em entregar soluções cada vez mais relevantes e acessíveis para médicos e pacientes no Brasil: inovação com propósito, que gera impacto real.
Desenvolvemos uma jornada climática seguindo as melhores práticas globais. Com base na ciência, estabelecemos compromissos claros e progressivos para reduzir nosso impacto ambiental. Traçamos objetivos de curto, médio e longo prazos. A partir disso, estruturamos um plano detalhado de descarbonização focado na mitigação das principais fontes de emissão direta.
Desde 2021 (ano Base 2020) a Companhia realiza periodicamente o inventário de GEE e, para avaliar o impacto das emissões das nossas operações, temos elaborado continuamente melhorias no inventário de emissões conforme a metodologia do GHG Protocol.
Cientes do papel das indústrias no combate às mudanças climáticas, passamos a estruturar ações combinadas que envolvem a melhoria na eficiência energética, a adoção de tecnologias de baixo carbono e a promoção da circularidade.
Em dois anos, (de 2022, ano-base, a 2024, o atual inventário) alcançamos uma redução de 62% nas nossas emissões diretas. Essa redução se deve a duas iniciativas principais, que mitigaram as fontes emissoras mais relevantes dentro de nosso perfil de emissões, e que estavam no consumo de combustíveis para automóveis e na aquisição de energia elétrica.
Reforçamos nossa cultura avançando em sustentabilidade e seguimos aprimorando nossa operação para estar cada vez mais perto das pessoas. Estamos operando um Aché cada vez mais forte, mais preparado e, acima de tudo, mais consciente da sua responsabilidade e do seu potencial de impacto.
Nosso negócio é um negócio de impacto social por natureza. Cada produto do Aché nasce com um propósito claro: melhorar a vida das pessoas. Mas queremos ir além do tratamento — queremos gerar consciência, ampliar o cuidado e promover saúde em sentido amplo, com terapias mais acessíveis e transformadoras. Mais do que estar presente na vida de milhões de brasileiros, queremos ser reconhecidos como guardiões de causas da saúde – em todas as fases da vida. Nossa ambição é alcançar mais e mais vidas, oferecendo sempre o melhor tratamento, ampliando o acesso a medicamentos de alta qualidade como os nossos.
Por isso, a forma como conduzimos nossas iniciativas socioambientais não trata de eventos isolados. Não é uma escolha entre uma coisa e outra. Sempre buscamos a adicionalidade, o compartilhamento de benefícios e uma geração de valor ampla e compartilhada.
Nesses termos, nossa estratégia climática não representa apenas fazermos um inventário correto e criterioso ou implementar iniciativas isoladas. É uma jornada abrangente, suportada por uma estratégia de sustentabilidade transversal, que considera aspectos econômicos, sociais e ambientais no centro da tomada de decisões da empresa.
Nesta frente específica, consideramos a relevância dos temas que deveríamos endereçar. Atualizamos periodicamente nosso estudo de materialidade para entender o contexto da nossa organização, identificar impactos reais e potenciais e avaliar o significado desses impactos. Para isso, envolvemos todos os nossos stakeholders críticos, como nossos acionistas, o Conselho de Administração e os públicos de relacionamento internos e externos.
No último exercício, foram coletadas mais de duas mil impressões de colaboradores, médicos, pontos de venda, fornecedores, consumidores, terceiros, clínicas e hospitais, distribuidores, jornalistas, organizações do setor público, associações de classe e outros públicos. A consolidação dos temas materiais foi realizada a partir da priorização dos impactos mais significativos da organização e chegamos aos 14 temas materiais para o Aché, que serviram de base para a construção da nossa jornada de sustentabilidade.
Dentro da vertente ambiental, definimos como prioritários para integrarem os objetivos estratégicos: Mudanças Climáticas e Ecoeficiência Operacional. Por isso colocamos nossos maiores esforços nestas temáticas, mas sem prescindir de seguir avançando em outras questões também importantes.
De forma mais prática, colhemos os seguintes resultados: endereçamos de forma séria e com base na ciência um tema que é cada vez mais presente na vida contemporânea; consideramos uma visão de duplo-impacto, que compreende não só o impacto que a empresa promove no meio ambiente mas também como é impactada por ele; procuramos responder a um desafio global levando em consideração nossa relevância e poder de influência; seguimos critérios e soluções baseados na natureza para tomadas de decisão mais razoáveis e assertivas; diminuímos nosso impacto anual em mais de 8 mil toneladas de CO2 equivalente.
O Aché conta com uma governança de sustentabilidade robusta, pautada na criação e efetivação de áreas corporativas e comitês específicos. As demandas e projetos são operacionalizados pela Gerência de Sustentabilidade, vinculada à Diretoria Executiva de Assuntos Corporativos, que se reporta diretamente à Presidência. As tomadas de decisão são submetidas ao Comitê de Sustentabilidade, que conta com a participação do presidente e mais seis diretores executivos, além do Comitê Executivo da diretoria, que conta com a participação de toda alta liderança e, periodicamente, do Comitê de Pessoas e ESG, vinculado ao Conselho de Administração.
A Companhia dispõe de uma extensa relação de políticas que endereçam transversalmente os diversos aspectos de sustentabilidade, como as Política de Sustentabilidade, de Meio Ambiente e de Direitos Humanos.
Além disso, temos em curso um processo de certificação do nosso sistema integrado de gestão ambiental, eficiência energética, saúde e segurança ocupacional, implementados de acordo com os requisitos das normas internacionais ISO 14001, ISO 50001 e ISO 45001, respectivamente. O objetivo é garantir que todas as unidades industriais do Aché sejam certificadas de acordo com as melhores práticas globais para esses temas. Esse avanço reforça a governança ambiental, a segurança ocupacional e a eficiência energética, garantindo processos produtivos mais sustentáveis.
O Aché compreende a sustentabilidade como uma jornada de longuíssimo prazo, uma corrida sem ponto de chegada. Nessa trajetória, conhecer o ponto de partida é um aspecto fundamental para mensurar os avanços e promover eventuais correções de rota. Partimos da crença que, mesmo estando em um setor da indústria que é pouco intensivo em emissões, temos a responsabilidade de fazer o que é certo do jeito certo, oferecendo nossa parcela de contribuição para o enfrentamento de um desafio global e que tem alto potencial de impactar severamente a vida de basicamente todos os habitantes do planeta.
Por isso, partimos de um diagnóstico, passamos pela definição de prioridades, projetos e metas e seguimos avançando. Sempre com a consciência de que reduzir substancialmente as emissões de GEE é essencial para qualquer iniciativa que busque ajudar a combater de fato a crise climática global. Na sequência do nosso planejamento, vamos aprofundar ainda mais os estudos para avaliação dos riscos climáticos considerando uma visão de probabilidade e impacto, tanto de como afetamos o planeta e o clima, quanto de como somos afetados – o que é conhecido como dupla-materialidade.
Nessa jornada endereçamos boa parte das nossas emissões diretas e seguimos comprometidos com a redução das principais fontes emissoras residuais. No entanto, entendemos o quão relevante é ampliarmos essas iniciativas para o escopo 3, que abrange todas as emissões indiretas geradas na cadeia de valor da empresa.
Assim, temos o compromisso de estruturar uma série de iniciativas nos próximos anos para o engajamento de fornecedores e parceiros de negócios críticos, a fim de que eles também passem a considerar questões climáticas e socioambientais em suas respectivas operações, assegurando uma contribuição objetiva para a promoção de negócios responsáveis.
O futuro do Aché está diretamente ligado à capacidade de colocar nossa potência em ação. Não buscamos liderança apenas em números – buscamos ser referência em impacto positivo, inovação e cuidado integral. Queremos ser uma empresa admirada por colocar as pessoas no centro das decisões e se tornar um orgulho nacional. O caminho está traçado. Nosso compromisso é uma execução com consistência, responsabilidade e visão de longo prazo.