AGERA
A Agera é uma empresa do grupo Vale, criada em 2022 com o objetivo de transformar coprodutos gerados na cadeia da mineração em insumos para novos ciclos produtivos. Em apenas 2 anos e meio, a Agera já comercializou 2,6Mi toneladas de Areia, sendo 100% dos produtos provenientes da economia circular. Seu principal produto é a Areia 1 (A1), uma areia sustentável oriunda do rejeito do minério de ferro. A A1 representa uma alternativa segura, rastreável e com menor impacto ambiental em comparação à areia natural extraída de rios e cavas.
A prática de reaproveitamento da areia proveniente do beneficiamento do minério de ferro, anteriormente descartada em barragens ou pilhas, representa um avanço significativo na gestão de resíduos da mineração. Ao transformar esse material em insumo para novos produtos, especialmente na construção civil, promove-se a circularidade dos recursos, reduz-se a pressão sobre jazidas de areia natural e contribui-se para a preservação ambiental. Essa iniciativa não apenas ressignifica um resíduo antes visto como passivo, mas também impulsiona soluções mais sustentáveis, eficientes e inovadoras para a indústria da construção.
O projeto para utilização do rejeito da mineração como areia em construção civil foi um desenvolvimento pioneiro no Ocidente, que, até o momento, nenhuma mineradora, distribuidora ou construtora conseguiu realizar essa comercialização em escala como a Agera opera.
Lançada comercialmente em janeiro de 2023, a Areia 1 já em líder de mercado em Areia Fina na Grande Belo Horizonte e é utilizada por grandes construtoras em obras de infraestrutura, pavimentação e concreto, provando sua viabilidade técnica e ambiental. A Agera conseguiu alavancar as vendas da Areia de um patamar de 30 mil t/mês no início de 2023 para um patamar atual de 200 t/ mês em apenas 2 anos.
Além de reduzir o volume de rejeitos gerados, a prática oferece um produto com pegada de carbono inferior, transporte otimizado e impacto positivo na reputação da cadeia da mineração. Trata-se de uma solução inovadora que alia desempenho, responsabilidade ambiental e valor compartilhado entre os setores mineral e da construção civil.
A Areia 1 representa o principal vetor de posicionamento da Agera como agente da economia circular no setor da mineração. Em um momento em que a sociedade exige soluções mais sustentáveis e responsáveis, a A1 projeta a Agera como referência em reaproveitamento de coprodutos e inovação ambiental.
No momento, esse produto representa aproximadamente 80% das vendas da Agera e principal fonte de geração de valor da companhia. A Agera gera valor em duas pontas da cadeia.
De um lado, a venda para os clientes traz um retorno financeiro relevante para a Agera. A prática tem potencial econômico expressivo: o mercado de areia no Brasil movimenta bilhões anualmente e sofre com escassez e aumento de preço da areia natural. Ao oferecer uma alternativa competitiva, a Agera atende construtoras, concreteiras e órgãos públicos com um produto confiável, reduzindo os custos e os impactos socioambientais da extração convencional.Por outro lado, a Areia 1 também agrega valor à cadeia de mineração da Vale, liberando espaço em barragens e pilhas, estruturas cada vez mais controladas e difíceis de obter licenciamento, gerando receita a partir de um material antes descartado e contribuindo para os compromissos ESG (Environmental, Social and Governance) do grupo.
A inovação da Areia 1 está em sua origem e aplicação. A Areia é proveniente do rejeito do minério de ferro. Esse material é muito mais fino que qualquer areia convencional e a coloração do material muito mais escura do que as areias que o mercado utilizava até a entrada da Agera. Além desses dois pontos, ainda havia muita desconfiança associada ao material ser proveniente de rejeito, dúvidas com relação a toxicidade, durabilidade e a origem do material.
Para conseguir utilizar um produto com características físicas tão distintas do comercial foi necessário focar em resultados na aplicação. Ao invés de tentarmos nos enquadrar na especificação de uma areia convencional, buscamos atender ao desempenho na aplicação, por exemplo, no concreto, na argamassa.
Essa foi uma tarefa árdua que passou por reunir diversos centros de pesquisas trabalhando em rede para confirmar que o produto funcionava. Foram projetos grandes em conjunto com Ipt, USP, UFMG, Falcão Bauer, Laboratórios internos, Consultare Labcon, Solocap, UNIFEI, UFV, UFU, Universidade de Queensland, UFES, SGS Geosol, Qualimetri e outros.
Após a validação técnica desses laboratórios, foi necessário desenvolver o produto em conjunto com um cliente relevante. Foi preciso quebrar paradigmas como a finura da areia, a coloração (que mesmo não tendo influência técnica, sempre foi um ponto levantado) e trazer uma documentação robusta sobre não-toxicidade e durabilidade do produto. Quando esse primeiro cliente relevante, uma das principais concreteiras do Brasil e com influência grande no mercado, nos homologou, foi possível realizar o crescimento e escalonamento para outras empresas, outros segmentos e novas praças. Esse trabalho de crescimento exigiu um time de vendas estruturado, uma vez que a demanda de Areia é muito pulverizada, atingindo hoje mais de 200 pontos de venda. Após o produto vendido, foi importante desenvolver uma cadeia logística robusta, com sete centros de distribuição, a fim de entregar todo esse volume de material em distintos pontos nos estados de MG, ES, DF, GO e SP.
A rastreabilidade e padronização do produto se tornaram diferenciais competitivos da Agera: a A1 é entregue com controle de qualidade, ficha técnica e declaração ambiental do produto (EPD), algo raro no mercado de agregados. A logística integrada, aproveitando modais ferroviários e rodoviários existentes, contribui para reduzir ainda mais sua pegada de carbono.
A prática também inovou na comunicação: a Agera investiu em conteúdos educativos, eventos técnicos e parceria com influenciadores do setor para desmistificar o uso da areia de mineração, promovendo sua aceitação no mercado.
A Agera é uma empresa do grupo Vale, criada em 2022 com o objetivo de transformar coprodutos gerados na cadeia da mineração em insumos para novos ciclos produtivos. Em apenas 2 anos e meio, a Agera já comercializou 2,6Mi toneladas de Areia, sendo 100% dos produtos provenientes da economia circular. Seu principal produto é a Areia 1 (A1), uma areia sustentável oriunda do rejeito do minério de ferro. A A1 representa uma alternativa segura, rastreável e com menor impacto ambiental em comparação à areia natural extraída de rios e cavas.
A prática de reaproveitamento da areia proveniente do beneficiamento do minério de ferro, anteriormente descartada em barragens ou pilhas, representa um avanço significativo na gestão de resíduos da mineração. Ao transformar esse material em insumo para novos produtos, especialmente na construção civil, promove-se a circularidade dos recursos, reduz-se a pressão sobre jazidas de areia natural e contribui-se para a preservação ambiental. Essa iniciativa não apenas ressignifica um resíduo antes visto como passivo, mas também impulsiona soluções mais sustentáveis, eficientes e inovadoras para a indústria da construção.
O projeto para utilização do rejeito da mineração como areia em construção civil foi um desenvolvimento pioneiro no Ocidente, que, até o momento, nenhuma mineradora, distribuidora ou construtora conseguiu realizar essa comercialização em escala como a Agera opera.
Lançada comercialmente em janeiro de 2023, a Areia 1 já em líder de mercado em Areia Fina na Grande Belo Horizonte e é utilizada por grandes construtoras em obras de infraestrutura, pavimentação e concreto, provando sua viabilidade técnica e ambiental. A Agera conseguiu alavancar as vendas da Areia de um patamar de 30 mil t/mês no início de 2023 para um patamar atual de 200 t/ mês em apenas 2 anos.
Além de reduzir o volume de rejeitos gerados, a prática oferece um produto com pegada de carbono inferior, transporte otimizado e impacto positivo na reputação da cadeia da mineração. Trata-se de uma solução inovadora que alia desempenho, responsabilidade ambiental e valor compartilhado entre os setores mineral e da construção civil.
Desde o início do projeto, os impactos positivos da Areia 1 podem ser observados em diferentes esferas: Ambientais:
• Preservação de ecossistemas naturais: a produção da Areia 1 elimina a necessidade de extração em leitos de rios e cavas naturais, reduzindo significativamente a degradação de habitats aquáticos e terrestres, contribuindo diretamente para a manutenção da biodiversidade e proteção dos recursos hídricos.
• Reaproveitamento de coprodutos da mineração: o projeto transforma rejeitos antes destinados a barragens e pilhas de estéril em um insumo nobre para a construção civil, promovendo a economia circular e reduzindo a geração de passivos ambientais no setor de mineração.
• Redução expressiva da pegada de carbono: a pegada de carbono da Areia 1 é até 10 vezes menor do que a da areia natural tradicional, considerando desde a origem do material até sua entrega ao cliente. Essa redução se deve à otimização logística, ao menor consumo energético no beneficiamento e ao reaproveitamento de materiais já presentes na cadeia.
• Logística intermodal eficiente e menor impacto operacional: A Agera adota uma estratégia logística intermodal, integrando os modais ferroviário e rodoviário de forma inteligente e coordenada. Essa solução permite rotas otimizadas, redução do número de viagens e melhor aproveitamento da capacidade de transporte, gerando ganhos operacionais e ambientais. A localização estratégica dos pátios de armazenamento da Areia 1 contribui para uma cadeia de distribuição mais racional, reforçando o compromisso da empresa com a sustentabilidade também na etapa logística.
• Transparência e confiabilidade ambiental com EPD: a Areia 1 é o primeiro produto da categoria no Brasil a obter a Declaração Ambiental de Produto (EPD), conferindo total rastreabilidade e transparência sobre seus impactos ambientais em todas as etapas do ciclo de vida. Esse selo internacional reforça o compromisso da Agera com práticas sustentáveis e com a oferta de dados verificáveis ao mercado.
• Contribuição para metas ESG do setor da construção civil: ao substituir a areia natural por um produto com menor impacto ambiental, a Areia 1 possibilita que construtoras, concreteiras e órgãos públicos avancem em suas metas de sustentabilidade, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), ODS 12 (Consumo e produção responsáveis) e ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima).
Sociais:
• Geração de emprego e fortalecimento da cadeia produtiva local: A operação da Agera com a Areia 1 já é responsável pela geração de 56 empregos diretos e aproximadamente 250 empregos indiretos ao longo de toda a cadeia de valor, incluindo produção, beneficiamento, comercialização, transporte e aplicação do produto. Mais do que números, esses postos de trabalho representam oportunidades reais de renda, dinamização da economia local e inclusão produtiva em diferentes regiões. A geração de trabalho qualificado e descentralizado reforça o papel da economia circular como motor de desenvolvimento social e regional, conectando inovação ambiental com impacto humano positivo.
• Promoção de condições dignas de trabalho em toda a cadeia: A produção e distribuição da Areia 1 são conduzidas sob rigorosos padrões de compliance, assegurando a aplicação de práticas trabalhistas justas, seguras e inclusivas para todos os colaboradores envolvidos, diretos e indiretos. A Agera adota uma postura ativa na defesa dos direitos humanos e no cumprimento da legislação trabalhista, garantindo ambientes de trabalho éticos, transparentes e respeitosos.
• Educação para a sustentabilidade e promoção da cultura da circularidade: A Agera investe continuamente em ações de capacitação e conscientização sobre sustentabilidade e economia circular, com foco no setor da construção civil. Por meio de parcerias estratégicas com instituições técnicas como Consultare Labcon, Qualimetri, IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), participação em eventos do setor, realização de palestras e produção de conteúdos educativos, a empresa contribui para a formação de profissionais mais conscientes e preparados para os desafios ambientais contemporâneos.
• Contribuição para a formalização e regularização do mercado de areia: A oferta de um produto certificado e com rastreabilidade contribui para reduzir a dependência de fontes ilegais ou informais de areia, que frequentemente operam à margem da lei e em condições precárias de trabalho. A atuação da Agera fortalece um mercado mais ético, seguro e regulado, promovendo o desenvolvimento sustentável e o combate à extração predatória.
• Engajamento com comunidades e stakeholders locais: A atuação da Agera prioriza o diálogo com parceiros logísticos e clientes, promovendo uma relação de confiança e troca de conhecimento. A presença da empresa nos territórios onde atua também reforça o compromisso com o desenvolvimento social local e a geração de valor compartilhado.
Desde sua concepção, a prática da Areia 1 contou com o apoio da alta liderança da Agera e do grupo Vale. A governança do projeto envolveu áreas de Novos Negócios, P&D, Inovação, Operação, Engenharia, Meio ambiente, Soluções Logísticas, Financeiro, RH, Marketing, Jurídico, e outras com forte sinergia entre as equipes.
Na Agera, a liderança composta pelo CEO, diretoria executiva e gerências, atua de forma integrada e participativa na condução do negócio. Além de acompanhar de perto os indicadores operacionais e estratégicos, esse grupo está diretamente envolvido na tomada de decisões, na interlocução com clientes e na representação da empresa em fóruns relevantes do setor. Esse modelo de gestão fortalece a agilidade, o alinhamento e a transparência nas ações.
Mensalmente, a diretoria executiva se reúne com o comitê da Vale responsável pela governança da Agera, para apresentar os resultados da operação e o desempenho frente às metas estabelecidas anualmente. Esse processo assegura o acompanhamento contínuo, a prestação de contas e o alinhamento com os compromissos estratégicos e de sustentabilidade assumidos pela empresa.
A Agera conta com uma área dedicada de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que atua de forma contínua na avaliação dos impactos técnicos, ambientais e sociais de seus produtos. Essa área é responsável por impulsionar melhorias nos processos e aplicações, garantir a qualidade e a segurança do material e ampliar as oportunidades de uso em diferentes mercados e segmentos da construção civil. A atuação de P&D também reforça o compromisso da empresa com a inovação sustentável, contribuindo para o avanço de soluções circulares e de baixo impacto ambiental.
A Areia 1 é uma solução escalável e replicável, com grande potencial de impacto positivo em larga escala. Estimativas indicam que a produção de minério de ferro no Brasil pode gerar mais de 40 milhões de toneladas de areia com potencial de reaproveitamento, evidenciando uma oportunidade significativa para ampliar a circularidade no setor mineral e da construção civil.
A Agera, já estuda a expansão da prática para outras plantas da Vale, como Água Limpa e Viga, com o objetivo de desenvolver novos produtos, mercados e aplicações, sempre alinhada aos princípios da inovação e da economia circular.
A continuidade do projeto está assegurada por um planejamento estratégico robusto, que contempla contratos com grandes players da construção civil e o reconhecimento progressivo da Areia 1 em normas técnicas e legislações. Esses avanços consolidam a viabilidade do produto e reforçam sua aceitação no mercado.
Além disso, a Agera participa ativamente de grupos técnicos e fóruns setoriais que discutem a inserção de materiais alternativos em obras públicas e privadas, como o Hubic (Hub de Inovação na Construção) e a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), contribuindo para o avanço regulatório e técnico do uso de insumos sustentáveis.
Por fim, a Areia 1 está alinhada a um movimento global por materiais de menor impacto ambiental, reforçando o papel da Agera como protagonista na construção de uma cadeia mais circular, resiliente e responsável para a indústria da construção.