Ano: 2025

Transformação Sustentável e Saúde Única em Sistemas Agroalimentares de Pecuária com Uso de Bioinsumos Korin

KORIN ALIMENTOS

Categoria: Processos

Aspectos Gerais da Prática:

Esta prática alcança aspectos inovadores em várias áreas, como a Saúde Única (humana, animal e ambiental) e bem-estar animal, apresentando soluções em forma de insumos biológicos para a pecuária, que não aumentam a resistência aos antimicrobianos (RAM) pelas bactérias e contribuem para a sustentabilidade no tratamento e reuso de resíduos orgânicos das produções de animais como aves, suínos, bovinos e pescados. Desenvolvemos métodos para controle de insetos (como cascudinhos e mosquitos) nos aviários sem uso de inseticidas como piretróides e/ou organofosforados, com base em insumos microbiológicos. Essa abordagem é chamada de “Condicionamento Microgenômico das Unidades de Produção” — consiste em expor os pintinhos e poedeiras jovens a um ambiente microbiano equilibrado para que desenvolvam um sistema imunológico robusto, enfrentando desafios como a coccidiose e infecções respiratórias sem depender de produtos químicos.
Com isso, deixamos de utilizar, com base na produção de 5 milhões de frangos por ano, cerca de 2,3 toneladas de inseticidas, 2 toneladas de antibióticos e 6 toneladas de coccidiostáticos. Esses materiais deixariam resíduos na cama de frango, usada posteriormente em adubos e compostos na agricultura, causando contaminação ambiental. Para oferecer uma ideia de mensuração e comparação, temos que no Brasil, em abatedouros sob supervisão federal, são abatidos 25 milhões de frangos por dia, então podemos depreender que estão presentes diariamente na cama desses frangos destinados ao abate e, consequentemente, sendo destinados para a agricultura: 11,5 toneladas de inseticidas, 10 toneladas de antibióticos e 30 toneladas de anticoccidianos.
Desde 2023, em parceria com o grupo técnico liderado pelo Dr. Juliano Gonçalves Pereira e pelo Dr. Fábio Sossai Possebon da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu SP, a Korin conduz estudos para avaliar a prevalência de patógenos transmitidos por alimentos e resistência a antimicrobianos na cadeia sem uso de antibióticos. Os resultados preliminares indicam prevalência de Salmonella em apenas 0,37% de quase 600 amostras, frente a 30–40% em sistemas convencionais. Esses dados demonstram o potencial impacto positivo à saúde pública, conforme os princípios de Saúde Única (One Health). Há mais de 30 anos, a Korin e o CPMO desenvolvem tecnologias para agricultura e pecuária sustentáveis.
O desenvolvimento de bactérias resistentes a antimicrobianos (RAM) é uma questão de alta relevância na agenda mundial em relação à saúde pública. Na prática da Korin, o não uso de antibióticos, quimioterápicos e promotores de crescimento contribui diretamente para a saúde dos produtores e de suas famílias, que não são expostos a essas substâncias. O solo e a água não são poluídos com essas substâncias, contribuindo assim para a preservação da flora e fauna nativas e da biodiversidade.
Além disso, os métodos agrícolas praticados pela empresa adotam métodos de conservação baseados em princípios agroecológicos, que contribuem para a qualidade ambiental das fazendas. O caráter inovador e a importância dessas práticas é corroborado pelos dados encontrados pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), que em 2023 monitorou resíduos de agrotóxicos em alimentos, visando mitigar riscos à saúde. 36 tipos de alimentos foram coletados em três ciclos anuais, que representam 80% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira (IBGE). O resultado mostrou que 0,67% das amostras tiveram uma situação de potencial risco agudo, a maior parte relacionada aos agrotóxicos carbofurano e carbendazim e nas frutas laranja e abacaxi (fonte:https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/agrotoxicos/programa-de-analise-de-residuos-em-alimentos/arquivos/apresentacao-dos-resultados-2023). Recentemente e após anos de trabalho, foi finalmente publicado o  Decreto 12.538 de 30 de junho de 2025, que institui o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara).
A Korin e o Centro de Pesquisa Mokiti Okada  tornaram-se referências para pesquisadores, professores e estudantes. Como resultado, apenas na linha de pesquisa animal, quase uma centena de artigos técnicos e científicos, bem como dissertações de mestrado, teses de doutorado e matérias em jornais e revistas foram publicados por profissionais da empresa e pesquisadores de instituições de pesquisa em colaboração.
Há também pesquisas colaborativas com universidades brasileiras e internacionais. Palestras destacando a importância da sustentabilidade, qualidade de vida e saúde são ministradas a funcionários e ao público em geral. Nos últimos 30 anos, a empresa recebeu em sua unidade de produção em Ipeúna-SP, milhares de visitantes, incluindo pesquisadores, estudantes, consumidores e profissionais da avicultura e outras cadeias produtivas como as de bovinos e pescados, em programas de benchmarking ou de educação relacionada à sustentabilidade.

Relevância para o Negócio:

A Korin é a primeira e única empresa no país a estabelecer um processo de produção em larga escala de frangos e ovos livres de antibióticos, promotores de crescimento, coccidiostáticos e ingredientes de origem animal na ração. A empresa produz rações livres de ingredientes geneticamente modificados e subprodutos de origem animal, abate frangos de corte e vende ovos e carne de aves no atacado e varejo. Atualmente, a Korin abate e processa mais de 5 milhões de frangos por ano e produz e vende 2,5 milhões de ovos mensalmente. Os cortes congelados de frango chegam a 3.000 pontos de venda em todo o Brasil, através das principais redes de supermercados. Além disso, o Grupo Korin possui 11 lojas próprias que vendem aproximadamente 7% da produção total de frangos e ovos. O Grupo emprega mais de 600 pessoas, das quais 450, aproximadamente, estão envolvidas na produção de frangos e ovos. A empresa implantou processos inovadores para a criação de animais e se tornou a principal marca de alimentos especiais do Brasil, iniciando seu próprio processo de produção em cooperação e parceria com agricultores, empresas alimentícias e agrícolas.
A Korin estabeleceu um sistema de integração para criar frangos de corte e produzir ovos em sistema alternativo, livre de antibióticos e promotores de crescimento, livre de transgênicos e com rações vegetais, alto padrão de bem-estar animal e orgânico certificado.
Sendo pioneira no segmento de produção, processamento e distribuição de mercado de pecuária orgânica e livre de antibióticos – uma cadeia de valor baseada na Agricultura Natural – a Korin liderou discussões regulatórias que resultaram em normas de produção e alimentos e protocolos de certificação, relativos à criação, nutrição, alimentação, bem-estar animal e rotulagem. Exemplos da empresa foram a produção de aves NAAU, que significa “Nenhum Antibiótico e Nenhum Anticoccidiano Utilizado”,  frangos e ovos orgânicos e aves criadas com dietas NGMO (sem uso de grãos transgênicos). Ela criou um programa de certificação sem precedentes para essa produção e foi a primeira a obter uma certificação em bem-estar animal no Brasil. Assim, a Korin criou externalidades positivas para toda a sociedade.
A empresa formalizou seu processo produtivo por meio de normas escritas, aplicadas aos produtores e aprimoradas ao longo dos anos. Com o interesse de outras empresas, foi fundada a Associação da Avicultura Alternativa (AVAL), que realizou diversos workshops e reuniões frequentes com profissionais do setor e pesquisadores das principais universidades agrícolas do Brasil. Como resultado do trabalho da AVAL, o Padrão de Produção tornou-se uma norma, com grandes empresas produzindo de acordo com ele, e uma certificação foi estabelecida. Esse mesmo padrão serviu de base para a criação do Comitê de Avicultura da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), cujo objetivo foi criar normas nacionais para a produção de ovos e frangos em sistemas de criação livre. Assim, a ABNT emitiu as normas ABNT NBR 16389 – Avicultura – Produção, abate, processamento e identificação do frango caipira, colonial ou capoeira e ABNT NBR 16437 – Avicultura – Produção, classificação e identificação do ovo caipira, colonial ou capoeira, revisadas em 2025.
A Korin influenciou grandes atores, como grandes empresas avícolas no Brasil e no exterior, a iniciar suas marcas e produções sem antibióticos. Como resultado, isso já é uma realidade nos supermercados brasileiros, conhecida como “produtos de frango com bem-estar”. A própria presença da Korin como expositora na feira anual da Associação Paulista de Supermercados (APAS) demonstra esse tipo de influência – pelo terceiro ano consecutivo, o stand da empresa ganhou o primeiro prêmio na categoria sustentabilidade.
Nos últimos anos, a Korin recebeu apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex Brasil) para estruturar sua plataforma de exportação e participou como expositora da feira de negócios Gulfood Green em setembro de 2024 em Dubai, Emirados Árabes Unidos, quando apresentou seu portfólio de produtos e soluções, de alimentos até sementes e bioinsumos, atraindo grande atenção do público. A empresa já realizou exportações iniciais e, devido à recepção positiva, programou novos envios de carne de frango para o Japão e países do Oriente Médio em 2025.
Ao longo das três décadas de existência da Korin, a empresa impactou positivamente milhares de pessoas, contribuindo de forma significativa para a conscientização sobre sistemas alimentares e agricultura sustentável no Brasil.

Aspectos Inovadores Relacionados a Prática:

Esta prática alcança aspectos inovadores em várias áreas, como a Saúde Única (humana, animal e ambiental) e bem-estar animal, apresentando soluções em forma de insumos biológicos para a pecuária, que não aumentam a resistência aos antimicrobianos (RAM) pelas bactérias e contribuem para a sustentabilidade no tratamento e reuso de resíduos orgânicos das produções de animais como aves, suínos, bovinos e pescados. Desenvolvemos métodos para controle de insetos (como cascudinhos e mosquitos) nos aviários sem uso de inseticidas como piretróides e/ou organofosforados, com base em insumos microbiológicos. Essa abordagem é chamada de “Condicionamento Microgenômico das Unidades de Produção” — consiste em expor os pintinhos e poedeiras jovens a um ambiente microbiano equilibrado para que desenvolvam um sistema imunológico robusto, enfrentando desafios como a coccidiose e infecções respiratórias sem depender de produtos químicos.
Com isso, deixamos de utilizar, com base na produção de 5 milhões de frangos por ano, cerca de 2,3 toneladas de inseticidas, 2 toneladas de antibióticos e 6 toneladas de coccidiostáticos. Esses materiais deixariam resíduos na cama de frango, usada posteriormente em adubos e compostos na agricultura, causando contaminação ambiental. Para oferecer uma ideia de mensuração e comparação, temos que no Brasil, em abatedouros sob supervisão federal, são abatidos 25 milhões de frangos por dia, então podemos depreender que estão presentes diariamente na cama desses frangos destinados ao abate e, consequentemente, sendo destinados para a agricultura: 11,5 toneladas de inseticidas, 10 toneladas de antibióticos e 30 toneladas de anticoccidianos.
Desde 2023, em parceria com o grupo técnico liderado pelo Dr. Juliano Gonçalves Pereira e pelo Dr. Fábio Sossai Possebon da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu SP, a Korin conduz estudos para avaliar a prevalência de patógenos transmitidos por alimentos e resistência a antimicrobianos na cadeia sem uso de antibióticos. Os resultados preliminares indicam prevalência de Salmonella em apenas 0,37% de quase 600 amostras, frente a 30–40% em sistemas convencionais. Esses dados demonstram o potencial impacto positivo à saúde pública, conforme os princípios de Saúde Única (One Health). Há mais de 30 anos, a Korin e o CPMO desenvolvem tecnologias para agricultura e pecuária sustentáveis.
O desenvolvimento de bactérias resistentes a antimicrobianos (RAM) é uma questão de alta relevância na agenda mundial em relação à saúde pública. Na prática da Korin, o não uso de antibióticos, quimioterápicos e promotores de crescimento contribui diretamente para a saúde dos produtores e de suas famílias, que não são expostos a essas substâncias. O solo e a água não são poluídos com essas substâncias, contribuindo assim para a preservação da flora e fauna nativas e da biodiversidade.
Além disso, os métodos agrícolas praticados pela empresa adotam métodos de conservação baseados em princípios agroecológicos, que contribuem para a qualidade ambiental das fazendas. O caráter inovador e a importância dessas práticas é corroborado pelos dados encontrados pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), que em 2023 monitorou resíduos de agrotóxicos em alimentos, visando mitigar riscos à saúde. 36 tipos de alimentos foram coletados em três ciclos anuais, que representam 80% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira (IBGE). O resultado mostrou que 0,67% das amostras tiveram uma situação de potencial risco agudo, a maior parte relacionada aos agrotóxicos carbofurano e carbendazim e nas frutas laranja e abacaxi (fonte:https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/agrotoxicos/programa-de-analise-de-residuos-em-alimentos/arquivos/apresentacao-dos-resultados-2023). Recentemente e após anos de trabalho, foi finalmente publicado o  Decreto 12.538 de 30 de junho de 2025, que institui o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara).
A Korin e o Centro de Pesquisa Mokiti Okada  tornaram-se referências para pesquisadores, professores e estudantes. Como resultado, apenas na linha de pesquisa animal, quase uma centena de artigos técnicos e científicos, bem como dissertações de mestrado, teses de doutorado e matérias em jornais e revistas foram publicados por profissionais da empresa e pesquisadores de instituições de pesquisa em colaboração.
Há também pesquisas colaborativas com universidades brasileiras e internacionais. Palestras destacando a importância da sustentabilidade, qualidade de vida e saúde são ministradas a funcionários e ao público em geral. Nos últimos 30 anos, a empresa recebeu em sua unidade de produção em Ipeúna-SP, milhares de visitantes, incluindo pesquisadores, estudantes, consumidores e profissionais da avicultura e outras cadeias produtivas como as de bovinos e pescados, em programas de benchmarking ou de educação relacionada à sustentabilidade.

Contribuição da Prática para o Desempenho da Empresa:

Esta prática alcança aspectos inovadores em várias áreas, como a Saúde Única (humana, animal e ambiental) e bem-estar animal, apresentando soluções em forma de insumos biológicos para a pecuária, que não aumentam a resistência aos antimicrobianos (RAM) pelas bactérias e contribuem para a sustentabilidade no tratamento e reuso de resíduos orgânicos das produções de animais como aves, suínos, bovinos e pescados. Desenvolvemos métodos para controle de insetos (como cascudinhos e mosquitos) nos aviários sem uso de inseticidas como piretróides e/ou organofosforados, com base em insumos microbiológicos. Essa abordagem é chamada de “Condicionamento Microgenômico das Unidades de Produção” — consiste em expor os pintinhos e poedeiras jovens a um ambiente microbiano equilibrado para que desenvolvam um sistema imunológico robusto, enfrentando desafios como a coccidiose e infecções respiratórias sem depender de produtos químicos.
Com isso, deixamos de utilizar, com base na produção de 5 milhões de frangos por ano, cerca de 2,3 toneladas de inseticidas, 2 toneladas de antibióticos e 6 toneladas de coccidiostáticos. Esses materiais deixariam resíduos na cama de frango, usada posteriormente em adubos e compostos na agricultura, causando contaminação ambiental. Para oferecer uma ideia de mensuração e comparação, temos que no Brasil, em abatedouros sob supervisão federal, são abatidos 25 milhões de frangos por dia, então podemos depreender que estão presentes diariamente na cama desses frangos destinados ao abate e, consequentemente, sendo destinados para a agricultura: 11,5 toneladas de inseticidas, 10 toneladas de antibióticos e 30 toneladas de anticoccidianos.
Desde 2023, em parceria com o grupo técnico liderado pelo Dr. Juliano Gonçalves Pereira e pelo Dr. Fábio Sossai Possebon da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu SP, a Korin conduz estudos para avaliar a prevalência de patógenos transmitidos por alimentos e resistência a antimicrobianos na cadeia sem uso de antibióticos. Os resultados preliminares indicam prevalência de Salmonella em apenas 0,37% de quase 600 amostras, frente a 30–40% em sistemas convencionais. Esses dados demonstram o potencial impacto positivo à saúde pública, conforme os princípios de Saúde Única (One Health). Há mais de 30 anos, a Korin e o CPMO desenvolvem tecnologias para agricultura e pecuária sustentáveis.
O desenvolvimento de bactérias resistentes a antimicrobianos (RAM) é uma questão de alta relevância na agenda mundial em relação à saúde pública. Na prática da Korin, o não uso de antibióticos, quimioterápicos e promotores de crescimento contribui diretamente para a saúde dos produtores e de suas famílias, que não são expostos a essas substâncias. O solo e a água não são poluídos com essas substâncias, contribuindo assim para a preservação da flora e fauna nativas e da biodiversidade.
Além disso, os métodos agrícolas praticados pela empresa adotam métodos de conservação baseados em princípios agroecológicos, que contribuem para a qualidade ambiental das fazendas. O caráter inovador e a importância dessas práticas é corroborado pelos dados encontrados pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), que em 2023 monitorou resíduos de agrotóxicos em alimentos, visando mitigar riscos à saúde. 36 tipos de alimentos foram coletados em três ciclos anuais, que representam 80% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira (IBGE). O resultado mostrou que 0,67% das amostras tiveram uma situação de potencial risco agudo, a maior parte relacionada aos agrotóxicos carbofurano e carbendazim e nas frutas laranja e abacaxi (fonte:https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/agrotoxicos/programa-de-analise-de-residuos-em-alimentos/arquivos/apresentacao-dos-resultados-2023). Recentemente e após anos de trabalho, foi finalmente publicado o  Decreto 12.538 de 30 de junho de 2025, que institui o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara).
A Korin e o Centro de Pesquisa Mokiti Okada  tornaram-se referências para pesquisadores, professores e estudantes. Como resultado, apenas na linha de pesquisa animal, quase uma centena de artigos técnicos e científicos, bem como dissertações de mestrado, teses de doutorado e matérias em jornais e revistas foram publicados por profissionais da empresa e pesquisadores de instituições de pesquisa em colaboração.
Há também pesquisas colaborativas com universidades brasileiras e internacionais. Palestras destacando a importância da sustentabilidade, qualidade de vida e saúde são ministradas a funcionários e ao público em geral. Nos últimos 30 anos, a empresa recebeu em sua unidade de produção em Ipeúna-SP, milhares de visitantes, incluindo pesquisadores, estudantes, consumidores e profissionais da avicultura e outras cadeias produtivas como as de bovinos e pescados, em programas de benchmarking ou de educação relacionada à sustentabilidade.

Resultados Sociais e Ambientais Obtidos com a Prática:

Nas questões sociais, houve uma melhoria na qualidade de vida de todos os agentes envolvidos na cadeia produtiva, uma vez que a Korin valoriza os aspectos econômicos, sociais e ambientais, por exemplo, estimulando o consumo de alimentos saudáveis pelos agricultores e colaboradores por meio de clube de compras. Para reforçar a cadeia produtiva, os agricultores recebem treinamento e ajuda na obtenção de financiamentos para seus equipamentos e instalações; esses incentivos contribuem para sua permanência em áreas rurais, assim como possibilitam a diversificação da renda familiar e a geração de empregos. Agentes de inovação do Sebrae ministraram cursos para os produtores. Todos os colaboradores são atendidos por ações de treinamento e desenvolvimento conduzidas pelo departamento de Gestão de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Korin. Temos trabalhado ativamente para aumentar a conscientização na sociedade — não apenas por meio da rotulagem dos produtos, mas também participando de centenas de conferências, milhares de reuniões e numerosos grupos de trabalho. Por meio desses esforços, impactamos positivamente mais de 200.000 pessoas, incluindo profissionais, cientistas, técnicos, professores, estudantes e membros do público em geral, inspirando-os a aprofundar sua compreensão dos setores alimentício e agrícola e seus impactos sociais e ambientais. Resultados significativos surgiram devido ao estabelecimento de parcerias e colaborações com institutos de pesquisa e universidades, associações de produtores, certificadoras e órgãos do governo brasileiro, em forma de artigos, normas, protocolos de certificação e legislações. São publicações técnicas e científicas, regulamentos e padronizações que influenciaram os meios técnicos e o mercado de alimentos no Brasil, demonstrando práticas produtivas com sustentabilidade e bem-estar animal, sem uso de antibióticos. Alguns exemplos de trabalhos publicados são:
ROMANO, G. G.; DEMATTÊ FILHO, L. C.; AMORIM, M. N.; HARADA, E. S.; RICCI, G. D.; NARBOT, M. A. C.; SILVA-MIRANDA, K. O. Animal welfare in free-range systems: Integrating environmental, behavioral, and physiological aspects in Lohmann Brown egg-laying hens. RESEARCH, SOCIETY AND DEVELOPMENT, v. 14, p. e11914348502, 2025.
MENDES, C. M. I.; DEMATTÊ FILHO, L. C.; GAMEIRO, A. H. Incorporating sustainability in the food supply chain: The development of a private standard of Nature Farming poultry production in Brazil. Research in Globalization, v. 8, p. 100185, 2024.
DEMATTÊ FILHO, L. C.; SANTOS, I. C.; MENDES, C. M. I.; NACIMENTO, R. A.; VIEIRA, L. M. Assessing smallholder farmers’ perception of value creation and appropriation in sustainable production. INTERNATIONAL JOURNAL OF ENVIRONMENT AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT, v. 22, p. 226, 2023.
Como pontuamos acima no tópico de inovação, o impacto ambiental também foi muito relevante.  Com a prática descrita, deixamos de utilizar anualmente a quantidade estimada de 2,3 toneladas de inseticidas, 2 toneladas de antibióticos e 6 toneladas de coccidiostáticos. Esses materiais deixariam resíduos na cama de frango, que seria usada posteriormente em adubos e compostos na agricultura, causando contaminação ambiental.
A unidade de produção da Korin em Ipeúna SP foi avaliada por pesquisadores da Embrapa e recebeu o índice de sustentabilidade ambiental integrado de 0,87, considerado excelente (o indicador varia entre 0 e 1, com nível de conformidade 0,70). Os resultados foram publicados no artigo de Demattê Filho et al. (2014) – Gestão ambiental de atividades rurais no polo de Agricultura Natural de Ipeúna, SP. Brazilian Journal of Sustainable Agriculture, v. 4, p. 41-48, 2014. https://periodicos.ufv.br/rbas/article/view/2845
Ressalta-se que subprodutos do abate de aves são transformados em ingredientes para rações orgânicas premium para pets. A água residual é tratada com biorremediador Korin e usada para irrigar pastagens e eucaliptos, que servem de lenha, reduzindo custos energéticos.
Os resíduos de embalagens de produtos são descartados adequadamente, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a logística reversa pós consumo é efetivada por compensação ambiental com a eureciclo (www.eureciclo.com.br). Na Korin Agropecuária, de 2018 a 2023, o impacto socioambiental alcançou 121 cooperativas e operadores, com a compensação de 113 t entre embalagens de papel, papelão, plástico e vidro. Na Korin Agricultura e Meio Ambiente, de 2021 a 2023, a quantidade compensada foi de 93 t de papel e plástico, beneficiando 73 operadores na cadeia de reciclagem.
O impacto no município de Ipeúna, onde a unidade de produção se localiza, tem sido muito significativo. A cidade de Ipeúna, mediante a Lei Municipal nº 1.228 de 26/11/2015, se proclama “Capital da Agricultura Natural”, sendo que essa iniciativa fortaleceu a identidade do município como referência na produção sustentável, promovendo  capacitação de agricultores, pesquisa em produção avícola, grãos e outros produtos.

Gestão da Prática Relatada:

Esse modelo de produção tem alto índice de eficiência e, se adotado em larga escala, pode causar grande impacto positivo globalmente. A Korin é uma das maiores produtoras brasileiras de alimentos orgânicos certificados e coordena toda a cadeia de suprimentos, promovendo práticas agroecológicas e oferecendo suporte aos produtores por meio de seus técnicos de fomento, apoiados pelos gerentes de Produção, Qualidade, RH e diretoria, envolvendo equipes multidisciplinares. Seus programas de Qualidade e Sustentabilidade estão alinhados com os princípios da Agricultura Natural e são compartilhados com funcionários, parceiros, produtores e consumidores. A área de Sustentabilidade prepara um relatório com indicadores e resultados obtidos pelos diversos setores da empresa, divulgado ao público.
No cenário avícola brasileiro, dominado por grandes agroindústrias, pequenos produtores enfrentam barreiras de entrada devido à competição por preço. A Korin atua fora desse modelo, oferecendo produtos com qualidade diferenciada e protocolos certificados de bem-estar animal. A produção de frangos e ovos da Korin se divide em duas categorias: AF (Antibiotic-Free): Sem antibióticos ou promotores de crescimento e sem subprodutos de origem animal na dieta; e Orgânico: Produzido conforme a legislação brasileira de orgânicos. As duas são certificadas. Desde 2008, a empresa é auditada por certificadoras independentes. Toda a cadeia produtiva é monitorada por meio de mecanismos de auditorias externas e processos internos auditáveis através de uma plataforma digital (MyTS) que permite avaliar todos os fornecedores e aplicar rotineiramente listas de verificação com requisitos de qualidade e sustentabilidade. A cadeia é rastreável, os animais são criados com espaço e condições para expressar seu comportamento natural e abatidos de forma humanitária.  A cadeia produtiva é composta por agricultores de grãos, produtores de frangos e ovos e fornecedores de insumos. Eles recebem apoio técnico e incentivos para práticas sustentáveis conforme o Código Florestal Brasileiro. A gestão segue metodologia do Project Management Institute (PMI), melhorando a organização e a alocação de recursos, com base nas práticas do Project Management Body of Knowledge (PMBOK). Na área de gestão de projetos, a plataforma SoftExpert é utilizada para a gestão dos recursos, otimizar processos, criar documentos e monitorar cronogramas, além de auxiliar na comunicação. Essa plataforma contribuiu muito para reportar atividades, armazenar dados e gerenciar grande quantidade de portfolios e de projetos, tornando-se um pilar fundamental para o planejamento, execução e avaliação dos projetos.
A colaboração e engajamento das equipes foram reconhecidos e premiados em práticas relatadas e submetidas à sociedade. Por isso, a empresa inscreveu-se e foi vencedora do Prêmio ECO concedido pela AMCHAM nas edições de 2012, 2013, 2015 e 2019.
Como forma de promover e incentivar amplas discussões sobre sustentabilidade na produção agrícola e pecuária — e compartilhar resultados positivos com a sociedade brasileira — a direção da Korin tem apoiado ativamente a participação de vários executivos em grupos de trabalho, seminários, conferências e conselhos público-privados. Alguns exemplos notáveis incluem a atuação como:
Presidência da Câmara Nacional de Agricultura Orgânica do Ministério da Agricultura e Pecuária (2016 a dezembro de 2023);
Coordenação de grupo de insumos do Comitê Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) da Casa Civil da Presidência da República;
Coordenação do Comitê Nacional de Avicultura da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);
Presidência da Associação Nacional da Avicultura Alternativa (AVAL).
O Diretor Técnico e de Sustentabilidade da Korin também teve papel fundamental na criação do Programa Nacional de Bioinsumos e na redação da Lei dos Bioinsumos, sancionada pelo Presidente da República em 23 de dezembro de 2024. Atualmente, ele atua como membro especialista do grupo de trabalho nomeado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para redigir os regulamentos da nova lei.

Possibilidade de Disseminação ou Replicação:

A busca por compreender o sistema da Agricultura Natural segundo seus fundamentos de harmonia com a natureza direcionou a Korin a equilibrar as demandas da produção e da sociedade com a preservação do meio ambiente. Desde 1994, diversas empresas e agricultores aderiram à cadeia de valor dos frangos e ovos produzidos sem antibióticos, representando oportunidades para pequenos e médios produtores de matéria-prima (milho e soja, principalmente) entrarem no mercado. Em 2025, contam-se 40 produtores integrados de frango de corte e ovos, distribuídos nos municípios de Corumbataí, Rio Claro, Piracicaba, Charqueada, Ipeúna, Pirassununga, Limeira, Descalvado, Itirapina, Santa Cruz da Conceição e São Pedro, no estado de São Paulo.
O fortalecimento da marca e o crescimento do negócio são evidências efetivas de que é possível reproduzir um sistema de agricultura e pecuária sustentável por meio da construção de uma cadeia de valor, principalmente devido ao número crescente de consumidores que demandam produtos de sistemas de produção sustentáveis. Os produtos de carne de aves da Korin estão sendo exportados para o Japão e países do Oriente Médio.
A Korin desenvolveu uma produção de peixes (tilápia e truta) com dois fornecedores no estado de São Paulo, estabelecendo um padrão livre de hormônios e antibióticos, baseado em normas e verificado por auditorias. A criação segue protocolo ambientalmente correto. Em 2025, a marca inovou com o novo produto Salmão,  proveniente do Chile (região da Patagônia).
Outra realização importante é a linha de produtos de carne vermelha, de gado criado a pasto nativo na região do Pantanal sul-matogrossense. Essa produção de baixo impacto ambiental é  baseada no modelo tradicional da região e possui certificação sustentável ou orgânica em toda a cadeia de valor, desde os campos até o abatedouro. A Korin participou ativamente da elaboração do protocolo e do processo de certificação, que tem como pilares a valorização do homem pantaneiro e sua cultura, o bem-estar animal e a preservação do ecossistema do Pantanal (https://www.semadesc.ms.gov.br/com-incentivo-do-governo-de-ms-producao-de-carne-organica-e-sustentavel-e-realidade-no-pantanal/).
Esses exemplos mostram o potencial da aplicação dos princípios e práticas da Agricultura Natural em outros tipos de criação animal, abrindo novas oportunidades para mercados regionais ou nacionais com benefícios sociais, econômicos e ambientais. Esses produtos atrairiam consumidores como alimentos inovadores, gerados em novas cadeias agroalimentares sustentáveis. Com algumas adequações, seria possível disseminar, replicar e continuar a prática da Korin em outros locais do Brasil e do mundo e em outras produções de alimentos, amplificando este caso denominado “Transformação Sustentável e Saúde Única em Sistemas Agroalimentares de Pecuária com Uso de Bioinsumos Korin”.
Concluindo, a prática implantada pela empresa Korin Agropecuária incorporou a sustentabilidade nos negócios e na esfera estratégica da organização de forma ampla, beneficiando a empresa e as partes interessadas, reforçando sua missão e concretizando um trabalho ambiental, social e econômico correto.