Ano: 2025

Programa de Gestão Socioambiental SPAEC – Conectando Sustentabilidade com a Aviação Executiva

JHSF Administradora do Catarina Aeroporto Executivo S.A.

Categoria: Processos

Aspectos Gerais da Prática:

A seguir, destacamos algumas práticas inovadoras do Programa de Gestão Socioambiental do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, que o posicionam como referência em sustentabilidade no setor da aviação executiva no Brasil: ● Catarina Carbon Free
O aeroporto foi o primeiro do país a neutralizar não apenas suas emissões diretas (escopos 1 e 2), mas também parte relevante do escopo 3, especialmente o abastecimento de aeronaves. A neutralização é compulsória para os clientes e certificada por terceira parte (VERRA). A medida promove uma cultura de corresponsabilidade e posiciona o aeroporto na vanguarda da descarbonização aeroportuária, estimulando o mercado a internalizar o custo ambiental e migrar para combustíveis limpos.
● Planejamento e fornecimento de SAF
O aeroporto integra o Conexão SAF e participa ativamente dos grupos técnicos de regulação e certificação do combustível sustentável. Além disso, fomenta a infraestrutura necessária à sua distribuição, antecipando-se às exigências da transição energética no setor aéreo e contribuindo para a diversificação da matriz energética nacional.
● Zero Aterro e valorização de resíduos perigosos
Desde 2024, o empreendimento opera como aterro zero, destinando todos os resíduos para reciclagem, compostagem ou coprocessamento. Entre os destaques, está a reciclagem do resíduo de querosene de aviação (JET-A) para produção de tintas — prática rara e inovadora no setor. A iniciativa contribui para a economia circular, reduz passivos ambientais e serve como modelo replicável para aeroportos com atividades de manutenção aeronáutica.
● Energia 100% renovável e rastreável
A entrada no Mercado Livre de Energia permitiu a aquisição de eletricidade proveniente de fontes 100% renováveis, com rastreamento via certificados i-RECs. A mudança zerou as emissões de escopo 2 do aeroporto e gera um efeito de demonstração positivo na cadeia de fornecedores e parceiros.
● Auditoria hídrica com foco em eficiência
Em parceria com a Infinitytech, o aeroporto implementou uma auditoria hídrica completa, com sensores IoT e diagnósticos técnicos detalhados. A iniciativa viabilizou melhorias estruturais, simulação de fontes alternativas e promoveu o uso eficiente da água com base em dados reais, reforçando a segurança hídrica e a governança do recurso.
● Projeto Onçafari: conservação integrada à operação
Em parceria com o Onçafari, o aeroporto realiza monitoramento sistemático da fauna local, com foco na onça-parda. São utilizados rádio-colares com GPS/VHF e armadilhas fotográficas para coleta de dados científicos. Um estudo recente identificou pelos de lebre nas fezes das onças — espécie que representa risco operacional ao circular próximo à pista — demonstrando que a presença do predador natural contribui também para a segurança das operações. A iniciativa alia conservação da biodiversidade, ciência aplicada e gestão ambiental baseada em evidências.
● Composteira e biofertilizante local
Está em fase de implantação um sistema próprio de compostagem de resíduos orgânicos, com produção de biofertilizante para uso nas áreas verdes do aeroporto. A iniciativa reduz emissões de GEE, diminui custos com insumos e promove reaproveitamento de materiais localmente gerados — modelo ainda pouco comum em aeroportos de perfil executivo.
● Núcleo ESG com MROs e stakeholders
O aeroporto criou um Núcleo ESG com participação ativa de operadores de manutenção (MROs) e demais parceiros. O grupo trabalha em metas conjuntas de descarbonização, redução de plástico de uso único, capacitação de jovens aprendizes e instalação de painéis solares. Essa governança colaborativa amplia o alcance das práticas sustentáveis para além da administração direta do aeroporto, incentivando a transformação de toda a cadeia aeroportuária.
● Projeto TransplantAR
O aeroporto também integra o Projeto TransplantAR, mobilizando operadores de táxi aéreo para realização de voos TROV — dedicados ao transporte de órgãos para transplante. Em 2024, sua atuação viabilizou, com agilidade e segurança, missões complexas do SUS entre diferentes estados, contribuindo diretamente para o salvamento de vidas. A iniciativa reforça o papel do aeroporto como ativo logístico de interesse público, capaz de entregar valor compartilhado à sociedade por meio de sua infraestrutura de excelência.
Essas práticas evidenciam a maturidade do Programa de Gestão Socioambiental do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, que alia inovação tecnológica, compromisso climático, economia circular, conservação ambiental e impacto social, consolidando o empreendimento como uma referência nacional em sustentabilidade no setor da aviação executiva.

Relevância para o Negócio:

A JHSF tem como foco estratégico o desenvolvimento e a operação de empreendimentos voltados ao público de alta renda, oferecendo experiências únicas e produtos exclusivos para um perfil de cliente exigente e sofisticado. Nesse contexto, o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional representa uma vertente de negócios de grande relevância para a companhia, ao proporcionar infraestrutura de ponta para voos nacionais e internacionais com máxima privacidade, conforto e serviços de alto padrão. Nesse sentido, o aeroporto complementa o ecossistema integrado da JHSF — que inclui shoppings, hotéis, restaurantes e empreendimentos imobiliários de alto luxo —, reforçando o posicionamento da marca na entrega de soluções completas e personalizadas. Além disso, alia altos padrões de excelência a uma gestão sustentável e inovadora, ampliando o valor da experiência oferecida aos clientes e fortalecendo o compromisso da companhia com o desenvolvimento responsável.
Ao mesmo tempo, o empreendimento ocupa uma posição estratégica no contexto da aviação nacional. Primeiro aeroporto do país concebido e operado com foco exclusivo na aviação executiva, o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo se destaca em um setor historicamente subaproveitado nos aeroportos convencionais, mesmo diante da sua importância para a economia brasileira. O Brasil possui a segunda maior frota de aeronaves privadas do mundo e, ainda assim, a infraestrutura dedicada a esse segmento é limitada, com restrições operacionais em aeroportos majoritariamente voltados à aviação comercial. A aviação executiva, por sua vez, desempenha papel fundamental na conectividade do território nacional — especialmente em regiões onde a malha aérea regular é inexistente ou insuficiente — ao viabilizar o deslocamento de empresários, profissionais estratégicos, insumos e soluções em tempo reduzido. Ao atender essa demanda com excelência, o aeroporto fortalece o setor produtivo, estimula novos negócios e contribui para o desenvolvimento regional, consolidando-se como um hub de mobilidade e geração de valor para o país.
Em 2024, o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional consolidou-se como um negócio estratégico e significativo para a JHSF dentro de sua vertical de renda recorrente. Segundo o relatório do 4T24 do conglomerado, o aeroporto registrou crescimento de 41,1% no número de movimentos de aeronaves e de 49,6% nos litros de combustível abastecidos em relação a 2023.
Ainda, no contexto dos resultados consolidados da JHSF, marcados por mais de R$ 1 bilhão de receita bruta em negócios de renda recorrente e EBITDA ajustado de R$ 1,28 bilhão (crescimento de 32%), o aeroporto representa um ativo relevante que contribui diretamente para a geração de receita contínua, diversificação do portfólio e aumento de margens da companhia. Com isso, em 2024, a receita líquida do empreendimento alcançou R$ 74,8 milhões, e o resultado líquido foi de R$ 46,0 milhões, marcando expressivo avanço frente ao lucro de R$ 31,6 milhões do ano anterior.
Complementarmente, o aeroporto contribui de forma substancial para a evolução da estratégia de sustentabilidade da JHSF, ao operar com um sólido Programa de Gestão Socioambiental plenamente alinhado aos seis compromissos públicos de sustentabilidade assumidos pelo grupo. As ações desenvolvidas no aeroporto — que vão desde a neutralização de emissões de carbono até o reflorestamento de áreas nativas, passando por iniciativas de educação ambiental, inclusão social, economia circular e uso eficiente de recursos — materializam, na prática, os princípios da estratégia corporativa de sustentabilidade da companhia. Dessa forma, o aeroporto não apenas reforça o posicionamento da JHSF como referência em negócios de alto padrão com responsabilidade ambiental e social, mas também serve como um catalisador para o cumprimento de suas metas institucionais de sustentabilidade.
Nesse escopo, destaca-se o Programa Catarina Carbon Free, que tornou o aeroporto o primeiro do Brasil a neutralizar, de forma compulsória para os clientes, não apenas as emissões diretas (escopos 1 e 2), mas também uma parcela significativa das emissões indiretas (escopo 3), como o abastecimento de aeronaves com querosene de aviação. A iniciativa responde à crescente demanda da sociedade e do mercado por ações concretas de descarbonização e promove uma cultura de corresponsabilidade entre os usuários do aeroporto.
Outro exemplo de como o aeroporto amplia sua relevância estratégica por meio de práticas com impacto social é a sua participação no Projeto TransplantAR, que conecta a infraestrutura da aviação executiva ao sistema nacional de saúde para apoiar o transporte ágil de órgãos para transplantes. Essa atuação fortalece o vínculo do aeroporto com a sociedade, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso da JHSF com a geração de valor compartilhado e com a ampliação do papel social dos seus ativos de renda recorrente.

Aspectos Inovadores Relacionados a Prática:

A seguir, destacamos algumas práticas inovadoras do Programa de Gestão Socioambiental do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, que o posicionam como referência em sustentabilidade no setor da aviação executiva no Brasil: ● Catarina Carbon Free
O aeroporto foi o primeiro do país a neutralizar não apenas suas emissões diretas (escopos 1 e 2), mas também parte relevante do escopo 3, especialmente o abastecimento de aeronaves. A neutralização é compulsória para os clientes e certificada por terceira parte (VERRA). A medida promove uma cultura de corresponsabilidade e posiciona o aeroporto na vanguarda da descarbonização aeroportuária, estimulando o mercado a internalizar o custo ambiental e migrar para combustíveis limpos.
● Planejamento e fornecimento de SAF
O aeroporto integra o Conexão SAF e participa ativamente dos grupos técnicos de regulação e certificação do combustível sustentável. Além disso, fomenta a infraestrutura necessária à sua distribuição, antecipando-se às exigências da transição energética no setor aéreo e contribuindo para a diversificação da matriz energética nacional.
● Zero Aterro e valorização de resíduos perigosos
Desde 2024, o empreendimento opera como aterro zero, destinando todos os resíduos para reciclagem, compostagem ou coprocessamento. Entre os destaques, está a reciclagem do resíduo de querosene de aviação (JET-A) para produção de tintas — prática rara e inovadora no setor. A iniciativa contribui para a economia circular, reduz passivos ambientais e serve como modelo replicável para aeroportos com atividades de manutenção aeronáutica.
● Energia 100% renovável e rastreável
A entrada no Mercado Livre de Energia permitiu a aquisição de eletricidade proveniente de fontes 100% renováveis, com rastreamento via certificados i-RECs. A mudança zerou as emissões de escopo 2 do aeroporto e gera um efeito de demonstração positivo na cadeia de fornecedores e parceiros.
● Auditoria hídrica com foco em eficiência
Em parceria com a Infinitytech, o aeroporto implementou uma auditoria hídrica completa, com sensores IoT e diagnósticos técnicos detalhados. A iniciativa viabilizou melhorias estruturais, simulação de fontes alternativas e promoveu o uso eficiente da água com base em dados reais, reforçando a segurança hídrica e a governança do recurso.
● Projeto Onçafari: conservação integrada à operação
Em parceria com o Onçafari, o aeroporto realiza monitoramento sistemático da fauna local, com foco na onça-parda. São utilizados rádio-colares com GPS/VHF e armadilhas fotográficas para coleta de dados científicos. Um estudo recente identificou pelos de lebre nas fezes das onças — espécie que representa risco operacional ao circular próximo à pista — demonstrando que a presença do predador natural contribui também para a segurança das operações. A iniciativa alia conservação da biodiversidade, ciência aplicada e gestão ambiental baseada em evidências.
● Composteira e biofertilizante local
Está em fase de implantação um sistema próprio de compostagem de resíduos orgânicos, com produção de biofertilizante para uso nas áreas verdes do aeroporto. A iniciativa reduz emissões de GEE, diminui custos com insumos e promove reaproveitamento de materiais localmente gerados — modelo ainda pouco comum em aeroportos de perfil executivo.
● Núcleo ESG com MROs e stakeholders
O aeroporto criou um Núcleo ESG com participação ativa de operadores de manutenção (MROs) e demais parceiros. O grupo trabalha em metas conjuntas de descarbonização, redução de plástico de uso único, capacitação de jovens aprendizes e instalação de painéis solares. Essa governança colaborativa amplia o alcance das práticas sustentáveis para além da administração direta do aeroporto, incentivando a transformação de toda a cadeia aeroportuária.
● Projeto TransplantAR
O aeroporto também integra o Projeto TransplantAR, mobilizando operadores de táxi aéreo para realização de voos TROV — dedicados ao transporte de órgãos para transplante. Em 2024, sua atuação viabilizou, com agilidade e segurança, missões complexas do SUS entre diferentes estados, contribuindo diretamente para o salvamento de vidas. A iniciativa reforça o papel do aeroporto como ativo logístico de interesse público, capaz de entregar valor compartilhado à sociedade por meio de sua infraestrutura de excelência.
Essas práticas evidenciam a maturidade do Programa de Gestão Socioambiental do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, que alia inovação tecnológica, compromisso climático, economia circular, conservação ambiental e impacto social, consolidando o empreendimento como uma referência nacional em sustentabilidade no setor da aviação executiva.

Contribuição da Prática para o Desempenho da Empresa:

A seguir, destacamos algumas práticas inovadoras do Programa de Gestão Socioambiental do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, que o posicionam como referência em sustentabilidade no setor da aviação executiva no Brasil: ● Catarina Carbon Free
O aeroporto foi o primeiro do país a neutralizar não apenas suas emissões diretas (escopos 1 e 2), mas também parte relevante do escopo 3, especialmente o abastecimento de aeronaves. A neutralização é compulsória para os clientes e certificada por terceira parte (VERRA). A medida promove uma cultura de corresponsabilidade e posiciona o aeroporto na vanguarda da descarbonização aeroportuária, estimulando o mercado a internalizar o custo ambiental e migrar para combustíveis limpos.
● Planejamento e fornecimento de SAF
O aeroporto integra o Conexão SAF e participa ativamente dos grupos técnicos de regulação e certificação do combustível sustentável. Além disso, fomenta a infraestrutura necessária à sua distribuição, antecipando-se às exigências da transição energética no setor aéreo e contribuindo para a diversificação da matriz energética nacional.
● Zero Aterro e valorização de resíduos perigosos
Desde 2024, o empreendimento opera como aterro zero, destinando todos os resíduos para reciclagem, compostagem ou coprocessamento. Entre os destaques, está a reciclagem do resíduo de querosene de aviação (JET-A) para produção de tintas — prática rara e inovadora no setor. A iniciativa contribui para a economia circular, reduz passivos ambientais e serve como modelo replicável para aeroportos com atividades de manutenção aeronáutica.
● Energia 100% renovável e rastreável
A entrada no Mercado Livre de Energia permitiu a aquisição de eletricidade proveniente de fontes 100% renováveis, com rastreamento via certificados i-RECs. A mudança zerou as emissões de escopo 2 do aeroporto e gera um efeito de demonstração positivo na cadeia de fornecedores e parceiros.
● Auditoria hídrica com foco em eficiência
Em parceria com a Infinitytech, o aeroporto implementou uma auditoria hídrica completa, com sensores IoT e diagnósticos técnicos detalhados. A iniciativa viabilizou melhorias estruturais, simulação de fontes alternativas e promoveu o uso eficiente da água com base em dados reais, reforçando a segurança hídrica e a governança do recurso.
● Projeto Onçafari: conservação integrada à operação
Em parceria com o Onçafari, o aeroporto realiza monitoramento sistemático da fauna local, com foco na onça-parda. São utilizados rádio-colares com GPS/VHF e armadilhas fotográficas para coleta de dados científicos. Um estudo recente identificou pelos de lebre nas fezes das onças — espécie que representa risco operacional ao circular próximo à pista — demonstrando que a presença do predador natural contribui também para a segurança das operações. A iniciativa alia conservação da biodiversidade, ciência aplicada e gestão ambiental baseada em evidências.
● Composteira e biofertilizante local
Está em fase de implantação um sistema próprio de compostagem de resíduos orgânicos, com produção de biofertilizante para uso nas áreas verdes do aeroporto. A iniciativa reduz emissões de GEE, diminui custos com insumos e promove reaproveitamento de materiais localmente gerados — modelo ainda pouco comum em aeroportos de perfil executivo.
● Núcleo ESG com MROs e stakeholders
O aeroporto criou um Núcleo ESG com participação ativa de operadores de manutenção (MROs) e demais parceiros. O grupo trabalha em metas conjuntas de descarbonização, redução de plástico de uso único, capacitação de jovens aprendizes e instalação de painéis solares. Essa governança colaborativa amplia o alcance das práticas sustentáveis para além da administração direta do aeroporto, incentivando a transformação de toda a cadeia aeroportuária.
● Projeto TransplantAR
O aeroporto também integra o Projeto TransplantAR, mobilizando operadores de táxi aéreo para realização de voos TROV — dedicados ao transporte de órgãos para transplante. Em 2024, sua atuação viabilizou, com agilidade e segurança, missões complexas do SUS entre diferentes estados, contribuindo diretamente para o salvamento de vidas. A iniciativa reforça o papel do aeroporto como ativo logístico de interesse público, capaz de entregar valor compartilhado à sociedade por meio de sua infraestrutura de excelência.
Essas práticas evidenciam a maturidade do Programa de Gestão Socioambiental do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, que alia inovação tecnológica, compromisso climático, economia circular, conservação ambiental e impacto social, consolidando o empreendimento como uma referência nacional em sustentabilidade no setor da aviação executiva.

Resultados Sociais e Ambientais Obtidos com a Prática:

O São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional tem se consolidado como uma referência em infraestrutura aeroportuária de baixa emissão de carbono e alta responsabilidade socioambiental. O Programa de Gestão Socioambiental do aeroporto tem gerado avanços consistentes, alinhando desenvolvimento econômico à preservação ambiental e ao fortalecimento do capital social das comunidades do entorno. Entre os principais resultados, destaca-se a neutralização integral das emissões de gases de efeito estufa (GEE) dos escopos 1 e 2 desde o início das operações, com ampliação da iniciativa para o escopo 3 — especificamente o abastecimento de aeronaves com querosene de aviação, a partir de junho de 2024. Por meio do programa Catarina Carbon Free, são adquiridos créditos de carbono certificados pela VERRA, garantindo a neutralização efetiva das emissões líquidas do aeroporto e promovendo uma aviação executiva mais sustentável. Em paralelo, medidas estruturantes como a entrada no mercado livre de energia com aquisição 100% de energia renovável e compra de I-RECs, o uso de iluminação LED, climatização eficiente, rebocadores elétricos e automação predial com sensores inteligentes têm impulsionado a redução da intensidade energética e das emissões diretas e indiretas (escopos 1 e 2), com resultados já perceptíveis nas métricas de emissões e consumo energético.
O aeroporto também realiza monitoramento sistemático da biodiversidade em mais de 200 hectares reflorestados, com apoio técnico da Associação Onçafari, incluindo a presença de espécies importantes como a onça-parda, em uma estratégia que alia preservação da fauna a um modelo de operação em equilíbrio com o território. A Comissão Externa de Gerenciamento de Risco da Fauna, composta por representantes da comunidade, Defesa Civil e stakeholders da operação, fomenta ações conjuntas que ampliam o escopo de proteção ambiental e segurança operacional no entorno do empreendimento.
Além disso, o aeroporto conquistou o primeiro lugar na categoria até 200 mil passageiros no Programa Aeroportos Sustentáveis da ANAC em 2023, atestando seu desempenho ambiental superior frente aos demais empreendimentos do mesmo porte no país.
Na frente hídrica, a adoção de soluções como hidrômetros inteligentes, reuso de água e lavagem a seco de aeronaves tem reduzido a pegada hídrica do empreendimento, que já apresenta quedas consistentes na intensidade de consumo por metro quadrado.
A política de gestão de resíduos sólidos levou o aeroporto a se tornar, em 2024, um empreendimento com desvio total de resíduos de aterros sanitários, com destinação para reciclagem e coprocessamento. Além disso, foi implementada a reciclagem do resíduo de querosene de aviação, transformado em insumo para a indústria de tintas, reduzindo a emissão de GEE e ampliando o reaproveitamento de materiais complexos.
Na dimensão social, o aeroporto estabeleceu programas de capacitação profissional em parceria com SENAI, SENAC e prefeituras locais, contribuindo para a formação de mão de obra qualificada no setor aeronáutico e de serviços de apoio. Como exemplo, destacam-se os programas iniciados com MROs para formação de jovens aprendizes e apoio à obtenção de certificações técnicas em manutenção aeronáutica. Também se destacam ações de inclusão produtiva e diversidade, com priorização de contratação de mão de obra local, incentivo ao transporte coletivo e criação de estruturas como biblioteca comunitária, que ampliam o acesso ao conhecimento e o vínculo com o território.
A formação do Núcleo ESG do aeroporto, com participação de MROs e demais operadores do ecossistema aeroportuário, demonstra uma abordagem colaborativa e integrada, que coloca os públicos de interesse no centro das decisões estratégicas e permite a multiplicação das boas práticas ambientais e sociais por toda a cadeia de valor.
Ainda na esfera social, a participação do aeroporto no Projeto TransplantAR tem gerado resultados sociais concretos, ao colocar sua infraestrutura de ponta a serviço de causas humanitárias de alta urgência. Um dos marcos recentes foi a viabilização logística de um transplante de coração infantil entre dois estados brasileiros, que contou com o apoio decisivo da aviação executiva operando no terminal. Por meio da mobilização de um voo TROV em tempo recorde, foi possível garantir que o órgão chegasse ao destino final dentro da janela crítica de viabilidade, contribuindo diretamente para o sucesso do procedimento e a preservação de uma vida em situação extrema.
Por meio dessas iniciativas, o Aeroporto responde às necessidades da sociedade e do meio ambiente: promove acesso a energia limpa, uso eficiente da água, conservação da biodiversidade, redução de emissões e reaproveitamento de resíduos. Também investe na qualificação da mão de obra local, no diálogo com a comunidade e em ações de solidariedade, influenciando positivamente seus stakeholders e consolidando-se como agente de transformação em um setor de alto impacto ambiental.

Gestão da Prática Relatada:

A liderança da JHSF exerce um papel ativo e estruturante na promoção das práticas de sustentabilidade do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional. Parte do bônus anual de 100% dos líderes da companhia está vinculada às Diretrizes Estratégicas de Sustentabilidade, com peso de 15%, reforçando o alinhamento entre metas organizacionais e desempenho ESG. Essa política assegura que lideranças e equipes estejam engajadas e tenham incentivos claros para atuar na agenda socioambiental de forma integrada ao negócio. Vale destacar que essas metas vêm passando por um processo contínuo de evolução, sendo revistas e aperfeiçoadas ano a ano para refletir os aprendizados acumulados e estimular entregas cada vez mais ambiciosas, tanto em impacto quanto em escala. Complementarmente, a estrutura de governança do aeroporto inclui os Núcleos ESG, que reúnem representantes de MROs, gestores operacionais, áreas técnicas e lideranças estratégicas. Esses fóruns colaborativos impulsionam o desenvolvimento de soluções sustentáveis em sinergia com os objetivos corporativos, promovendo o compartilhamento de boas práticas, o estabelecimento de compromissos e a criação de iniciativas conjuntas de impacto positivo.
A gestão das práticas é acompanhada por indicadores específicos — como metas de consumo de energia, emissões de GEE e gestão de resíduos — com monitoramento sistemático dos resultados e revisão periódica dos planos. A qualidade da execução é reforçada por mecanismos de reporte contínuo, capacitação técnica, suporte operacional e diálogo permanente com stakeholders externos, como fornecedores, operadores e comunidades do entorno.
Essa governança colaborativa tem permitido avanços concretos em sustentabilidade, descarbonização e eficiência operacional, posicionando o aeroporto como uma referência nacional em relação aos temas no setor de aviação executiva.
Além disso, destaca-se que a evolução da estratégia de sustentabilidade nos negócios da JHSF é acompanhada periodicamente pelo Comitê de Sustentabilidade da companhia, composto por membros independentes que integram o Conselho de Administração, além de representantes da Diretoria Executiva. Essa instância fortalece o envolvimento direto das lideranças na governança ESG, assegurando coerência entre as práticas implantadas, os compromissos públicos assumidos e os objetivos estratégicos do grupo.

Possibilidade de Disseminação ou Replicação:

A prática relatada é sustentada por um programa de gestão robusto, que prevê o monitoramento sistemático de resultados e o aprimoramento contínuo das iniciativas implementadas. No âmbito do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, os Núcleos ESG atuam como plataformas permanentes de troca entre diferentes áreas operacionais e parceiros estratégicos, fomentando o compartilhamento de boas práticas, o aprendizado coletivo e o fortalecimento da cultura de sustentabilidade entre todos os envolvidos. A estrutura do programa foi desenhada para ser replicável e adaptável a outras operações da JHSF. A companhia conta com um time corporativo de Sustentabilidade responsável, entre outras atribuições, por promover a disseminação estruturada de iniciativas bem-sucedidas entre os diferentes negócios do grupo, além de fomentar o diálogo entre eles. Essa abordagem fortalece a continuidade das ações, permitindo que boas soluções não apenas se perpetuem ao longo do tempo, como também ganhem escala e capilaridade.
À medida que o aeroporto avança como referência nacional em sustentabilidade no setor de aviação executiva, suas práticas também se tornam passíveis de influenciar positivamente outras empresas do segmento, incentivando a adoção de modelos semelhantes e contribuindo para a elevação do padrão de gestão socioambiental em toda a cadeia.