Ano: 2025

Banco de Alimentos – Comida Boa

CEASA PR

Categoria: Produtos ou Serviços

Aspectos Gerais da Prática:

O Banco de Alimentos Comida Boa CEASA/PR é um projeto que nasceu da preocupação em combater o desperdício de alimentos e promover a segurança alimentar de comunidades em situação de vulnerabilidade. O Projeto tem como seu principal objetivo distribuir adequadamente os hortigranjeiros recebidos diariamente pela CEASA/PR, que perderam seu valor comercial, mas ainda são próprios para consumo humano.
São doadores: os produtores rurais, permissionários das unidades da CEASA/PR, rede de supermercados, atacadistas, indústrias de alimentos, apreensões da Receita Estadual, entre outros. Podem ser beneficiadas entidades que compreendem o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), famílias em vulnerabilidade social devidamente cadastradas no programa e pessoas atingidas por catástrofes.

O processamento das doações é realizado em uma cozinha industrial adaptada cumprindo todas as normas da Anvisa, na qual é feita a limpeza dos produtos e, em alguns casos, processamentos mínimos como corte, trituração e embalagem a vácuo. Após isso, os alimentos são armazenados adequadamente para então ser distribuídos. Nestes processos de seleção, processamento e armazenamento, a mão de obra provém de convênio com o Departamento Penitenciário (Depen), na qual apenados que cumprem sua pena com tornozeleira eletrônica trabalham de forma remunerada para o projeto, até a finalização de sua pena. O Projeto conta com uma equipe própria e auxílio de outros setores administrativos da Ceasa de Curitiba. Os funcionários diretos do Banco de Alimentos são: Coordenadora/assistente social; Nutricionista; Assistentes administrativos. Estes funcionários são selecionados com a metodologia de contratação da própria Ceasa.

Desde 2020, a mão de obra empregada para a seleção e processamento dos alimentos provém de parceria com o Departamento Penitenciário (Depen), por meio da qual, apenados têm a oportunidade de se reinserirem no mercado de trabalho, recebendo formações e oficinas profissionalizantes. O programa é orientado pelos princípios e diretrizes que regem a Política e Sistema Estaduais de Segurança Alimentar e Nutricional, instituídos na Lei 15.791, de :1º de abril de 2008, e Lei 16.565, de 31 de agosto de 2010, às Leis Federais nº 11.346/2006 e nº 14.016/2020 e a Lei Estadual nº 16.565/2010.

A cada mês, o Banco de Alimentos distribui uma quantidade significativa de alimentos, tanto in natura quanto minimamente processados, que são destinados para as entidades cadastradas. Os números de 2024 impressionam: em janeiro, foram arrecadados 552.358,97 kg de alimentos in natura, beneficiando 367 entidades e alcançando 99.421 pessoas. Em fevereiro, a arrecadação foi de 592.544,2 kg, beneficiando 418 entidades e 111.118 pessoas. Em março, o volume arrecadado foi de 677.683,47 kg, beneficiando 428 entidades e 129.418 pessoas. Esses números demonstram a constante preocupação e dedicação do Banco de Alimentos em atender às necessidades da comunidade.

Mas o trabalho do Banco de Alimentos vai além da arrecadação e distribuição de alimentos. O projeto também se dedica a conscientizar a população sobre a importância de evitar o desperdício de alimentos e promover o consumo consciente. Através de campanhas educativas e parcerias com escolas e instituições, o Banco de Alimentos busca disseminar a cultura da solidariedade e do cuidado com o meio ambiente.

Além disso, o Banco de Alimentos também se destaca pela eficiência na gestão dos alimentos recebidos. A porcentagem de aproveitamento dos alimentos é sempre alta, com destaque para os meses de outubro, novembro e dezembro de 2024, quando a porcentagem foi de 86,85%, 94,54% e 93,65%, respectivamente. Isso demonstra o compromisso em garantir que nenhum alimento doado seja desperdiçado.

Ao longo do ano, o Banco de Alimentos Comida Boa CEASA atende a milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo acesso a uma alimentação saudável e de qualidade. Com uma média de 539 toneladas doadas mensalmente e mais de 7 mil toneladas doadas em 2024, o projeto tem um impacto significativo na redução do desperdício de alimentos e na promoção da segurança alimentar.

Relevância para o Negócio:

O Banco de Alimentos se tornou um dos mais importantes programas de segurança alimentar do Estado, responsável por atender famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional, promovendo a destinação responsável de alimentos que seriam desperdiçados. Para a CEASA PR o projeto é uma forma de reduzir o volume de descartes e reaproveitar produtos que além de ir para o lixo poluíam o próprio ambiente da central.

Aspectos Inovadores Relacionados a Prática:

A principal inovação do Banco de Alimentos é a forma positiva que são reaproveitados grande parte dos resíduos que seriam descartados pelos atacadistas e produtores. E como essa prática também colabora com a promoção da segurança alimentar de uma parcela da população, torna o projeto transdisciplinar, atingindo mais de um problema social e ambiental.
Com a implementação dos Bancos de Alimentos e projeto de modernização através do aproveitamento integral de alimentos minimamente processados, a instituição ampliou o volume arrecadado em mais de 100% e estendeu  o atendimento a famílias / indivíduos e instituições sociais que estavam em situação de insegurança alimentar.

Mas o trabalho do Banco de Alimentos vai além da arrecadação e distribuição de alimentos. O projeto também se dedica a conscientizar a população sobre a importância de evitar o desperdício de alimentos e promover o consumo consciente. Por meio campanhas educativas e parcerias com escolas e instituições, o Banco de Alimentos busca disseminar a cultura da solidariedade e do cuidado com o meio ambiente.

O Banco de Alimentos – Comida Boa, implementado pela Ceasa Paraná em 2020, introduziu uma abordagem inovadora ao combater o desperdício de alimentos e promover a segurança alimentar. O programa coleta produtos hortifrutigranjeiros não comercializados nas Centrais de Abastecimento do Paraná, ainda próprios para consumo humano. Parte é doada in natura, e os alimentos que estão mais maturados passam por um processamento mínimo nas cozinhas industriais -os e distribui-os a instituições sociais e famílias vulneráveis. Além disso, destina alimentos impróprios para consumo humano à alimentação de animais silvestres resgatados, garantindo o aproveitamento total dos recursos. O programa incorpora sustentabilidade e ressocialização, capacitando pessoas privadas de liberdade para o mercado de trabalho.

O programa também é uma forma de ressocialização de pessoas apenadas. Desde 2020, a mão de obra empregada para a seleção e processamento dos alimentos provém de parceria com o Departamento Penitenciário (Depen), por meio de trabalhadores com monitoramento eletrônico, esses colaboradores trabalham de forma remunerada para o projeto. Os apenados têm a oportunidade de se reinserirem no mercado de trabalho, recebendo formações e oficinas profissionalizantes.

Contribuição da Prática para o Desempenho da Empresa:

O Banco de Alimentos Comida Boa CEASA/PR é um projeto que nasceu da preocupação em combater o desperdício de alimentos e promover a segurança alimentar de comunidades em situação de vulnerabilidade. O Projeto tem como seu principal objetivo distribuir adequadamente os hortigranjeiros recebidos diariamente pela CEASA/PR, que perderam seu valor comercial, mas ainda são próprios para consumo humano.
São doadores: os produtores rurais, permissionários das unidades da CEASA/PR, rede de supermercados, atacadistas, indústrias de alimentos, apreensões da Receita Estadual, entre outros. Podem ser beneficiadas entidades que compreendem o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), famílias em vulnerabilidade social devidamente cadastradas no programa e pessoas atingidas por catástrofes.

O processamento das doações é realizado em uma cozinha industrial adaptada cumprindo todas as normas da Anvisa, na qual é feita a limpeza dos produtos e, em alguns casos, processamentos mínimos como corte, trituração e embalagem a vácuo. Após isso, os alimentos são armazenados adequadamente para então ser distribuídos. Nestes processos de seleção, processamento e armazenamento, a mão de obra provém de convênio com o Departamento Penitenciário (Depen), na qual apenados que cumprem sua pena com tornozeleira eletrônica trabalham de forma remunerada para o projeto, até a finalização de sua pena. O Projeto conta com uma equipe própria e auxílio de outros setores administrativos da Ceasa de Curitiba. Os funcionários diretos do Banco de Alimentos são: Coordenadora/assistente social; Nutricionista; Assistentes administrativos. Estes funcionários são selecionados com a metodologia de contratação da própria Ceasa.

Desde 2020, a mão de obra empregada para a seleção e processamento dos alimentos provém de parceria com o Departamento Penitenciário (Depen), por meio da qual, apenados têm a oportunidade de se reinserirem no mercado de trabalho, recebendo formações e oficinas profissionalizantes. O programa é orientado pelos princípios e diretrizes que regem a Política e Sistema Estaduais de Segurança Alimentar e Nutricional, instituídos na Lei 15.791, de :1º de abril de 2008, e Lei 16.565, de 31 de agosto de 2010, às Leis Federais nº 11.346/2006 e nº 14.016/2020 e a Lei Estadual nº 16.565/2010.

A cada mês, o Banco de Alimentos distribui uma quantidade significativa de alimentos, tanto in natura quanto minimamente processados, que são destinados para as entidades cadastradas. Os números de 2024 impressionam: em janeiro, foram arrecadados 552.358,97 kg de alimentos in natura, beneficiando 367 entidades e alcançando 99.421 pessoas. Em fevereiro, a arrecadação foi de 592.544,2 kg, beneficiando 418 entidades e 111.118 pessoas. Em março, o volume arrecadado foi de 677.683,47 kg, beneficiando 428 entidades e 129.418 pessoas. Esses números demonstram a constante preocupação e dedicação do Banco de Alimentos em atender às necessidades da comunidade.

Mas o trabalho do Banco de Alimentos vai além da arrecadação e distribuição de alimentos. O projeto também se dedica a conscientizar a população sobre a importância de evitar o desperdício de alimentos e promover o consumo consciente. Através de campanhas educativas e parcerias com escolas e instituições, o Banco de Alimentos busca disseminar a cultura da solidariedade e do cuidado com o meio ambiente.

Além disso, o Banco de Alimentos também se destaca pela eficiência na gestão dos alimentos recebidos. A porcentagem de aproveitamento dos alimentos é sempre alta, com destaque para os meses de outubro, novembro e dezembro de 2024, quando a porcentagem foi de 86,85%, 94,54% e 93,65%, respectivamente. Isso demonstra o compromisso em garantir que nenhum alimento doado seja desperdiçado.

Ao longo do ano, o Banco de Alimentos Comida Boa CEASA atende a milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo acesso a uma alimentação saudável e de qualidade. Com uma média de 539 toneladas doadas mensalmente e mais de 7 mil toneladas doadas em 2024, o projeto tem um impacto significativo na redução do desperdício de alimentos e na promoção da segurança alimentar.

Resultados Sociais e Ambientais Obtidos com a Prática:

O Banco de Alimentos – Comida Boa CEASA se destaca como um dos maiores projetos sociais da CEASA-PR, proporcionando um impacto social significativo no estado do Paraná. Com mais de 7 mil toneladas de alimentos doados em 2024 e uma taxa de aproveitamento superior a 86% em diversas unidades, o projeto reafirma o compromisso da CEASA com a responsabilidade social, a inclusão e o combate ao desperdício.
Proporcionalmente, a iniciativa demonstra alto impacto em relação ao porte e aos recursos envolvidos. Em 2024, o Banco de Alimentos distribuiu uma média crescente de alimentos, com mais de 542 mil quilos em janeiro, 584 mil em fevereiro e 657 mil em março. Essas doações beneficiaram 428 entidades e alcançaram mais de 129 mil pessoas só em março, fortalecendo a segurança alimentar de comunidades vulneráveis. O projeto promoveu uma alimentação saudável e reforçou a conscientização sobre o desperdício por meio de campanhas educativas, impactando escolas e comunidades e incentivando o consumo consciente.

Além do aproveitamento superior a 86% de produtos que seriam descartados, a porcentagem de pessoas recolocadas no mercado de trabalho após atuar no projeto é de 68%. O programa é uma forma de garantir segurança alimentar para mais de 1,5 milhões de pessoas, além de reduzir mais de 7 mil toneladas de produtos que ainda podem ser consumidos, ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho e ressocialização de detentos.

Gestão da Prática Relatada:

O presidente da Ceasa, Eder Bublitz, é o principal responsável pelo andamento do projeto. Além de acompanhar de perto as demandas, mantém uma comunicação direta com os colaboradores, sempre a par do que está acontecendo para buscar melhorias, atender a comunidade da melhor maneira e garantir um bom ambiente de trabalho.
O Banco de Alimentos possui uma equipe comandada pela assistente social, Jaqueline Gomides que atua diretamente com os apenados na seleção e processamento dos alimentos. A parceria com o Departamento Penitenciário (Depen) foi firmada a partir do momento que a liderança observou a necessidade de mão de obra para manejar as doações e encontrou mais uma maneira de contribuir com a sociedade a partir da ressocialização de detentos por meio do trabalho.

A gestão do projeto mantém uma relação direta com  todas as frentes, desde os doadores, quem processa as doações e quem recebe. Os beneficiários passam por um processo de cadastro e acompanhamento onde a gestão consegue encaminhar os recursos para os lugares adequados. A preocupação de dar uma qualidade de vida digna é um dos pilares das ações dos gestores, seja por colaborar com a segurança alimentar de milhares de pessoas, ou por fornecer condições de trabalho dignas e a oportunidade de ressocialização para detentos.

A liderança e a gestão do projeto tem diálogo direto e acompanham cada etapa do processo de perto. O projeto conta com uma equipe própria e auxílio de outros setores administrativos da Ceasa de Curitiba. Os funcionários diretos do Banco de Alimentos são: Coordenadora/assistente social; Nutricionista; Assistentes administrativos. Estes funcionários são selecionados com a metodologia de contratação da própria Ceasa.

A Ceasa Paraná foi o principal coordenador do projeto, sendo responsável pela mobilização dos produtores rurais e permissionários da Ceasa para a doação dos alimentos. O Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) foi parceiro fundamental ao fornecer a mão de obra para o processamento dos alimentos, através de apenados em processo de remição de pena, que também recebem treinamento e capacitação. Além disso, a comunidade local, incluindo escolas e organizações sociais, participa ativamente das campanhas educativas sobre desperdício de alimentos e consumo consciente. As parcerias com entidades que compõem o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) foram essenciais para identificar as famílias em situação de vulnerabilidade e para a distribuição dos alimentos. A colaboração entre os diversos setores permitiu que o Banco de Alimentos atendesse de forma organizada e eficiente as necessidades alimentares da população e desse novas oportunidades para milhares de pessoas.

Possibilidade de Disseminação ou Replicação:

O desperdício acontece em todo lugar e uma instituição com o mesmo propósito pode fazer a solicitação de doações e a distribuição da maneira correta. O programa é orientado pelos princípios e diretrizes que regem a Política e Sistema Estaduais de Segurança Alimentar e Nutricional, instituídos na Lei 15.791, de :1º de abril de 2008, e Lei 16.565, de 31 de agosto de 2010, às Leis Federais nº 11.346/2006 e nº 14.016/2020 e a Lei Estadual nº 16.565/2010. Seu funcionamento se dá por meio da distribuição gratuita de alimentos in natura, minimamente processados ou preparações prontas, não comercializados ou fora de padrão de comércio, mas em condições próprias de consumo, à população em insegurança alimentar, pelo Poder Executivo Estadual, em parceria com as Centrais de Abastecimento do Paraná S.A – CEASA/PR. São doadores, os produtores rurais, permissionários das unidades da CEASA/PR, rede de supermercados, atacadistas, indústrias de alimentos, apreensões da Receita Estadual, entre outros. Podem ser beneficiadas entidades que compreendem o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), famílias em vulnerabilidade social devidamente cadastradas no programa e pessoas atingidas por catástrofes.
Neste sentido, sua reaplicação em outras localidade é condicionada a existência de uma central de abastecimento com volume considerável para que os produtos hortifrutigranjeiros possam ser recolhidos e processados para distribuição. Além disso, o projeto conta com estrutura física composta de uma área para recebimento e seleção dos produtos, uma cozinha industrial onde são higienizados e minimamente processados, Freezers de armazenamento e espaço para organização administrativa do programa.
Como o projeto possui apoio de entidades públicas, é necessário avaliar possíveis articulações com as entidades locais para implementação do programa.