2008
Conheça as empresas e projetos agraciados com o Prêmio ECO desde o seu lançamento em 1982:
Vencedores da Modalidade:
PRÁTICAS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL
Categoria Público Interno
Porte Grande:Categoria Meio Ambiente
Porte Grande:Categoria Fornecedores
Porte Grande:Categoria Consumidores e Clientes
Porte Grande:Categoria Comunidade
Porte Grande:Vencedores da Modalidade:
GESTÃO EMPRESARIAL PARA A SUSTENTABILIDADE
Porte Grande:
Banco ABN Amro Real S.A.
PRSE - Público Interno
Nome:Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade
Dados do relatório
Resumo da prática:
Na jornada para inserir a sustentabilidade nos negócios, gestão e relacionamentos, o Banco Real tem investido fortemente em educação. Acreditamos que um novo jeito de atuar só será construído com uma transformação que ocorre de dentro para fora: primeiro mudam as pessoas, depois as atitudes.
Essa perspectiva tem se mostrado valiosa em nossa estratégia de sustentabilidade. No ano passado, decidimos acelerar esse processo e implementamos o Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade. É a maior ação de treinamento de pessoas para a sustentabilidade já realizada no Brasil.
O programa foi iniciado em junho de 2007, com 200 diretores, superintendentes e gerentes regionais das áreas Comercial e de Operações do Varejo (rede de agências). Eles foram treinados e receberam suporte metodológico para fazer o cascateamento dos conceitos, de forma estruturada, aos gestores que se reportam a eles.
Nos meses seguintes, eles treinaram 2.200 gerentes. Estes, por sua vez, repassaram o conteúdo do programa e mobilizaram suas equipes para implementarem iniciativas em sustentabilidade. Ao final do ano, mais de 15 mil pessoas que trabalham em nossa rede de agências, em todo o Brasil, foram envolvidas no treinamento.
Assim, aprofundamos a visão de sustentabilidade dentro das 2 mil agências que temos espalhadas pelo país, capacitando os profissionais que atuam nesses locais a exercerem seu papel de agentes da transformação, usando sua força multiplicadora para ajudar a construir um banco melhor e uma sociedade melhor.
Em novembro de 2007, expandimos o programa, abrangendo, desta vez, as atividades de suporte, como Jurídico, Desenvolvimento Humano, Risco, Auditoria e Estratégia da Marca e Comunicação Corporativa. No total, 130 líderes dessas áreas fizeram o curso; 30 deles receberam um treinamento específico para cascatear as informações para as equipes. Até o final de agosto de 2008, 375 profissionais das áreas de suporte haviam sido treinados. O processo continua.
O programa adota uma abordagem empreendedora, dando aos participantes uma aprofundada compreensão dos diferentes aspectos da sustentabilidade e preparando-os para se tornarem uma referência no tema não apenas no banco, mas também para nossos clientes e fornecedores e em suas comunidades.
Com esse enfoque, a iniciativa vem provocando um impulso de inovação, que tem se refletido no aumento dos negócios sustentáveis, em melhorias nas áreas de suporte e em uma série de ações que impactam positivamente nosso relacionamento com os clientes, comunidades e meio ambiente nas diferentes regiões do país.
Relevância e viabilidade:
Com a realização do Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade na rede de agências, capacitamos as pessoas que têm contato direto com nossos clientes para que elas descubram oportunidades para aplicar a sustentabilidade em seu dia-a-dia. E, também, para que possam falar apropriadamente sobre o tema com nossos clientes e fornecedores, articulando nossa rede de relacionamentos.
Para as lideranças das agências, o programa é composto por três módulos com duração de dois dias cada e um módulo final com quatro horas, num total de 52 horas de treinamentos presenciais. Para as equipes das áreas de suporte, são dois módulos de dois dias mais o módulo final, somando 36 horas de treinamentos presenciais. Além disso, antes de cada módulo, os participantes realizam um roteiro previamente determinado de leituras e trabalhos preparatórios.
Durante o curso, são abordados temas como gestão empresarial para a sustentabilidade, consumo consciente, pensamento sistêmico, a realidade social e ambiental no Brasil e no mundo e questões econômicas, como economia solidária. Outro conceito fortemente trabalhado é o de cidadania, de modo que cada profissional, ao final do curso, tenha a compreensão de seu papel e do que pode fazer para tornar-se um empreendedor social.
Os módulos têm um conteúdo lúdico, englobando apresentações, exercícios para colocar os aprendizados em prática e visitas a projetos sociais e ambientais que exemplificam os conceitos abordados. Ao final, os líderes fazem uma avaliação sobre os conteúdos aprendidos e recebem um certificado.
Ao concluir o programa, os participantes adquirem uma forte compreensão dos diferentes temas da sustentabilidade, tornando-se capazes de identificar oportunidades para a realização de negócios com enfoque socioambiental, integrar a sustentabilidade à gestão de pessoas e buscar melhorias ambientais.
Também são preparados para integrar a sustentabilidade aos processos e serviços e ter uma atuação pró-ativa no engajamento de nossos stakeholders. Assim, ajudamos a construir uma rede de sustentabilidade capaz de se expandir, agregando nossos clientes, fornecedores e suas cadeias de relacionamentos, somando esforços para dar conta dos enormes desafios que a sociedade brasileira precisa vencer para promover o equilíbrio ambiental e a justiça social.
Essa ação é parte de nossa estratégia de educar as pessoas para a sustentabilidade. Começamos a fazer isso de modo sistemático em 2002, quando realizamos a primeira ação massiva, em que mais de 2.000 gerentes de relacionamento foram capacitados em risco social e ambiental.
Desde então, evoluímos substancialmente na capacitação de pessoas no tema, pautados por um Modelo Educativo que tem como enfoque o desenvolvimento humano e o protagonismo do funcionário. Em 2007, cerca de 11.800 de nossos 32.000 funcionários receberam treinamentos específicos sobre sustentabilidade.
Com o Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade demos um passo além. Não estamos apenas desenvolvendo pessoas para a organização, mas para a sociedade, preparando nossos líderes para se tornarem referência em sustentabilidade para nossos clientes, fornecedores, prefeituras locais e toda a sociedade.
Não há outra iniciativa dessa natureza no mercado brasileiro. Em 2007, a prática foi escolhida como destaque no Guia Exame de Sustentabilidade.
Resultados alcançados:
O treinamento fortaleceu a visão das lideranças sobre a importância de incluir os temas ambientais e sociais nos negócios, aumentando a realização de negócios socioambientais com as pequenas empresas, que são atendidas por nossa rede de agências.
Um exemplo de como isso acontece: o posto de combustíveis Taquari, cliente da Agência Piraju, no interior de São Paulo, possui uma boa infra-estrutura e é ponto de pernoite de caminhoneiros, que costumam lavar, ali, seus caminhões. Essa água, impregnada de resíduos químicos, era despejada em um ribeirão que margeia as cidades da região.
Após ter feito o treinamento, o gerente da Agência Piraju identificou o problema e propôs ao dono do posto Taquari um financiamento para a compra de um equipamento que possibilitasse o reuso da água de lavagem dos caminhões e de caixas para armazenar água da chuva para essa finalidade.
Para viabilizar a transação, o gerente ofereceu ao cliente uma de nossas linhas de financiamentos para a sustentabilidade, o CDC Socioambiental, que possui condições diferenciadas de prazos e taxas. Com o empréstimo, no valor de R$ 87 mil, o cliente melhorou sua relação com as comunidades locais e o meio ambiente.
Outro exemplo é a Agência Limeira, também situada no interior de São Paulo. Depois de participar do treinamento, o gerente fez um trabalho “corpo a corpo” junto ao cliente Ferlon, uma indústria de jóias folheadas, que usa a técnica de galvanoplastia para revestir peças de ouro e prata.
O processo gerava vapor no ambiente interno, o que oferecia riscos aos funcionários, desperdiçava água e deixava o piso da fábrica constantemente molhado. Além de despertar a atenção do cliente para o problema e ajudá-lo a encontrar uma solução, nosso gerente viabilizou uma operação de Finame, que faz parte do portfólio de produtos para sustentabilidade.
Com o dinheiro, a Ferlon comprou um equipamento com sistema de exaustão e filtragem de gases e instalou canaletas para reaproveitamento da água. Hoje, a empresa trabalha dentro do conceito de produção limpa e obteve benefícios adicionais: triplicou sua capacidade de produção, passou a vender mais e gerou novos postos de trabalho na região.
Como essas, temos um grande número de iniciativas inovadoras, que começaram a pipocar em nossas agências, por iniciativa das lideranças que participaram do treinamento.
Por ocasião da Semana do Meio Ambiente, em junho de 2008, Nelson Bakaus e Cláudia Nery, gerentes da agência Mercês, em Curitiba (PR), visitaram a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos para discutir uma ação conjunta. Saíram de lá com a idéia de reaproveitar os banners plásticos usados na comunicação da agência para produzir sacolas retornáveis, super-resistentes, que podem ser usadas em substituição à sacola convencional oferecida pelo comércio varejista.
Recolheram os banners que não estavam mais em uso em todas as agências de Curitiba e produziram sacolas, que foram distribuídas aos clientes. Algumas delas ainda estão expostas na agência, atraindo a atenção e provocando o diálogo sobre sustentabilidade com os clientes.
Ação semelhante foi realizada pela equipe da Agência Coração Eucarístico, em Belo Horizonte (MG), gerenciada por Neide Aparecida Morais Bretas Duarte. Os banners que estavam entulhados em um depósito foram transformados em sacolinhas de lixo duráveis para serem usadas no câmbio do carro, distribuídas aos clientes.
O gerente-geral Valdir Ferraz coordenou a abertura de uma agência próxima aos condomínios Alphaville e Tamboré, em São Paulo, em dezembro de 2007. Logo a seguir, iniciou um movimento para estruturar a coleta de óleo de cozinha usado nos condomínios da região, em parceria com a comunidade. Até o final de julho de 2008, mais de 2 mil litros de óleo tinham sido recolhidos por uma empresa qualificada e encaminhados à reciclagem para serem transformados em biodiesel.
A inovação está presente também nas áreas de suporte engajadas no Programa de Desenvolvimento de Líderes para Sustentabilidade. Os participantes do Jurídico, por exemplo, formaram um núcleo que revisou o plano de inserção de sustentabilidade na área, o que resultou na ampliação do projeto de revisão dos contratos com escritórios de advocacia terceirizados, levando em conta os critérios de sustentabilidade. Esse grupo também amadureceu a idéia de apoiar a criação de uma comissão de responsabilidade social na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A instituição já começou a promover palestras e outros eventos para engajar os escritórios de advocacia de São Paulo na sustentabilidade.
Outro importante resultado do programa é que ele preparou nossas equipes para que elas olhem todos os públicos com os quais nos relacionamos e possam enxergar, em seu dia-a-dia, possibilidades de transformação social. Um reflexo imediato do treinamento é a percepção da riqueza da diversidade existente em nossa sociedade.
Essa consciência tem acelerado a implementação de nossas políticas de diversidade, como a valorização da carreira da mulher e a inserção de pessoas com deficiência e jovens aprendizes em nosso ambiente de trabalho. E a implementação de outras ações de inclusão social, como o Cantinho da Boa Idade, uma praça de encontro para os idosos criada pela equipe da Agência Pouso Alegre, em Minas Gerais.
Ela também contribui para um maior engajamento das pessoas nas iniciativas sociais que realizamos. Em 2007, mais de 17 mil funcionários, representando 51% de nosso quadro, participaram do Programa Amigo Real. O número foi 26% maior do que o do ano anterior.
Um dos desafios que enfrentamos na execução do programa foi planejar um conteúdo que fosse relevante para todos os participantes, pois treinamos pessoas em regiões bastante distintas no que diz respeito às características culturais, sociais e ambientais.
Outro desafio foi dar suporte ao processo de cascateamento, que foi realizado em algumas dezenas de sessões em todo o país. Para isso, contamos com o suporte de um pedagogo, que nos ajudou a desenvolver uma metodologia prática e envolvente e materiais de apoio que facilitam a replicação dos conteúdos.
Envolvimento com os públicos de interesse:
O Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade envolveu as equipes das áreas Comercial e de Operações do Varejo e das áreas de suporte.
No total, 200 diretores, superintendentes e gerentes regionais das agências e 130 diretores e superintendentes das áreas de suporte participaram do programa. Desses profissionais, 160 foram capacitados para multiplicar os conceitos para suas equipes.
O cascateamento atingiu 15 mil profissionais da rede de agências em 2006 e 375 profissionais das áreas de suporte até agosto de 2008.
O princípio que adotamos é formar pessoas que acreditam na sustentabilidade como um valor, não por conveniência, mas por convicção.
Assim, reforçamos a aplicação da sustentabilidade no cotidiano de nossos negócios e preparamos nossos profissionais para engajar ainda mais nossos stakeholders, trazendo-os para se juntarem a nós na construção de um país melhor e de um mundo melhor.
Contribuição para o desempenho da empresa:
O Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade capacitou nossas equipes para identificar riscos e oportunidades para a realização de negócios voltados à sustentabilidade e melhoria de processos, ampliando a inserção de produtos e serviços que estimulem o empreendedorismo e a ação pró-ativa de nossos clientes na adoção de práticas que promovam o crescimento econômico, social e ambiental.
Com isso, temos aumentado cada vez mais nossas carteiras de microcrédito, financiamentos para sustentabilidade, fundos de investimentos socialmente responsáveis e outras soluções financeiras sustentáveis. Hoje, a rede de agências vende as linhas de financiamentos para sustentabilidade e direciona clientes para o microcrédito.
Em 2007, tivemos um crescimento de 280% na carteira dos financiamentos para sustentabilidade, que saltou de R$ 217 milhões para R$ 825 milhões. A carteira do microcrédito cresceu quase 250%, passando de R$ 16 milhões para R$ 57 milhões.
A experiência também tem demonstrado que o foco em negócios sustentáveis traz uma maior fidelização de clientes em todos os segmentos nos quais atuamos. No caso das pequenas empresas atendidas pelas agências, isso se traduz em aumento de negócios. O empréstimo que fizemos à Ferlon (ver “Resultados Alcançados”), por exemplo, nos traz uma lucratividade mensal pequena, mas a empresa passou a trabalhar mais conosco e a usar outros produtos do Banco, o que gera maior rentabilidade. Outro benefício é que temos conquistado novos correntistas a partir de indicações feitas por esses clientes.
A preparação de nossas equipes também reforça a sustentabilidade como um diferencial competitivo, contribuindo para o crescimento de nossa organização.
Em 2007, mesmo em meio ao processo de troca de acionistas do ABN AMRO para o Santander, o Banco Real registrou um desempenho excepcional. Obtivemos um lucro líquido de R$ 2.975 milhões, 45% maior do que o do ano anterior, em conseqüência, especialmente, do forte crescimento dos negócios. Nossos ativos totais aumentaram em 32%, atingindo R$ 159,6 bilhões.
Nossa carteira de crédito expandiu-se em 33%, levando-nos a atingir uma participação recorde de 7,1% do mercado total de crédito brasileiro, contra 6,8% no ano anterior. A expansão do crédito é um indicador de democratização e inclusão social. As operações de crédito com as pequenas empresas cresceram significativos 45%.
Outro ganho que pode ser atribuído ao aprofundamento na sustentabilidade em nossa organização é a redução do risco das operações e a elevação de nossos ratings. Em conseqüência da estratégia de crescimento responsável, oferecendo produtos adequados aos diferentes segmentos de clientes, nosso índice de inadimplência ficou em 2,8% em dezembro de 2007, abaixo da média do mercado brasileiro.
Por outro lado, a conscientização sobre a importância das questões climáticas e ambientais, a partir do treinamento, reforçou a adesão ao programa de ecoeficiência que implementamos em nossas instalações em todo o país. Como fruto desse engajamento, temos conseguido reduzir progressivamente o consumo de água, energia e outros materiais, aumentar a coleta seletiva e diminuir o descarte de resíduos.
Gestão da prática:
O programa foi construído, planejado e executado por uma equipe multidisciplinar composta por cerca de 20 profissionais de diferentes níveis hierárquicos de áreas como Desenvolvimento Humano, Desenvolvimento Sustentável, Estratégia da Marca e Comunicação Corporativa e outras áreas de suporte e de negócios. Essa equipe acompanha o programa.
Também contamos com o apoio de vários parceiros externos. Colaboraram na construção dos conteúdos e na diplomação dos participantes especialistas das mais renomadas instituições de ensino do Brasil, como Mario Monzoni, do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, Raquel Negrão (PUC-Campinas) e Reinaldo Bulgarelli, especialista em diversidade.
Além disso, atuaram como palestrantes Claudio Boechat, da Fundação Dom Cabral, Silvia Vergara (FGV-RJ), Paulo Amaral (Imazon), e outros profissionais reconhecidos, como o jornalista André Trigueiro, da Globo News.
A gestão do programa é feita por meio de listas de presença, grau de satisfação dos participantes e do processo de diplomação, que envolve provas dissertativas e online para mensurar o nível de apreensão dos conhecimentos, aplicadas ao final de cada módulo e no encerramento do programa.
Monitoramos, ainda, o processo de cascateamento, por meio de listas de presença encaminhadas pelos multiplicadores após cada workshop, provas online realizadas pelos participantes e de ações geradas pelo programa.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
O Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade foi sistematizado e documentado para ser reproduzido, com uma metodologia que favorece o cascateamento dos conteúdos e reforça o papel dos líderes na disseminação da sustentabilidade em nossas agências e áreas de suporte.
Criamos um guia de treinamento para os multiplicadores, DVD e apresentações audiovisuais, para que os participantes fossem bem-sucedidos na transmissão dos conceitos às suas equipes.
Começamos esse processo com um piloto, sempre com a intensa participação dos diretores executivos das áreas operacional e comercial de nossa rede de agências e de desenvolvimento sustentável. Estendemos o programa a todo o varejo e passamos a replicá-lo nas áreas de suporte.
A experiência serve de modelo para outras empresas e instituições financeiras disseminarem a sustentabilidade nos negócios.
Em 2007, criamos o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade (“Práticas”) e começamos a compartilhar informações, de modo estruturado, com nossos clientes, fornecedores e outras organizações. Com esse projeto, colocamos à disposição do mercado tudo o que aprendemos na jornada da sustentabilidade, com o objetivo de encurtar o caminho das empresas na direção de um mundo sustentável.
O Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade é parte desse grande guarda-chuva. Com ele, preparamos nossos líderes para fortalecer o engajamento das empresas com as quais têm contato na sustentabilidade.
Portal Educação
PRSE - Público Interno
Nome: Práticas de Gestão Socioambiental do Portal Educação
Dados do relatório
Resumo da prática:
Sobre a Empresas e os Serviços
O Portal Educação (www.portaleducacao.com.br) é uma empresa que trabalha com e-Learning (educação a distância pela internet) desde 2001. Já treinou e atualizou milhares de pessoas em todo o mundo, num total de 56 países, como Brasil, Portugal, EUA, Angola, Japão, Reino Unido, Cabo Verde e Alemanha. Possui mais de 200 cursos livres nas mais variadas áreas, mais de 200 mil profissionais/acadêmicos cadastrados. É formado por 15 sites associados e um site institucional (relação completa em: http://www.portaleducacao.com.br/educacao/principal/sites_associados.asp), que juntos recebem mensalmente cerca de 15 milhões de páginas impressas, e cerca de 1,5 milhões de internautas. Sozinho recebe mais visitas que o Shopping Center de Curitiba (com 180 lojas). Possuímos um percentual de satisfação acima de 98% por nossos serviços. Ao longo dos anos, muito planejamento e in vestimentos próprios foram feitos, fazendo dela o que é hoje: uma das maiores neste segmento no mundo. Vídeo institucional: http://www.portaleducacao.com.br/arquivos/institucional/videos/video.asp?show=institucional .
Sobre as Práticas de Gestão
As práticas de gestão para o público interno do Portal Educação estão pautadas em nossa Política de Valores e Princípios de Governança Corporativa, e desmembrada em diversos programas, avaliações e ações. A participação e o trabalho em equipe são os nossos valores humanos essenciais e prática contínua de incentivo pela empresa, visando um ambiente de confiança mútua e um clima organizacional adequado, para que assim, possamos executar nossa missão, atingir nossa visão, e manter nossos valores.
A relação entre empresa e colaboradores é respeitada em sua maior forma. A empresa organiza sua força de trabalho através das particularidades do seu ramo de negócio, mantendo diversas ferramentas para comunicação com seus colaboradores.
A empresa possui diversos programas, políticas e planejamentos, em um total de 24 (vinte e quatro), sendo 07 (sete) programas voltados para nosso público interno.
Disponibilizamos de sala de vivência com diversos jogos, sala zen, piscina, área de lazer, diversos benefícios e auxílios para o colaborador. Incentivamos através de nosso Programa de Qualidade de Vida, a prática de esporte, cultura e lazer.
Proporcionamos ainda encontros de confraternização, com os familiares dos colaboradores a fim de estreitar os laços familiares com a empresa. Efetuamos dinâmicas e atividades em datas comemorativas.
Possuímos como ferramentas de apoio: sistema de gerenciamento de desempenho on-line, pesquisa de qualidade de vida, pesquisa de clima organizacional, avaliação 360º, entre outros resultados e feedbacks com os colaboradores.
Estas práticas de gestão para o público interno trouxeram diversos benefícios e resultados para a empresa, com aumento do faturamento, da qualidade dos produtos, da implantação de novos processos e inovação, da qualidade de vida e do clima organizacional.
Relevância e viabilidade:
As práticas de gestão para o público interno, fornecedores e parceiros, comunidade, clientes, consumidores e concorrentes do Portal Educação, está pautado em nossa Política de Valores e Princípios de Governança Corporativa. Esta política delimita os valores e princípios de governança corporativa do Portal Educação, bem como a ética de nossos negócios, com diretrizes de orientação, subsidiadas em especial pelas Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelos Princípios Empresariais da Mesa Redonda de Caux (Caux Roundtable), pelos Princípios de Governança Corportativa da OECD (Organization for Economic Co-Operation and Development). Estaremos focando nesta descrição prática, a prática de gestão para nosso Público Interno.
A empresa organiza sua força de trabalho através das particularidades do seu ramo de negócio, ao criar modelo de gestão, identificamos que existem habilidades e competências direcionadas a cada departamento, assim, é feito a divisão das atividades e cada colaborador irá contribuir individualmente com suas atividades. Os cargos são criados de acordo com as necessidades da organização, as funções são distribuídas conforme habilidades e competências de cada colaborador, os mesmos são supervisionados através dos coordenadores para averiguações se as funções definidas a eles estão trazendo resultados à empresa.
O colaborador desempenha um papel importante na organização, pois ao contribuir com suas habilidades e competências, ele se encaixa no processo de gestão da empresa. A empresa possui diversos planejamentos, políticas e programas, em um total de 24 (vinte e quatro), sendo 13 (treze) programas, 08 (oito) políticas e 03 (três) planejamentos. Para nosso público interno, temos os seguintes programas:
1. Programa de Capacitação de Admissão;
2. Programa de Treinamento e Desenvolvimento do Capital Humano;
3. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional;
4. Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;
5. Programa de Qualidade de Vida;
6. Programa de Ergonomia e Ginástica Laboral;
7. Programa de Desenvolvimento Pessoal.
Com intuito de melhora de qualidade de vida de nossos colaboradores realizamos pesquisas anuais, nas quais sugerem os benefícios que gostariam de obter, e semanalmente os convidamos para atividades extras da empresa.
Possuímos uma sala de vivência equipada com diversos jogos (mesa sinuca, pebolim, ping pong, aero hockey, dentre outros) para que os mesmos façam interação nos horários de intervalo ou finais de semana. Disponibilizamos um espaço de confraternização composto por piscina, churrasqueira, ambiente para lanchonete e cozinha, entre outros. Possuímos ainda uma Sala Zen, mantida para descanso dos colaboradores nas horas vagas, composta de puff's, colchões e cadeiras de massagem.
A empresa auxilia também o colaborador com o oferecimento de vale alimentação, plano de saúde e vale combustível, além de treinamentos contínuos.
As práticas de melhoria da qualidade de vida de nossa equipe de trabalho se estendem para fora de ambiente da organização, pois buscamos a satisfação e o bem-estar amplo. Visando isto, apoiamos e incentivamos através de nosso Programa de Qualidade de Vida, a prática de esporte, cultura e lazer. Proporcionamos ainda encontros de confraternização, com os familiares dos colaboradores a fim de estreitar os laços familiares com a empresa.
Todo mês temos a comemoração dos aniversariantes dentro da empresa, com festas de confraternização dentro do horário de expediente, nas datas comemorativas (Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal). A empresa distribui presentes ou ainda convida para integração com atividades extras.
Todas estas práticas de gestão são praticadas para que nossos colaboradores (público interno) possam sentir-se satisfeitos e motivados, para que assim a organização cumpra sua missão e visão e mantenha seus valores.
Os princípios orientadores e filosofia das práticas de gestão aplicadas ao público interno do Portal Educação têm sua origem em nossa missão, visão e valores, com destaque para nossos valores:
Nossa Missão: "Contribuir, através da Educação a Distância, de forma ética e eficaz para o aprendizado com qualidade da pessoa humana".
Nossa Visão: "Tornar-se referência de qualidade, competência e excelência em Educação a Distância".
Nossos valores:
• Qualidade ampla
• Ética e satisfação com o cliente
• Excelência e competência
• Compromisso com resultados
• Melhoria contínua
Para cumprir a missão da empresa, atingir nossa visão e manter nossos valores precisamos que nossa equipe de colaboradores estejam alinhados em torno destes objetivos, uma vez que, os responsáveis em manter a qualidade ampla, a ética, a excelência e competência, a melhoria contínua (inovação) são pessoas.
Desta forma, as razões que determinaram a introdução da prática e as justificativas para sua execução foram às necessidades de se cumprir e manter nossa missão, visão e valores. Nosso capital humano passa a ter papel essencial neste processo, uma vez que nosso ramo de atividades é a prestação de serviços, assim, procuramos criar um ambiente que estimule a criatividade, a melhoria contínua e a valorização de nossos colaboradores, colocando estes valores como ponto estratégico, avaliando os resultados obtidos com a inovação e reconhecendo nossos colaboradores pelos trabalhos.
A empresa utiliza desta prática desde 2003, afetando todos os departamentos da empresa. O envolvimento entre a empresa e as partes interessadas, no caso, os colaboradores da empresa sempre foi de forma aberta, ética e profissional, por intermédio dos coordenadores de Departamento ou diretamente nas reuniões mensais e eventualmente semanais. A liderança respeita opiniões, ouve necessidades, recebe críticas e sugestões, e define as melhores práticas de ação, em conjunto com o grupo. Utiliza várias formas de interação e comunicação com os colaboradores, descritos no item “Envolvimento com os Públicos de Interesse” deste relatório.
De janeiro/2008 a agosto/2008, a empresa investiu R$ 177.686,45 em lazer, bem-estar social, plano de saúde, alimentação, encargos, eventos sociais e outros benefícios com os colaboradores da empresa. Não houve incentivos federais, estaduais ou municipais para execução das mesmas, todos os investimentos foram de recursos próprios da empresa.
Os colaboradores satisfeitos com seu trabalho e sua empresa produzem de forma eficiente para os negócios da organização, e os resultados são sempre positivos. O Portal Educação, em sua pesquisa de clima organizacional realizada anualmente, apresentou resultado de 100% dos colaboradores da empresa estarem totalmente satisfeito ou satisfeito com a empresa e exercício da liderança, o que demonstra que as práticas tem sido positiva.
Resultados alcançados:
Para implantação das práticas de gestão aplicadas, a empresa seguiu a seguinte ordem cronológica:
• Definição de políticas e parâmetros junto com representantes das partes envolvidas: jan.2003 – mar./2003;
• Produção de mecanismos de mensuração e de avaliação para práticas: abr./2003 – jun./2003;
• Sensibilização e comunicação do público interno: jul./2003.
• Início da aplicação das práticas e políticas: ago./2003.
• Monitoramento constante e revisão conforme necessidades: ago./2003 à atual.
Os principais resultados e benefícios obtidos pela prática foram superiores aos resultados inicialmente esperados, os quais são descritos abaixo:
• Número de Colaboradores da Empresa em ago./2008: 93 colaboradores
• Crescimento em número de colaboradores comparando-se 2007 com atualidade (ago/2008), resultados das práticas e resultados da empresa: 200%
• Número de novos colaboradores contratados de jan./2008 à ago./2008, resultados das práticas e resultados da empresa: 70 colaboradores
• Número de menor aprendiz, em parceria com Ministério do Trabalho: 04 (quatro)
• Investimento em reais feito em lazer e bem-estar social, plano de saúde, alimentação, creche/auxílio-creche, encargos, eventos sociais e outros benefícios feito com colaboradores de jan./2008 à ago./2008 (não inclui salários): R$ 177.686,45
• Número de Capacitações, Treinamentos e desenvolvimento profissional e educação dos colaboradores internos, de jan./2008 à ago./2008: 32 (trinta e duas)
• Número de Reuniões, workshop realizados com colaboradores, de jan./2008 à ago./2008: 64 (sessenta e quatro)
• Número de acidentes de trabalho registrados desde a fundação da empresa: 0 (zero)
Opinião dos colaboradores (beneficiários) a respeito da prática aplicada, baseado na pesquisa de Clima Organizacional em 2007:
• Visão Generalista do Clima Organizacional (Satisfação e Motivação Geral com a Empresa e Departamentos): Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 100%.
• Liderança (Exercício da Liderança): Diretores: Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 100%; Coordenadores: Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 97%; Não sei: 3%.
• Material (Condições de Trabalho): Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 97%; Insatisfeito: 1,5%; Não sei: 1,5%
• Psíquico (Participação e envolvimento com o trabalho): Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 97%; Insatisfeito: 0,6%; Não sei: 2,4%.
• Qualidade (Comunicação Interna): Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 96,2%; Insatisfeito ou Muito Insatisf.: 1,8%; Não sei: 2%.
• Qualidade (Qualidade na Organização): Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 98,5%; Insatisfeito ou Muito Insatisf.: 1,5%.
• Social (Integração Social): Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 95,0%; Insatisfeito ou Muito Insatisf.: 4,0%; Não sei: 1%.
• Social (Equipe): Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 94,0%; Insatisfeito ou Muito Insatisf.: 1%; Não sei: 3%.
• Social (Ética): Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 96,25%; Insatisfeito ou Muito Insatisf.: 0,75%; Não sei: 3%.
• Social (Valor social do trabalho): Totalmente Satisfeito ou Satisfeito: 97,7%; Não sei: 2,3%.
As principais dificuldades da prática foram durante a implantação das mesmas, onde tivemos de criá-las, sensibilizar as partes, e acompanhá-la para que fosse consolidada em nossos valores. Isto foi enfrentado com muito empenho dos coordenadores de departamento e sensibilização dos colaboradores, hoje é parte da cultura organizacional da empresa.
Envolvimento com os públicos de interesse:
Todos os colaboradores da empresa são envolvidos nesta prática. Entendemos da necessidade em divulgar nossos princípios, valores e práticas à toda a força de trabalho, pois é necessário que se crie a consciência de que todos precisam trabalhar e lutar por uma “causa”, temos que motivar nossos talentos a “lutar” por uma causa que é a Visão da empresa empregando os Valores como ferramentas e nossa missão como próposito de vida.
Para assegurar o entendimento de nossos valores e princípios organizacionais, além de nossas políticas, divulgamos abertamente nossos princípios em todos os sites de internet mantidos pela empresa, por meio da intranet, em placas de missão e visão afixada em local interno dentro da empresa para conhecimento de todos. Os colaboradores novos tomam conhecimento de nossos princípios em treinamento de admissão na empresa.
As estratégias de comunicação e envolvimento com nossos colaboradores (público de interesse) da prática em questão são:
1. Reuniões;
2. Workshop;
3. Fóruns;
4. Apresentações;
5. Informativo interno;
6. Videoconferências internas;
7. Mensagens eletrônicas (grupo de e-mail);
8. Intranet (mural eletrônico);
9. Mural Físico;
10. Agenda corporativa on-line;
11. Outros.
Contribuição para o desempenho da empresa:
A participação e o trabalho em equipe são os nossos valores humanos essenciais e prática contínua de incentivo pela empresa, visando um ambiente de confiança mútua e um clima organizacional adequado.
Desta forma, a relação desta prática de gestão para o público interno em relação com nossa missão, visão, valores e estratégias de negócio da empresa, assim com as sinergias entre a prática e o negócio principal e/ou as competências fundamentais da empresa, possuem um grau essencial, conforme já descrito no item “Relevância e Viabilidade”.
Por uma razão simples e já explicada: são nossos colaboradores, líderes e talentos, os grandes responsáveis pelos resultados obtidos pela empresa em todos os âmbitos. Assim, uma prática de gestão voltada para que os mesmos se sintam motivados e satisfeitos passa a ser prioritário para o tipo de negócio que a empresa executa.
Os aprendizados acumulados por esta prática são muito positivos, e são mensurados pelos indicadores da empresa ao longo do tempo, apresentando uma melhoria constante. Entre os quais podemos citar: satisfação e motivação de nosso capital humano, inovação, clima organizacional, entre outros. Alguns dados já foram apresentados no item “Resultados Alcançados”.
Gestão da prática:
A empresa utiliza de processos e ferramentas de gestão utilizados no desenvolvimento e acompanhamento das práticas, entre os quais:
• Sistema de gerenciamento de desempenho, baseado no planejamento estratégico da empresa e por onde é feito o desdobramento em metas departamentais e ações individuais. Por ele, os coordenadores desdobram o plano de ações entre os colaboradores do departamento. O colaborador registra sua estratégia para alcançar sua meta e justifica a realização ou não da sua meta. O Colaborador tem autonomia de identificar através de suas habilidades e competências qual o melhor modo de realizar sua tarefa. Semanalmente ou quando necessário o coordenador realiza o feedback. E periodicamente (mensalmente) esse sistema de gerenciamento de desempenho e auditado verificando o realizado X meta.
• Reuniões, Workshop's e Fóruns são planejados e avaliados, as eventuais revisões nas práticas de gestão da empresa, assim ocorrem avaliação e as ações corretivas se necessárias.
• Entre os principais programas para gestão desta prática temos:
1. Programa de Capacitação de Admissão;
2. Programa de Treinamento e Desenvolvimento do Capital Humano;
3. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional;
4. Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;
5. Programa de Qualidade de Vida;
6. Programa de Desenvolvimento Pessoal;
7. Programa de Ergonomia e Ginástica Laboral.
Os nomes dos programas, por si só, descrevem qual a finalidade de cada um. Infelizmente, pelo limite de caracteres, não há como descrevermos e detalharmos cada um. Embora iremos citar ao longo deste relatório a execução de alguns.
No Programa de Ginástica laboral, além de estimular a realização de atividades físicas ocorre à busca a integração dos colaboradores. Este programa conta com o cronograma de atividades, bem como a lista de presença de todos os participantes, sendo realizados todos os dias em dois horários diferentes para atender todos os colaboradores.
Não houve parcerias com atores externos no desenvolvimento da prática, todos os processos, desde o planejamento até monitoramento é feito pela própria empresa, e para isto disponibilizamos das seguintes estruturas, mecanismos, recursos humanos e vantagens competitivas:
• Próprio Sistema de Gerenciamento de Desempenho;
• Próprio B.I. (Business Intelligence)
• Próprio CRM (Customer Relationship Management)
• Próprio ERP (Enterprise Resource Planning)
• Formulários on-line para avaliação
• 13 departamentos e colaboradores já incorporados em sua cultura nossas práticas de gestão
A prática de gestão para nosso público interno é avaliada de diferentes formas e período, os quais se seguem:
• Avaliação de Desempenho Profissional e de Produtividade Individual e Organizacional. Realizado Mensalmente, por meio do Gerenciamento do Desempenho.
• Avaliação 360º realizada anualmente.
• Avaliação do Clima Organizacional, realizada anualmente.
• Avaliação da Qualidade de Vida, realizada anualmente.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
Divulgamos informações decisões e intenções de maneira clara e acessível a todos os públicos que se relacionam com a empresa, cada qual com seu canal de comunicação previamente definido.
Para comunidade e clientes, utilizamos nossos sites, nossa assessoria de imprensa, nosso blog corporativo e nosso mailling com mais de 200 mil cadastros.
Para fornecedores e parceiros (afiliados), além dos canais acima, utilizamos correspondência e/ou contato direto em reuniões na empresa ou em eventos presenciais.
Para colaboradores, além de todos os canais acima, utilizamos a relação descritas no item “Envolvimento com Públicos de Interesse”.
Desta forma, o Portal Educação mantém uma postura ética e transparente em todas as atividades e relacionamentos de negócios. Anualmente divulgamos nosso balanço social, como um instrumento que visa dar maior transparência às atividades empresariais e ampliar o diálogo da organização com a sociedade.
PRSE - Meio Ambiente
Nome: Rota da Reciclagem: a Responsabilidade Socioambiental a um clique
Dados do relatório
Resumo da prática:
Inovador no conceito, na forma e no conteúdo, o projeto Rota da Reciclagem traz a coleta seletiva para o mundo da Internet. E o cidadão para o mundo da coleta seletiva e reciclagem.
Em uma iniciativa inédita para a Internet brasileira, a Tetra Pak disponibiliza o primeiro buscador específico de pontos de coleta seletiva e reciclagem de embalagens longa vida (caixas de leite, sucos, molhos de tomate e outros alimentos). O novo buscador, denominado Rota da Reciclagem (www.rotadareciclagem.com.br), conta com a tecnologia do Google Maps para apontar a localização e o contato de cooperativas, pontos de entrega voluntária de materiais recicláveis e comércios ligados à cadeia de reciclagem de embalagens da Tetra Pak pós-consumo em todo o território nacional.
O buscador ‘Rota da Reciclagem' foi criado a partir da necessidade de encontrar pontos de entrega de materiais recicláveis em diversas cidades do País, vasculhando detalhadamente as regiões ao redor do endereço pesquisado. O funcionamento é simples: basta digitar o endereço e o buscador encontra os locais mais próximos onde é possível entregar as embalagens da Tetra Pak para reciclagem.
Relevância e viabilidade:
Há cerca de 15 anos atuando na cadeia de coleta seletiva, desde a interação com as cooperativas de reciclagem até a criação de novas tecnologias para aproveitamento de suas embalagens após o consumo, a Tetra Pak viu-se, em meados de 2007, em uma situação curiosa: já era parte de uma extensa rede de cooperativas e recicladores, cultivada ao longo do tempo, mas começou a perceber que uma das 'pontas' desta cadeia necessitava de mais informação e esclarecimento. Esta ponta era o consumidor, que embora ciente da necessidade de reciclagem e da reciclabilidade das embalagens, muitas vezes não sabia o que 'fazer com as suas embalagens' após consumir o produto.
A partir daí, a equipe de Meio Ambiente começou a pensar em uma solução simples que pudesse levar esta informação a qualquer um, em qualquer ponto do Brasil. Uma informação que estivesse à mão - ou ainda - a um clique! E que facilitasse a chegada de mais e mais embalagens para a coleta seletiva e, consequentemente, para a reciclagem.
Ao mesmo tempo, a empresa via a cadeia de recicladores crescer - chegando atualmente no Brasil a mais de 30 empresas - e estas empresas precisam de matéria-prima. Elas geram empregos, renda, querem crescer e sua matéria-prima é a embalagem pós-consumo que apesar de amplamente disponível, não chegava em quantidade suficiente para a demanda pela produção industrial de uma série de materiais reciclados: caixas de papelão, telhas, placas recicladas, vassouras e escovas e até casinhas de cachorro - feitos com material 100% reciclado de embalagens da Tetra Pak.
O site Rota da Reciclagem - que indica aos cidadãos o local mais próximo de sua casa ou trabalho para levar suas embalagens recicláveis foi implantado no início de 2008 e lançado em Março de 2008. Desde então, já contabiliza 30 mil acessos e 37 mil buscas realizadas por pontos de coleta seletiva. É bom destacar que as cooperativas, comércios e PEV's (pontos de entrega voluntária) indicados aceitam diversos tipos de materiais recicláveis, não apenas as embalagens da Tetra Pak.
As cooperativas e demais centros de coleta - grande parte já contato da Tetra Pak ao longo dos últimos dez anos de relacionamento - foram cadastradas e passaram a fazer parte do sistema online. A cada dia, esta rede aumenta com novos entrantes - sejam eles novas cooperativas, iniciativas governamentais, redes locais de coleta seletiva, etc. Cada uma das iniciativas possui no sistema localização, endereço e telefone, além de um site próprio com as informações sobre os materiais coletados e espaço para que a cooperativa use como preferir, adicionando fotos, vídeos, notícias, etc.
Não é possível dimensionar o total de investimentos realizados nesta prática, pois a riqueza do website, formada pelas cooperativas e iniciativas em rede - foi construída ao longo de anos de relacionamento. A Tetra Pak possui hoje uma rede de colaboradores que trabalham 'no campo'. Pessoas nas principais capitais brasileiras voltadas exclusivamente ao trabalho de interação da empresa com as cooperativas de coleta, auxiliando na organização, venda e transporte do material, destinação para empresas que processam as embalagens e criação de novas tecnologias de reciclagem. Esta cadeia de recursos financeiros e humanos promoveu na última década um aumento no preço final pago aos catadores pela embalagem pós consumo, de 180 para 350 reais. Apenas em 2007, a coleta seletiva e reciclagem das embalagens longa vida atingiu 48500 toneladas de embalagens no Brasil. O investimento anual da Tetra Pa k em ações de responsabilidade socioambiental, voltadas à cadeia de coleta seletiva e reciclagem, é de R$ 5 milhões.
O projeto Rota da Reciclagem não conta com nenhuma espécie de incentivo governamental. A iniciativa conta com a tecnologia inovadora do Google Maps, disponível para utilização em iniciativas que estimulem a interação com os usuários e prestem serviço à comunidade.
A partir daí, a equipe de Meio Ambiente começou a pensar em uma solução simples que pudesse levar esta informação a qualquer um, em qualquer ponto do Brasil. Uma informação que estivesse à mão - ou ainda - a um clique!
Resultados alcançados:
A implantação do site Rota da Reciclagem foi feita de maneira bastante rápida a partir da identificação do problema. No final de 2007, a Tetra Pak realizou uma grande análise de 'forças' e 'fraquezas' do sistema de coleta seletiva e reciclagem. Um dos principais problemas apontados pela equipe foi a falta de informações do público em geral, especialmente sobre onde levar e onde reciclar suas embalagens pós-consumo. ´
No início de 2008, o projeto foi formatado e, com a contratação de fornecedores especializados em Internet, foi formatado o banco de dados das cooperativas e iniciativas de coleta - dados estes que já faziam parte da rede de contatos da Tetra Pak, mas não estavam em um banco único. Após a formatação, foi feita a interação com a ferramenta Google Maps - o Mashup entre o banco de dados da Tetra Pak e os mapas do Google. E em Março de 2008, o site foi efetivamente lançado para o público final.
Com apenas cinco meses de vida no mês de agosto, o buscador Rota da Reciclagem superou todas as expectativas iniciais de acessos, recebendo mais de 30 mil visitas, sendo 25 mil usuários únicos fazendo 37 mil consultas de endereços. Esse dado representou uma média de 6 mil visitas por mês, em que cada uma gera uma permanência de, em média, 4min30seg. A região sudeste concentrou o maior número de acessos com cerca de 11 mil visitas.
Apenas com a utilização de divulgação espontânea, por meio da imprensa e de mais de 300 matérias publicadas na mídia até o momento, o Rota da Reciclagem tem alcançado a missão de difundir o conceito da coleta seletiva e aumentar o volume de material pós-consumo reciclado junto ao púbico consumidor.
Como todo projeto inovador, a companhia não possuía dados anteriores para que pudesse ser feita uma comparação. De toda forma, o número de acessos foi superior à média dos sites atualmente no ar relacionados à coleta seletiva e reciclagem.
Um outro aspecto interessante é que o projeto, por estar na Internet, é uma iniciativa viva e dinâmica que ganha novas nuances a cada dia. Para conhecer a opinião do público sobre o projeto, por exemplo, basta uma rápida busca na Internet pelo seu nome. Espontaneamente, surgirão opiniões, comentários e sugestões que, na velocidade da luz, se multiplicam e ajudam a empresa a melhorar seus processos, estimulam a continuidade do trabalho e, principalmente, nestes tempos em que a imagem diz tudo sobre uma empresa, deixam um 'rastro' positivo de mensagens.
Os próximos passos do projeto Rota da Reciclagem são a transformação do site em um ambiente colaborativo onde, além de disponibilizar um espaço na Internet para cada uma das cooperativas e iniciativas de coleta, será possível disponibilizar espaço a cada um dos visitantes, que poderão contar suas experiências com a coleta seletiva e reciclagem, dividindo-as com outros internautas, gerando conhecimento e, acima de tudo, aumentando a rede da responsabilidade socioambiental e a relação ganha-ganha do projeto, nada mais do que a sua sustentabilidade, pois com ele ganham os consumidores, que fazem a sua parte pelo meio ambiente e recebem de volta uma cidade mais limpa; os catadores, que recebem mais materiais e vendem mais; as cooperativas, que aumentam seus ganhos; as recicladoras, que produzem, lucram, geram empregos e renda; e, principalmente, o meio ambiente, que deixa de receber toneladas de resíduos.
Envolvimento com os públicos de interesse:
Os principais beneficiários do projeto são as cooperativas de catadores e as demais iniciativas de coleta seletiva estabelecidos no país. A partir do momento em que cada uma destas iniciativas está exposta ao público, por meio da Internet e possui um espaço exclusivo de divulgação, seus negócios instantaneamente se expandem. Atualmente cerca de 440 cooperativas e associações de catadores de recicláveis, 477 comércios de recicláveis e 265 PEV's - Pontos de Entrega Voluntária de recicláveis - estão cadastradas no sistema.
Outro público diretamente beneficiado são os recicladores, ou seja, as empresas que beneficiam as embalagens pós consumo e as transformam em materiais como caixas de papelão, placas e telhas para a construção civil, canetas, vassouras e escovas, sacolas, brindes e uma série de outros materiais. Este público é formado por 30 empresas estabelecidas atualmente no País, que geral em torno de R$ 80 milhões por ano em negócios apenas com os materiais reciclados de embalagens da Tetra Pak. As indústrias recicladoras estão recebendo mais materiais, fazendo assim o circulo virtuoso da reciclagem girar 'mais rápido', beneficiando mais pessoas e gerando mais riqueza.
Os demais públicos - indiretamente impactados e beneficiados - somos todos nós. Quanto mais a cadeia de reciclagem é fomentada, mais materiais são coletados e mais resíduos são retirados do meio ambiente. Mais riqueza é gerada, mais empregos e mais dignidade para os públicos que atuam diretamente da coleta. Isso significa cidades mais limpas, ambiente mais livre de resíduos, novos negócios sendo criados e nova consciência sendo construída. A coleta seletiva é uma ação que pode ser individual ou comunitária, que diz respeito a todos nós e ao Meio Ambiente. E o projeto Rota da Reciclagem significa algo a cada um dos envolvidos, sejam os catadores, sejam as empresas, sejas os indivíduos como cada um de nós, que praticam ou não a coleta seletiva. E atende cada um destes públicos de maneira singular, seja trazendo mais resíduos, seja informando, seja consci entizando.
Contribuição para o desempenho da empresa:
Primeira empresa de embalagens a obter a certificação ISO 14001 no Brasil e detentora do selo FSC (Forest Stewardship Council) para 100% das embalagens produzidas no país, a Tetra Pak está comprometida com diversas frentes de atuação: aprimorar continuamente o seu desempenho ambiental; prevenir a poluição, minimizar impactos e gerenciar riscos ambientais; atender ou superar diretrizes internas, requisitos legais e externos aplicados à área ambiental; ser ambientalmente pró-ativa em todos os mercados em que atua e integrar as considerações ambientais em decisões, políticas, programas e práticas de gestão estratégica em todo o negócio. Além disso, desenvolve ações educativas para conscientização da população sobre a importância preservação do planeta e atua no desenvolvimento de tecnologias para reciclagem de embalagens longa vida.
O Projeto Rota da Reciclagem foi desenvolvido no contexto do Sistema de Gestão Ambiental da Tetra Pak que visa minimizar os impactos ambientais de seus processos produtivos e no ciclo de vida das embalagens longa vida que produz.
A empresa possui metas ambiciosas de crescimento da reciclagem de embalagens e minimização de seus impactos ambientais. À medida em que aumenta a reciclagem de suas embalagens pós-consumo, a Tetra Pak também atua na certificação de suas embalagens - como o selo FSC - e realiza projetos de redução de emissões alinhados à meta global de redução de 10% até 2010.
Gestão da prática:
Toda a gestão do projeto está inserida no sistema de Gestão Ambiental da Tetra Pak e possui metas estabelecidas de acessos, crescimento, aumento da coleta seletiva e aumento de iniciativas cadastradas.
As ferramentas de gestão utilizadas são o sistema de BSC para definição das metas individuais e seus resultados, além das metas definidas para o projeto. Há avaliações anuais, semestrais, mensais e semanais de acompanhamento de metas.
Todo o bando de dados do Rota da Reciclagem está disponível online e, por meio da interface utilizada pela empresa, é possível acompanhar instantaneamente desde o cadastramento de novas cooperativas, feito pela equipe de campo e depois aprovado pela empresa, como as quantidades de material coletadas, o destino de venda por tipo de indústria, preços de venda do material e freqüência. Por meio destes levantamentos é possível acompanhar a evolução do mercado de recicláveis e realizar ações localizadas quando necessário (negociação com recicladores para a compra de material ou a instalação de um novo reciclador na região, por exemplo).
Da mesma forma, a gestão de acessos ao website conta com a ferramenta Google Analytics, que permite o levantamento diário de tráfego no site, possibilitando a realização de campanhas, melhorando o posicionamento do site nos mecanismos de busca e acompanhando o tráfego de visitantes, fontes de acessos, regiões, dias e horários de pico de visitação, etc.
A diagramação WEB do site foi feita pela agência BrainWeb, com utilização da ferramenta Google Maps e do sistema interno de cadastros de iniciativas da Tetra Pak. A equipe de meio ambiente da Tetra Pak é formada por 14 pessoas, das quais oito estão envolvidas no processo, entre a equipe de coordenadores, gerentes e diretoria ambiental e a equipe que realiza as ações no campo.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
A Tetra Pak realiza uma intensa campanha de difusão da coleta seletiva e reciclagem, e o projeto Rota da Reciclagem foi um dos principais motores desta campanha neste ano de 2008.
Facilmente aplicável a todo o qualquer tipo de projeto de coleta seletiva, o Rota da Reciclagem possui a característica de Serviço à Comunidade que permitiu que fosse amplamente divulgado, não só pelos meios de comunicação tradicionais, mas também por blogs, e-mails, sites e outros meios alternativos.
Entre reportagens de jornais, revistas, rádio e televisão foram mais de 300 menções ao site e à sua utilização. Uma simples busca pela expressão 'rota da reciclagem' no Google retorna cerca de 3.800 resultados (http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=%22rota+da+reciclagem%22&btnG=Pesquisa+Google&meta=). Uma busca pelas palavras Tetra Pak e reciclagem retorna mais de 23 mil resultados. Na ferramenta Google Search Blog, são destacados mais de 50 comentários espontâneos em Blogs sobre o projeto, além das citações em sites, Intranet e demais serviços online.
O objetivo do projeto Rota da Reciclagem é ousado: tornar-se o site referência em coleta seletiva e reciclagem na Internet, difundindo a educação ambiental e aumentando, em projeções geométricas, a coleta e reciclagem de resíduos sólidos no País.
Quimatec Produtos Químicos
PRSE - Meio Ambiente
Nome: Gerenciamento do Impacto Ambiental
Dados do relatório
Resumo da prática:
A QUIMATEC PRODUTOS QUÍMICOS LTDA é uma empresa brasileira de 27 anos, que desenvolve e comercializa produtos químicos para as indústrias sucroalcooleiras, de fibrocimento e tratamento de efluente de empresas no geral.
A empresa fez uma reestruturação no seu sistema de gestão e em sua planta física, realizando um gerenciamento dos impactos ambientais da empresa como um todo, além de cada setor individualmente. Partiu do princípio de primeiro evitar ou diminuir a geração dos resíduos/efluentes, depois reutilizar o máximo possível desses resíduos/efluentes gerados, depois reciclar os resíduos recicláveis e por último destinar corretamente os resíduos não recicláveis.
Com essa prática a Quimatec conseguiu reduzir drasticamente a captação de água, a geração de resíduos não recicláveis e o custo do tratamento do efluente industrial, além de diminuir o desperdício de matéria-prima e aumentar a eficácia e segurança dos seus processos, obtendo produtos com mais qualidade.
Com tudo isso obteve as certificações ISO 9.001, ISO 14.001 e SASSMAQ, além das premiações MÁSTER CANA desde 2003 até 2008 na categoria Insumos Químicos e o prêmio Visão (inovações tecnológicas), que são as maiores premiações do setor sucroalcooleiro, o que comprova que nossos clientes estão satisfeitos com nossos serviços e produtos.
Além disso, conseguiu mudar perante a comunidade local a idéia de que empresa química é sempre poluidora, mostrando que empresas químicas podem ser responsáveis ecologicamente.
Relevância e viabilidade:
A QUIMATEC PRODUTOS QUÍMICOS LTDA é uma empresa brasileira de 27 anos, que desenvolve e comercializa produtos químicos para as indústrias sucroalcooleiras, de fibrocimento e tratamento de efluente de empresas no geral.
Como o mercado esta cada vez mais competitivo e exigente, a alta direção da empresa, percebendo a tendência dos clientes, fornecedores e órgãos de fiscalização exigirem cada vez mais empresas com produtos de qualidade e preocupação ambiental, a Quimatec começou em 2001 uma reestruturação física e de gestão, focando a obtenção das certificações ISO 9.001 (qualidade), ISO 14.001 (meio ambiente) e SASSMAQ (Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade da ABIQUIM), gastando em torno de um milhão de reais neste período.
O Gerenciamento do Impacto Ambiental da Quimatec consiste dos seguintes princípios:
- Monitorar os indicadores ambientais, como consumo de água, consumo de energia, quantidade de efluente e de resíduos gerados e custos de tratamentos e disposição;
- Fazer um levantamento dos riscos e impactos ambientais de cada setor da empresa;
- Avaliar a qualidade e os cuidados ambientais dos fornecedores de matérias-primas, embalagens, equipamentos, transporte e serviços, através de questionários e visitas (quando necessário);
- Reduzir os consumos de água e energia, e reduzir as quantidades dos resíduos e efluentes gerados;
- Reutilizar os resíduos possíveis e o efluente tratado;
- Reciclar os resíduos recicláveis;
- Destinar corretamente os resíduos não recicláveis;
- Treinar e orientar seus colaboradores sobre este gerenciamento dos impactos ambiental;
- Divulgar os resultados obtidos para os colaboradores (palestras e quadros de avisos), clientes (visitas, feiras), órgãos fiscalizadores (relatórios e disponibilização de procedimentos) e a comunidade (através de divulgações em banners, jornais, apresentações e participação no Grupo do Meio Ambiente da CIESP de Araraquara).
Devido à esse gerenciamento dos impactos ambientais, a empresa obteve as certificações desejadas (ISO 9001, ISO 14.001 e SASSMAQ), diminuiu drasticamente seu custo de tratamento do efluente industrial, diminuiu a geração de resíduos, consumo de recursos naturais e desperdícios de matérias-primas.
Resultados alcançados:
2001 – 2004
- Mapeamento dos processos e elaboração dos procedimentos de gestão integrados;
- Treinamento e orientação dos colaboradores;
- Foi realizado um reflorestamento com 800 mudas de árvores nativas da região;
- Levantamento dos aspectos e impactos ambientais de cada setor da empresa, com seu nível de significância, legislação pertinente e tipos de controle;
- Realização do projeto do corpo de bombeiros ( linha de hidrantes, ampliação da caixa d´água);
- Construção de uma nova estação de tratamento de efluentes industriais, trocando um sistema onde era feito apenas uma neutralização e depois o efluente era infiltrado, para um sistema com um separador água e óleo, depois dois tanques (30 m3 cada) para receber e homogeneizar os efluentes industriais decorrentes da água de lavagem dos pisos de todo barracão industrial, da lavagem dos tanques misturadores e da lavagem dos caminhões e embalagens, depois esse efluente é enviado para um reator de 6 m3, onde é feita a neutralização e posterior decantação (com o auxílio de polímeros), depois o sobrenadante é enviado para um clarificador lamelar (para retirar os sólidos restantes). Em 2007 incluiu depois dessa etapa um filtro de partículas e depois um filtro de carvão ativado, para depois enviar para um tanque com oxigenação e depois ser enviado para o processo novamente (para ser usado na lavagem dos pisos, caminhões e parte externas das embalagens);
- Construção de uma nova estação de tratamento de esgoto sanitário, pois como o DAAE não faz a captação de esgoto do local, antes a empresa possuia apenas um sistema de fossa sépticas, agora instalou um sistema com peneira, tanque UASB (reator de fluxo ascendente) e um tanque de colônia de bactéria, depois um tanque com ozonização ( para exterminar as bactérias) e dois sumidouros (que são usados alternadamente);
- Construção de um novo lavador de caminhões;
- Construção de um decantador e lavador de embalagens, possibilitando reaproveitar os produtos contidos na embalagem novamente (economia de matéria-prima) e diminuir a quantidade de efluente e resíduo gerado;
- Construção de diques de contenção para todos os tanques e locais de manipulação/armazenamento de produtos químicos;
- Instalação de um novo software integrado (RM Sistemas), possibilitando uma maior rastreabilidade e agilidade nos processos, além de uma maior integração entre os setores (comercial, produção, financeiro e contábil);
Dificuldades desta fase:
- Estas etapas foram as que mais demandaram recursos financeiros, sendo que demorou mais do que o previsto para não pesar de mais nosso fluxo de caixa.
- A troca do sistema de software utilizado também demorou mais do que o previsto, sendo que encontramos uma grande resistência de alguns colaboradores mais antigos, além do trabalho dobrado, de termos que trabalhar por um tempo com os dois sistemas.
- O mapeamento de cada setor foi trabalhoso, mas muito compensador, pois a partir dele que se consegue identificar onde a maioria dos resíduos/efluentes são gerados e resolver o problema na fonte;
- A conscientização ambiental dos colaboradores não é uma tarefa fácil, pois para modificar a forma de agir e de pensar de colaboradores antigos tiverem que ser realizados várias palestras, fazer várias auditorias e penalizar com advertências os colaboradores que não seguissem tal política.
2004 – 2005
- Troca do sistema de aquecimento dos tanques de aquecimento de antiespumantes (passando de queima de óleo para resistências elétricas), eliminando a geração de emissões atmosféricas deste processo, além de ficar um sistema muito mais seguro para os colaboradores;
- Gerenciamento dos resíduos industriais, consumo de energia elétrica e consumo de água através de indicadores de gestão;
- Monitoramento de águas superficiais e subterrâneas, onde são monitorados no mínimo anualmente a qualidade das águas do poço artesiano, do poço de monitoramento, da saída da nascente (após passar pela empresa), do ribeirão, além do efluente industrial e sanitário tratados;
- Monitoramento de emissões atmosférica de fonte fixa e de toda a frota de caminhões;
- Aproveitamento das amostras antigas (contra-provas com mais de 2 anos) nas novas fabricações: 267 litros de amostras d 2002-2003 (R$ 1345,00), 93 litros de amostras de 2004 (R$ 465,00) e 265 litros de amostras de 2005 (R$ 1300,00);
- Aproveitamento da água de limpeza do piso do barracão de fabricação de antibiótico na fabricação de biocidas líquidos. Com isso, diminuiu a geração de efluente e resíduo industrial e aumentou a eficácia dos biocidas;
- Aproveitamento da água do sistema de exaustor com cortina d´água do barracão de fabricação de antibiótico na fabricação de biocidas líquidos. Com isso, diminuiu a geração de efluente e resíduo industrial e aumentou a eficácia dos biocidas;
- Implantação da coleta seletiva de resíduos sólidos;
- Aproveitamento da água de lavagem dos tanques de caminhões de ácido fosfórico, coletando esta água, passando pelo filtro-prensa e analisando o teor de fósforo, para depois utilizar na fabricação de nutriente líquido. Com isso diminuiu a quantidade de efluente e resíduo gerados, além de economizar matéria-prima;
- Foram colocados telhas translúcidas nos barracões, para não ter que acender as luzes durante o dia, diminuindo o consumo de energia;
- Obtenção da avaliação SASSMAQ;
- Treinamento e orientação para os funcionários da limpeza, para que diminuíssem o uso de água, e passassem a varrer mais os locais;
Dificuldades desta etapa: É dificil começar a determinar os indicadores que serão utilizados para os monitoramentos. É importante cada setor determinar os seus indicadores, e o encarregado do sistema de gestão checar quais são importantes e quais não são, para evitar ter indicadores que não indicam nada, e deixar de ter indicadores importantes. Após começar a fazer esses monitoramentos, é que se consegue comprovar as melhorias que foram feitas e com isso conseguir verbas para fazer novas melhorias, portanto, quanto antes começas a fazer esses monitoramentos melhor é para o sistema.
2006 – 2007
- Pavimentação de 70% dos pátios de circulação de veículos da empresa – com isso diminuiu a terra que entrava nos pisos dos barracões, diminuindo a necessidade de lavar os mesmos, diminuindo a quantidade de efluente e resíduo industrial e a captação de água;
- Sistema para decantação de embalagens de matérias-primas usadas: Recuperando 843 Kg de produto em 2006 ( R$ 5344,00) e 1010 Kg de produto em 2007 (R$ 5961,00) e diminuindo a quantidade de efluente e resíduo gerados;
- Compra de novos tanques misturadores de produtos (deixando misturadores fixos para cada grupo de produto, evitando assim, que tenha que lavar os tanques misturadores de um produto para o outro), economizando água, e diminuindo a geração de efluente industrial;
- Reutilização de todo o efluente industrial tratado na lavagem de pisos, caminhões e embalagens externas, diminuindo a captação de água.
- Reavaliada SASSMAQ;
- Obteve as certificações ISO 9.001 e ISO 14.001;
Observações: O sistema agora ja esta rodando sem mais dificuldades, sendo que nas auditorias e com o sistema de não conformidade e solicitações de ações corretivas, as melhorias vão acontecendo naturalmente.
2008
- Construção de uma caixa para coletar água de chuva, com capacidade de 300 m3, obtendo coletar aproximadamente 2000 m3/ano, diminuindo para metade a captação de água da empresa.
Com todas esses processos, foram obtidos os seguintes resultados:
Captação de água: 2005 – 5279 m3 393 litros / tonelada comercializada;
2006 – 5558 m3 361 litros / tonelada comercializada;
2007 – 4336 m3 227 litros / tonelada comercializada.
Geração de efluente industrial: 2005: 673 m3 (em 6 meses) custo de 50,3 R$/ m3 tratado;
2006: 1302 m3 custo de 21,5 R$/ m3 tratado;
2007: 1408 m3 custo de 12,1 R$/ m3 tratado.
Geração de resíduo sólido não reciclável; 2005: 134 toneladas
2006: 81,7 toneladas
2007: 49,8 toneladas
Geração de resíduos recicláveis: 2005: 3884 Kg – R$ 919,00
2006: 3345 Kg – R$ 746,00
2007: 1505Kg – R$ 3719,00
Envolvimento com os públicos de interesse:
Colaboradores internos – 70 pessoas: Possuem hoje um local muito mais organizado para trabalhar, além de se orgulham de mostrar aos filhos que ajudam a preservar o meio ambiente. Passaram a ser mais responsáveis e preocupados com o meio ambiente em suas ações no dia-a-dia, além de passarem essas informações adiante;
Fornecedores: Possuem grandes fornecedores, que exigem que tenhamos SASSMAQ para podermos coletar com nossos veículos próprios (Fosfertil e DOW), portanto, graças a essas certificação possuímos uma vantagem competitiva em relação aos nossos concorrentes;
Outros fornecedores: Como pressionamos com questionários e avaliações, muitos fornecedores também melhoraram seus processos;
Clientes: Muitos estão se certificando e exigem que tenhamos a certificação ISO 14001 e 9.001.
Recebemos a premiação MÁSTER CANA desde 2003 até 2008 na categoria Insumos Químicos e o prêmio Visão (inovações tecnológicas), que são as maiores premiações do setor sucroalcooleiro, o que comprova que estão satisfeitos com nossos serviços e produtos.
A empresa esta sempre recebendo clientes para conhecer suas instalações e checar seus resultados ambientais.
A empresa faz uma pesquisa de satisfação de clientes anualmente (a partir de 2004), sendo que obteve 100 % de notas ótimo ou bom na avaliação final.
Órgãos de fiscalização: Nesses últimos 4 anos não sofremos nenhuma penalização por órgãos de fiscalização, comprovando que estamos em ordem com os mesmos;
Comunidade: Participamos do Grupo do Meio Ambiente da CIESP de Araraquara e região, divulgando nossas ações através de apresentações em locais públicos (universidades, teatros), banners (que circulam por empresas, clubes, praças, teatros, universidades), jornais e feiras do setor, além de incentivar e apoiar ações ambientais na cidade;
Patrocinamos e auxiliamos a realização de um concurso cultural na semana da água nas escolas da cidade, com o título de Água de Chuva – renovação da vida, onde da 1 a 4 série as crianças tinham que fazer um desenho sobre o tema, da 5 a 8 série uma frase e no colegial um poema. As crianças vencedoras foram premiadas com bicicletas, cursos, mp4 e quadros (da 1 a 3 colocada de cada categoria) e a escola das primeiras colocadas foram premiadas com um computador.
Contribuição para o desempenho da empresa:
A empresa ficou muito mais competitiva com essas mudanças no sistema de gestão e na planta produtiva, melhorando além do gerenciamento dos impactos ambientais a produtividade, o gerenciamento da empresa como um todo, além de melhorar muito a qualidade dos produtos, a segurança nos locais de trabalho e a saúde dos colaboradores;
A imagem da empresa ficou muito mais positiva perante seus colaboradores, familiares, clientes, fornecedores, órgãos de fiscalização e comunidade.
Gestão da prática:
Inicialmente a empresa contratou uma empresa de consultoria para auxiliar na implementação do sistema de gestão integrado, que ajudou a fazer o primeiro levantamento dos aspectos e impactos ambientais;
Hoje possui um contrato com esta empresa, que faz mensalmente um levantamento das legislações pertinentes à empresa que sofreram alterações ou novas legislações que são pertinentes à empresa;
A empresa possui:
- Sistema de monitoramento dos indicadores ambientais, com metas mensais, semestrais e anuais;
- Levantamento da Analise de riscos ambientais de cada setor, constando a legislação pertinente ao caso e o tipo de controle deste risco;
- Lista de legislações pertinentes ao funcionamento da empresa (com atualizações mensais);
- Sistema de abertura de não conformidade, com descrição da não conformidade ocorrida, disposições a serem tomadas, identificação da causa, solicitação de ação corretiva ou preventiva para evitar que isso aconteça novamente;
- Auditorias no mínimo a cada 12 meses, checando se todos os setores, indicadores e monitoramentos estão em ordem;
- Auditoria externa das certificadoras, sendo anual de ISO 9.001 e 14.001, e a cada dois anos de SASSMAQ;
A empresa treinou todos os colaboradores, para que cada um faça sua parte no gerenciamento dos impactos ambientais decorrente de sua função;
Possibilidade de disseminação ou replicação:
A empresa participa do Grupo do Meio Ambiente Da CIESP de Araraquara e região, divulgando nossas ações através de apresentações em locais públicos (universidades, teatros), banners (que circulam por empresas, clubes, praças, teatros, universidades), jornais e feiras do setor, além de incentivar e apoiar ações ambientais na cidade. Neste grupo ocorre uma troca de informação das práticas utilizadas, além de fazerem visitas entre eles.
A empresa monta stands em feiras do setor sucroalcooleiro, onde divulga suas ações ambientais.
A empresa esta aberta para visitas para disseminação das práticas realizadas.
A grande maioria das práticas realizadas foram de baixo custo e de fácil implantação com excelentes resultados, sendo que podem ser realizadas por diversos tipos de empresa.
Eco Negócios Sustentáveis Ltda
PRSE - Meio Ambiente
Resumo da prática:
O Grupo Eco é uma empresa brasileira que tem sua gestão baseada na Sustentabilidade e alinhada aos conceitos de Responsabilidade Social, Consumo Consciente e Desenvolvimento Sustentável. A empresa acredita que é possível desenvolver e comercializar produtos e serviços que estabeleçam harmonia entre a atividade humana, a preservação da biodiversidade brasileira com o uso racional dos recursos naturais renováveis.
Atualmente o Grupo Eco possui três unidades de negócios: Produtos Promocionais Sustentáveis, Bufê Sustentável e a Sustainable Amazon.
A prática escolhida pela empresa para concorrer ao Prêmio Eco 2008 na categoria Meio Ambiente é denominada “Mostrando para o mundo uma Amazônia Sustentável” e inspirada no grande desafio de conceber e gerenciar a loja oficial da maior exposição itinerante do mundo sobre a Amazônia, a Exposição Amazônia Brasil, que aconteceu em Nova York. A exposição contou com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Relações Exteriores e Missão Brasileira na ONU e tem como objetivo apresentar uma visão realista e atual da Amazônia Brasileira e suas comunidades para o público em geral, além de sensibilizar para a urgência da conservação da Amazônia na regulação climática e para o futuro do planeta.
Iniciada em São Paulo em 2002 e tendo viajado para Alemanha, Suíça e Paris, a exposição foi montada em 1.200 metros quadrados, no Píer 17 do South Street Seaport, no período de 22 de Abril a 17 de Junho de 2008, onde recebeu cerca de 100.000 visitantes. Nesta edição, o Grupo Eco lançou nos Estados Unidos, a Sustainable Amazon, sua nova empresa e marca para o mercado internacional.
O objetivo deste novo negócio é comercializar produtos certificados ou de comunidades empreendedoras da região Amazônica, visando mostrar para o mundo uma Amazônia viável e sustentável, proporcionando a preservação do meio ambiente e colaborando com a geração de renda para artesões, povos indígenas, comunidades locais e populações tradicionais. Além disso, a empresa mantém parcerias com produtores florestais certificados, visando o desenvolvimento sustentável da região.
A Sustainable Amazon, por ser uma iniciativa do Grupo Eco, incorpora os mesmos princípios da sustentabilidade em todas suas ações estratégicas, produtos e serviços, com respeito sócio-ambiental e cultural, e a valorização da biodiversidade brasileira. A empresa acredita que é possível alcançar um formato pioneiro de negócios e desenvolvimento sustentável na Amazônia, e contribuir para a melhoria das condições de vida das populações locais e, ao mesmo tempo, manter viva a maior floresta tropical do mundo.
Durante a comercialização dos produtos da Sustainable Amazon, um percentual de 2% deste valor é revertido para o Projeto Saúde e Alegria, que atua desde 1987 em comunidades extrativistas da Amazônia.
Relevância e viabilidade:
Desde o início das atividades do Grupo Eco, Davis Tenório, diretor-presidente da empresa, sempre sonhou com um projeto como a Sustainable Amazon, para levar ao mercado internacional produtos da região amazônica e mostrar ao mundo uma Amazônia viável, justa e sustentável. Quando recebeu o convite de participar da exposição Amazônia Brasil em Nova York, percebeu que a hora de realizar esse sonho havia chegado.
Após aceitar gerenciar a loja da exposição, um ano antes de sua inauguração, foram realizadas inúmeras pesquisas sobre a região amazônica e o estabelecimento de parcerias com comunidades, ONGs e empresas resultaram na criação de uma linha única de produtos inspirada no design tropical e na diversidade cultural da região Amazônica, um território de lendas, falas e histórias. Além disso, foi realizado um trabalho interno para compreensão da dimensão do projeto e a responsabilidade individual de cada colaborador.
É importante ressaltar que esse projeto foi inscrito na categoria Meio Ambiente, pois além da certeza sobre a procedência de toda a matéria-prima dos produtos (renováveis, certificadas ou de manejo florestal), uma vez oferecendo a oportunidade para estas comunidades e cooperativas continuarem a produzir e a trabalhar em uma atividade sustentável, as pessoas envolvidas deixam de atuar em atividades extrativistas, tão comuns na região, e passam a atuar como replicadores da necessidade de preservar a região onde vivem. Foram investidos neste projeto mais de R$ 800.000,00, entre compras de produtos das comunidades da região amazônica, montagem da loja, pesquisas, desenvolvimento e viagens.
Resultados alcançados:
O projeto consumiu um ano de pesquisa, capacitação e desenvolvimento de produtos e resultou na criação de mais de 100 diferentes produtos, totalizando 22.000 itens confeccionados por artesões, povos indígenas, comunidades locais e populações tradicionais, além de produtores florestais certificados, como por exemplo, o Projeto Saúde e Alegria, os produtores de Cerâmica Marajoara, a Cooperativa Ecotauá, Tribo Baniwa, Associação dos Artesãos de Brinquedos de Miriti de Abaetetuba, AMARTE- Associação de Mulheres-Mães Artesãs do Vale do Jarí, entre outros. Hoje, após o término da exposição em Nova York, a Sustainable Amazon está procurando canais de distribuição nos Estados Unidos, principalmente nos estados de Nova York, Colorado e Califórnia.
O público visitante da Exposição Amazônia Brasil, apesar deste número ter ficado abaixo do esperado, elogiou a qualidade, o design e a inovação dos produtos comercializados na loja montada pela Sustainable Amazon. Também foram realizados importantes contatos com grandes instituições em Nova York, como o Smithsonian - Museu do Índio Americano, o Botanic Garden, o MOMA - Museu de Arte Moderna e a Rain Forest Alliance.
A maior dificuldade do projeto foi sem dúvida todo o trâmite e burocracia da exportação, principalmente pela dificuldade em classificar nossa mercadoria, uma vez que havia diversas matérias-primas de diferentes localidades e inúmeras classificações no código americano de exportação. Além disso, a dificuldade de transpor algumas barreiras impostas para uma pequena empresa realizando sua primeira exportação, de forma ética e correta.
“Fomos avisados desde o início que teríamos um grande pedido, que foi concretizado e estamos muito orgulhosos em trabalhar com o Grupo Eco em um projeto que defende nossa região, a Amazônia, fora do Brasil.”, é o que diz o Amadeu, presidente da Associação Miritonga de Abaetetuba, que produz os tradicionais brinquedos de Miriti.
Envolvimento com os públicos de interesse:
No projeto Sustainable Amazon, os principais públicos envolvidos e resultados foram:
• Colaboradores – os 25 colaboradores diretos da empresa ficaram envolvidas em diferentes frentes do projeto, com profissionalismo e foco no resultado;
• Fornecedores – participaram mais de 20 organizações, comunidades e produtores florestais certificados, totalizando mais de 190 pessoas, que estavam comprometidas com a qualidade e o cronograma do projeto.
• Clientes - Os visitantes da loja Sustainable Amazon, vindos de vários países, por ser Nova York uma cidade muito turística, ficaram surpreendidos ao deparar com uma selva amazônica dentro de uma selva de pedra e se encantaram com a qualidade e a beleza dos produtos artesanais sustentáveis comercializados.
• Mídia - A divulgação foi realizada por grandes redes de TVs nacionais e americanas, como TV Globo, TV Record, GNT, ABC e CNN.
• Meio Acadêmico – além do congresso sobre mudanças climáticas que ocorreu paralelamente ao evento, na sede da ONU, alguns fornecedores do Grupo Eco foram tema de estudo, como a Comunidade de Icoaraci, próxima a Belém, no Pará, que com o produto Cerâmica Marajoara, foi caso de pesquisa de mestrado na Universidade Federal do Pará.
Contribuição para o desempenho da empresa:
A razão de ser do Grupo Eco é “Desenvolver e comercializar produtos e serviços que promovam a prática da sustentabilidade nas ações de comunicação, marketing e eventos corporativos” e a sua Visão é “Ser reconhecida como a empresa mais comprometida com a gestão sustentável dos seus negócios e com a valorização da biodiversidade e da cultura brasileira”. Por isso, a iniciativa da criação e desenvolvimento da Sustainable Amazon, na sua unidade de exportação, se torna uma das principais atividades comerciais da empresa.
Por ser pioneira em sua área de atuação, a empresa teve que quebrar vários paradigmas sobre temas como consumo consciente, desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental durante as visitas de apresentação da empresa para os clientes e nos contatos com diversos fornecedores. Este desafio foi ainda maior porque Grupo Eco, sendo uma pequena empresa, teve que discutir com grandes empresas, como é possível oferecer produtos e serviços que harmonizam a atividade humana com a preservação da biodiversidade e o uso racional dos recursos naturais renováveis.
No projeto específico da Sustainable Amazon, o maior aprendizado foi aprender a lidar com as expectativas das comunidades, o cronograma de entrega, a dificuldade logística por causa da grande distância e também todo o processo da primeira exportação.
A sinergia entre a Sustainable Amazon e o negócio principal da empresa é total, uma vez que o trabalho com as comunidades e de valorização e preservação da Amazônia é parte intrínseca do core business da empresa.
Gestão da prática:
Ao todo, o projeto consumiu um ano de pesquisa, desenvolvimento e capacitação, resultando na criação de mais de 100 diferentes tipos de produtos, totalizando 22.000 itens confeccionados por artesões, povos indígenas, comunidades locais e populações tradicionais, além de produtores florestais certificados.
A equipe de Eco design e a própria diretoria da empresa viajaram algumas vezes para a região Amazônica em busca de novas parcerias e inspirações. Além disso, foi realizado contato com o SEBRAE de Belém, que foi um parceiro importantíssimo para indicar mais comunidades empreendedoras da região e fazer a ponte com os objetivos da Sustainable Amazon.
A estrutura atual do Grupo Eco é a mesma que atuou no planejamento e desenvolvimento da Sustainable Amazon, como a equipe de Eco Design, Marketing, Administrativo e Financeiro, e a própria diretoria que esteve o tempo todo extremamente envolvida em todo o processo, principalmente na articulação de parcerias e no processo de exportação.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
A iniciativa de exportação é uma prática que pode ser aplicada por outras organizações, que se proponham a realizar negócios sustentáveis no exterior e valorizar a arte e a cultura brasileira com responsabilidade socioambiental.
A prova do reconhecimento desta e outras iniciativas da empresa, pelo seu esforço e trabalho diferenciados, foi feita por várias ONGs e entidades como Amigos da Terra, FSC e WWF, além do Instituto Ethos e do Instituto Akatu. A empresa foi tema, por exemplo, de diversas reportagens na mídia de massa, através de veículos de comunicação como Folha de São Paulo, Gazeta Mercantil, Estadão, TV Globo, TV Record e TV Cultura, entre outros. As notícias podem ser facilmente encontradas no website da empresa.
O Grupo Eco também recebeu importantes premiações e reconhecimentos de várias entidades:
Prêmio Eco 2007
Categorias Comunidade e Fornecedor - Os projetos: Empreendimentos Sustentáveis: Cultura, Natureza e Cidadania e Compras Sustentáveis foram os vencedores como empresa de pequeno porte.
Prêmio Eco 2006
Categoria Meio Ambiente- O Case ”O Uso Sustentável da Biodiversidade Brasileira: Um Conceito Inovador para Área de Eventos Empresarias”, foi vencedor na categoria que premia empresas que focam as ações preventivas quanto aos impactos ambientais de sua atividade, minimizando os negativos e amplificando os positivos, ao tempo que dissemina para outras empresas as práticas e conhecimentos adquiridos nesse sentido. Na noite de premiação, houve a presença do ex vice-presidente americano, Al Gore.
Prêmio Eco 2005
Categoria Gestão para a Sustentabilidade- Premia as empresas com práticas de governança e gestão, alinhadas com o conceito de desenvolvimento sustentável, nos aspectos econômico, ambiental e social. Esse prêmio foi entregue pessoalmente por Gro Bruntland, criadora do conceito de desenvolvimento sustentável.
Prêmio Valor Social 2006
Prêmio do Jornal Valor Econômico para homenagear empresas que têm no compromisso com a sociedade um critério de excelência e de gestão. Estão previstas uma premiação resultante da votação popular e outra conferida por uma banca de especialistas (jornalistas, representantes do governo, ONGs e empresários). O Grupo Eco venceu a categoria de pequena empresa com o case: Gestão empresarial para sustentabilidade.
Case de Sustentabilidade do Instituto Ethos 2006 – a empresa foi reconhecida pelo Ethos como um case na busca pela gestão sustentável dos seus negócios
3 “A”s na Escala Akatu em 2006 – o Grupo Eco recebeu 3 “A”s na Escala Akatu de Consumo Consciente, pelo seu trabalho pioneiro de responsabilidade socioambiental na área de eventos corporativos, comunicação e marketing.
Prêmio Von Martius 2005
Câmara Brasil-Alemanha – Categoria Natureza – O Grupo Eco foi um dos vencedores, na categoria "Natureza", do Prêmio Ambiental von Martius 2005, que é realizado anualmente pelo Departamento de Meio Ambiente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.
Prêmio Caio
O Bufê Sustentável do Grupo Eco foi o vencedor do Jacaré de Ouro no Prêmio Caio 2004, 2005, 2006 e 2007 como melhor bufê do Brasil, com os cases para a PETROBRAS, Revista Exame, Instituto Ethos e CEBDS. O Prêmio Caio surgiu em 1999 e atualmente é o maior prêmio na área de eventos.
Prêmio Empreendedor de Sucesso de Pequenas Empresas & Grandes Negócios 2007
O Grupo Eco, representado pelo seu presidente Davis Tenório, ficou entre os dez finalistas da primeira edição do Prêmio Empreendedor de Sucesso da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. O Prêmio, fruto de uma parceria da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios com o Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas (GVcenn), teve 78 empresas inscrições e premiou empreendedores de destaque de várias partes do Brasil e de diferentes segmentos.
Museu de Londres
Em 2004, o “The Natural History Museum” de Londres, criou uma área Ecológica e realizou pesquisas, visando buscar fornecedores de produtos que estivessem alinhados ao conceito desta nova área. Fez então uma seleção de peças provenientes de empresas de diversos países que se preocupavam com o uso correto da biodiversidade do planeta. Entre essas empresas, o Grupo Eco forneceu duas peças confeccionadas em madeira amazônica certificada pelo FSC, que foram escolhidas para representar o Brasil e ficarão expostas no próprio museu até 2009.
Prêmio Brazil Promotion Idea 2006 e 2007 – Por dois anos consecutivos, o Grupo Eco recebeu o prêmio de presente corporativo mais original e inovador realizado na maior feira promocional da América Latina, a Brazil Promotion. Os Kits vencedores foram, respectivamente, Kit Café com Cerâmica da Serra da Capivara e Kit Completo para Escritório também de Cerâmica da Serra da Capivara.
Banco ABN Amro Real S.A.
PRSE – Fornecedores
Resumo da prática:
O BANCO REAL passou a adotar critérios de sustentabilidade na avaliação e qualificação das corretoras de valores que operam com nossa área de Tesouraria.
Agora, além dos aspectos administrativos, financeiros, de crédito e compliance, utilizamos também indicadores sociais e ambientais para analisar o grau de excelência e de risco das corretoras e determinar o quanto elas trabalharão com o Banco.
Paralelamente, iniciamos um movimento para capacitar e engajar as lideranças dessas corretoras em uma discussão estruturada sobre o tema sustentabilidade.
A iniciativa levou à articulação de um grupo de sustentabilidade formado por 23 corretoras e representantes da BM&F Bovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros) e da Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro), que se reúne periodicamente para trocar conhecimentos e trabalhar na disseminação da sustentabilidade no mercado de capitais.
Colocamos à disposição desse grupo oficinas e workshops sobre sustentabilidade, dando treinamento e suporte metodológico para que as empresas aprofundem essa trajetória. Com esse trabalho, temos contribuído para a construção de um novo paradigma de atuação no setor.
Consideramos que não há segurança em um negócio que não leve em conta seus diferentes impactos. As corretoras de valores operam grandes volumes de recursos financeiros e têm, por natureza, uma atividade extremamente complexa e vulnerável.
Estimulá-las a gerenciar questões como a jornada de trabalho de seus funcionários, geração de resíduos, uso eficiente de recursos e investimento social é um primeiro passo. Ao trilhar o caminho da sustentabilidade, elas aprimoram seus processos de governança, reforçando a blindagem contra fraudes e lavagem de dinheiro, trazendo mais segurança ao nossos negócios e ao sistema financeiro em geral.
As corretoras são formadoras de opinião: as análises e boletins que elas emitem periodicamente são determinantes para as decisões tomadas pelos diferentes players do setor. Assim, elas podem desempenhar um papel de agentes da transformação, colocando o mercado de capitais em linha com o desenvolvimento sustentável.
É a primeira vez que isso é feito no Brasil.
Relevância e viabilidade:
Começamos esse trabalho em 2006, como parte do processo de engajamento de nossos fornecedores em um modelo de gestão e relacionamento pautado pela sustentabilidade.
Até então, aplicávamos uma política de qualificação das corretoras de valores em que usávamos critérios convencionais de análise (crédito/compliance) para selecionar as melhores corretoras do mercado brasileiro.
Tínhamos 23 corretoras aprovadas em nosso portfólio. Trabalhávamos com essas empresas em um sistema de rodízio, para reforçar a blindagem de nossas operações de Tesouraria contra fraudes. O rodízio era adotado aleatoriamente, por nossa mesa proprietária (mercado interbancário) e funcionava no sistema 1 x 1: a corretora operava conosco um mês e ficava um mês sem operar.
Em 2006, começamos a discutir internamente como disseminar a sustentabilidade em nossa área de Tesouraria e identificamos a oportunidade de aprimorar o modelo de relacionamento com as corretoras. Decidimos, então, refinar a política de rodízio, adicionando critérios sociais e ambientais ao processo de análise e qualificação.
Queríamos trabalhar mais com as melhores corretoras, estimulando-as a buscarem a conjugação dos resultados econômicos, sociais e ambientais, juntando-se a nós no esforço para promover o desenvolvimento sustentável no mercado financeiro nacional.
Para colocar em prática essa determinação, avaliamos as práticas dessas empresas nos quesitos ambiental, social e de crédito/compliance. E criamos um ranking com quatro níveis (superior, alto, mediano e baixo), conforme a nota geral obtida por elas. Definimos, então, uma nova política de rodízio, em que as corretoras classificadas no nível superior operam no sistema 2 x 1: trabalham conosco por dois meses seguidos e fazem um intervalo de um mês.
Assim, estimulamos as corretoras que estão nas faixas inferiores a melhorar sua performance no triple bottom line para realizar mais negócios conosco.
A relevância desse projeto está, justamente, na importância dessas empresas: operamos com 14 das 15 maiores corretoras de valores do mercado brasileiro. Juntas, elas respondem por quase 85% do volume total negociado na BM&F e têm uma enorme capacidade de influenciar o mercado financeiro.
Resultados alcançados:
Mobilizamos uma expressiva parcela das corretoras de valores para operar na ótica da sustentabilidade, influenciando outras instituições a reverem suas estratégias, reproduzindo um modelo de gestão que considere o alinhamento do desempenho econômico, social e ambiental.
Como primeiro passo, convidamos as empresas para um encontro, em 18 de outubro de 2006, para conversar sobre sustentabilidade no mercado financeiro.
Participaram dessa reunião todos os donos e alguns executivos das 23 corretoras que trabalham conosco e lideranças do Banco Real: o presidente, Fabio Barbosa, o vice-presidente de Tesouraria e Produtos, José Berenguer, a diretora-executiva de Desenvolvimento Sustentável, Malú Pinto, e gestores das áreas de Tesouraria, Compliance e Gestão de Relacionamento com Fornecedores.
Em seguida, as corretoras preencheram um questionário de auto-avaliação de suas práticas em relação a cinco tópicos: técnico-operacional, administrativo-financeiro, social, ambiental e de governança corporativa. Recebemos os questionários, tabulamos os dados e montamos um ranking inicial.
Visitamos, então, as 23 corretoras para checar as informações e documentos. Ajustamos o ranking e demos um retorno estruturado a cada uma delas, indicando seus pontos fortes, necessidades de melhorias, classificação no ranking e as melhores práticas de gestão resultantes do processo de avaliação.
Para assegurar a transparência e a ética nas relações, adotamos um ranking “cego”, em que as corretoras sabem qual é a sua posição, mas não conhecem a classificação das demais. O ranking poderá ser alterado na reavaliação das corretoras, o que será feito anualmente.
A nova política de rodízio entrou em vigor em 1º de setembro de 2007. Em novembro, realizamos uma reunião geral que marcou o encerramento desse ciclo. Nesse encontro, a alta direção das corretoras teve a oportunidade de assistir a uma palestra sobre sustentabilidade no setor financeiro, ministrada pelo consultor Leo Johnson, da Sustainable Finance.
A partir do feedback que recebemos sobre esse processo, passamos a trabalhar em uma agenda para aprofundar o tema.
Em 2008, convidamos as corretoras e outros agentes do mercado a participar de uma reunião aberta para discutir sustentabilidade no mercado de capitais. A iniciativa teve uma excelente receptividade.
A reunião aconteceu em fevereiro e contou com 33 participantes, entre executivos de 18 corretoras, da BM&F Bovespa e da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), que reúne bancos comerciais, múltiplos e de investimento, corretoras, distribuidoras de valores e administradores de recursos.
Nascia, ali, o Grupo de Mercado de Capitais, com uma agenda para avançar nas discussões. Em 2 de abril, foi realizada uma Oficina de Sustentabilidade para alinhamento conceitual do grupo e apresentação da ferramenta de auto-avaliação do Instituto Ethos/Sebrae. Esse encontro contou com 35 participantes, representando 18 corretoras e a BM&F Bovespa.
As corretoras preencheram seus questionários de auto-avaliação Ethos/Sebrae e os enviaram a uma consultoria especializada, que tratou os dados de forma confidencial. Em 20 de maio, o grupo voltou a se reunir para conhecer os resultados compilados, apresentados pela consultoria.
Nos meses de junho e agosto, 14 corretoras e a BM&F Bovespa participaram do “Caminhos e Desafios”, um curso com dois dias de duração que consolida a experiência em sustentabilidade do Banco Real. O módulo, que faz parte do Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade (ver o item “Possibilidade de disseminação ou replicação”), proporciona uma ampla visão da inserção da sustentabilidade nos negócios, relacionamentos e processos, fornecendo subsídios para que as empresas criem seu próprio jeito de colocar a sustentabilidade em prática em seu cotidiano.
Como resultado desse engajamento, as corretoras vêm aprimorando seus processos de gestão e implementando melhorias sociais, ambientais e de governança.
A corretora Ativa, por exemplo, reduziu a quantidade de horas extras acumuladas por seus funcionários, implantou um programa de qualidade de vida interno, contratou pessoas com deficiência, obteve a certificação ISO 9001, reforçou os treinamentos em temas como lavagem de dinheiro, código de ética e risco, reduziu o consumo de água e de energia e implantou um sistema de avaliação de desempenho que leva em conta os resultados nos pilares financeiro, social e ambiental.
O depoimento do diretor-geral da empresa, Wagner Monteiro de Azevedo, resume o potencial de nosso modelo de relacionamento com as corretoras: “Vimos que este é um processo contínuo de aprendizado e melhoria. Quanto mais fazemos, descobrimos que podemos fazer mais pelo desenvolvimento sustentável”.
A capacitação em sustentabilidade ajudou a corretora Link a qualificar melhor seu investimento social, com a criação de um instituto focado na promoção do esporte. “Vimos que é possível direcionar nossos recursos de uma forma que provoque uma mudança mais efetiva na vida das crianças que atendemos”, conta a diretora-administrativa da Link, Sandra Moura de Andrade. A empresa também implantou outras ações, como a coleta seletiva e a capacitação de jovens. “Nossos funcionários, hoje, se preocupam com questões como o gasto de água e de papel e o descarte de tonner”, diz Sandra.
Ao apoiar as empresas nesse movimento, as incentivamos a somar forças na transformação da sociedade. Este não é um processo simples e enfrentamos uma série de desafios. Como esse mercado é bastante competitivo, as margens são reduzidas, e essas empresas têm, tradicionalmente, um forte enfoque em resultados financeiros.
Nesse contexto, avaliar os aspectos sociais e ambientais das operações era, até o momento, um assunto fora de cogitação. Outra dificuldade inicial era enxergar o que uma empresa do mercado de capitais pode fazer, na prática, pela sustentabilidade. O caminho tem sido mostrar o que nós e outras empresas temos feito.
Envolvimento com os públicos de interesse:
O engajamento das corretoras é fruto de um movimento maior que vem sendo realizado pelo BANCO REAL e que teve início em 2001. Nos últimos anos, construímos um modelo bem-estruturado de gestão de fornecedores na ótica da sustentabilidade. Progressivamente, engajamos as empresas que trabalham conosco, oferecemos capacitação e damos suporte para que elas possam evoluir.
Na relacionamento com as corretoras de valores não é diferente. Mobilizamos, nesse projeto, as 23 corretoras que operam com nossa área de Tesouraria. Entre elas, estão as maiores empresas desse setor no país, como a Itaú Corretora, Hedging Griffo, JP Morgan, Credit Suisse First Boston, UBS Pactual, Arkhe, Lopes Leon, Link, Flow e Ativa.
Assim que concluímos a avaliação das corretoras, demos a todas um feedback estruturado, apresentando seus pontos fortes e dicas para as questões que precisavam ser melhoradas. Com isso, ajudamos essas empresas a enxergar oportunidades para inserir a sustentabilidade na gestão, nos negócios e nos relacionamentos.
Algumas corretoras foram convidadas a apresentar planos de ação. As companhias desse setor são bastante enxutas e têm, em geral, um só dono, o que as torna bastante ágeis. Em poucos meses, recebemos a visita dessas empresas e ficamos surpresos com os resultados.
Elas mexeram em suas estruturas, mudaram processos e implementaram várias iniciativas para melhorar a relação com seus funcionários, reduzir seus impactos ambientais e contribuir para a diminuição da pobreza.
“Participar das atividades nos ajudou a formar a consciência de que a sustentabilidade tem tudo a ver com o que fazemos. E que, cada vez mais, precisamos avaliar melhor quem financiar e onde vamos aplicar nossos recursos”, comenta a executiva da Link, Sandra Moura de Andrade.
Contribuição para o desempenho da empresa:
Ao aproximar as corretoras de valores da sustentabilidade, engajamos um segmento que ocupa uma posição estratégica em nossos negócios. As corretoras operam com nossa mesa proprietária, que faz a precificação de diversos produtos do Banco e o trading de vários ativos do mercado. Essa é uma atividade de grande impacto em nossas operações.
Trabalhando com corretoras que são líderes de mercado também em sustentabilidade, reforçamos ainda mais nosso sistema de governança, ampliando a segurança em relação a essas empresas e prevenindo riscos que possam impactar nossos negócios ou comprometer nossa imagem.
Um benefício adicional é que, ao criar condições para operarmos mais tempo com uma mesma corretora, podemos reduzir custos, ganhando força para negociar taxas menores em troca de maiores volumes.
O projeto representa um novo marco de inovação, consolidando nosso posicionamento de liderança em sustentabilidade no setor financeiro. É a primeira vez, em nosso país, que corretoras de valores passam por um processo de qualificação que leva em conta critérios sociais e ambientais. Também é a primeira vez que elas são mobilizadas para considerar o tema em suas estratégias de negócios.
“Um banco comercial usando seu poder de influência para ajudar a reconectar o mercado, fazendo-o caminhar na direção sustentabilidade representa uma importante inovação. Não se trata da visão de lucro no curto prazo nem mesmo da visão da performance social, ambiental e financeira direta da instituição. Trata-se de um movimento para mobilizar a força positiva do capital, usando a profunda e complexa interação do bancos com o sistema econômico para apoiar o desenvolvimento sustentável no Brasil como pré-condição para a saúde do Banco Real no longo prazo” (depoimento de Leo Johnson, director da Sustainable Finance).
O projeto traz bons resultados também para as corretoras. As ferramentas que oferecemos ajudam essas empresas a disseminar os conceitos da sustentabilidade entre seus funcionários, melhorando sua performance social e ambiental e incorporando indicadores de sustentabilidade à gestão de pessoas e de resultados.
Elas são capacitadas para levar a visão da sustentabilidade para suas cadeias de relacionamentos e para inserir a sustentabilidade em seus produtos e serviços, inovando a maneira de atuar e contribuindo para alinhar os diferentes players do setor em torno do projeto de construção de um mercado melhor.
Por outro lado, o engajamento das corretoras de valores na sustentabilidade traz uma importante vantagem competitiva para essas empresas, contribuindo para reforçar seus sistemas de gestão, numa visão abrangente de risco, consolidando sua imagem no mercado.
Outro benefício direto é que, à medida que avança na performance no triple P e melhora seu posicionamento em nosso ranking, a empresa trabalha mais conosco e tem a possibilidade de aumentar seu faturamento.
Um exemplo de como isso ocorre na prática: a partir da qualificação, a corretora Convenção implementou melhorias e, nesse processo, acabou tornando-se mais conhecida dentro do Banco, realizando mais negócios conosco. No segundo trimestre de 2008, o valor de corretagem pago por nossa mesa à Convenção havia crescido 30% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
“O Banco Real nos ajudou a perceber que todos são responsáveis por deixar um planeta melhor para as futuras gerações”, diz Eduardo Nogueira da Rocha Azevedo, diretor da Corretora Convenção, do Rio de Janeiro, que participou do processo promovido pelo Banco.
Gestão da prática:
O principal instrumento de gestão é o processo de qualificação das corretoras. Uma vez ao ano, aplicamos um questionário com 27 questões divididas em cinco módulos: governança, administrativo-financeiro, técnico-operacional, ambiental e social.
Fazemos visitas de checagem e, com base na performance em relação a esses tópicos, definimos o ranking das corretoras que irão operar mais ou menos conosco.
Ao longo do ano, monitoramos os indicadores que fazem parte do processo de qualificação e acompanhamos os volumes de negócios. Também acompanhamos, em reuniões e visitas periódicas, a implementação dos planos de ação das corretoras eventualmente rebaixadas no ranking.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
O engajamento das corretoras de valores na sustentabilidade está inserido no âmbito do Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade (“Práticas”, como chamamos o projeto internamente), que tem como um de seus objetivos a formação de redes para acelerar o desenvolvimento sustentável em nosso país.
O “Práticas” surgiu a partir de uma demanda de empresas que nos procuravam para entender em detalhes nossas práticas de sustentabilidade para provocarem a mudança em suas instituições.
Passamos, então, a fazer isso de forma estruturada. As informações sobre os principais programas, iniciativas e projetos voltados à gestão, desenvolvimento de negócios sustentáveis e investimentos sociais e culturais que implementamos nos últimos oito anos foram sistematizadas de modo que elas possam ser aproveitadas por empresas de qualquer ramo e porte.
Com o “Práticas”, colocamos à disposição do mercado tudo o que aprendemos, encurtando o caminho das empresas na direção de um mundo sustentável. No portal www.bancoreal.com.br/sustentabilidade estão disponíveis e-learnings, um banco de práticas, blog, informações e um cardápio de atividades presenciais, como palestras, oficinas de sustentabilidade e visitas à agência com construção sustentável.
Ao mesmo tempo, oferecemos um programa de treinamento presencial de médio prazo para nossos clientes corporativos e fornecedores, ajudando-os a implementar a sustentabilidade em seus negócios. Até o final de julho de 2008, quase 500 pessoas, representando cerca de 300 empresas, haviam participado das atividades presenciais do “Praticas”.
Criamos, com o programa, uma metodologia para reproduzir essa abordagem, articulando empresas e, em alguns casos, setores inteiros, em “plataformas de diálogo e convergência”, em que as ações são definidas em conjunto com nossos parceiros, como ocorre no Grupo de Mercado de Capitais.
Apoiamos, por exemplo, a criação de um grupo multidisciplinar, formado por empresários, ONGs e governo, que busca soluções sustentáveis para a indústria madeireira de Belém (PA). Temos, no momento, outros dois grupos setoriais trabalhando nos mesmos moldes do Grupo de Mercado de Capitais: o de empresas de saúde, em Salvador (BA), e o de empresas de construção civil, em São Paulo.
A experiência tem sido multiplicada, com a criação de grupos de empresários, compostos por clientes de Middle Market e do Varejo e fornecedores, que se reúnem de modo sistemático para promover o intercâmbio entre si e compartilhar a trajetória de sustentabilidade do Banco Real. Hoje, temos quatro grupos organizados no Rio de Janeiro (RJ), em Campinas, no interior de São Paulo, em Belo Horizonte (MG) e no Recife (PE).
Outra iniciativa inédita no mercado nacional, a qualificação das corretoras com base em critérios sociais em ambientais, está amplamente difundida no Grupo de Mercado de Capitais, servindo de modelo para outras instituições.
O processo começa a ser aplicado na Corretora Santander, que faz parte do mesmo conglomerado financeiro ao qual pertence o Banco Real, e deverá ser estendido à Tesouraria do Santander, que opera com muitas corretoras de grande porte.
Em outro exemplo concreto, a BM&F Bovespa, que agora tem ações negociadas em bolsa, possui um programa de qualificação de corretoras, que contempla muitos dos itens que analisamos em termos de administração, governança e crédito, mas não considera os impactos sociais e ambientais. A instituição deverá remodelar seu programa para incluir os itens de sustentabilidade já exigidos por nós no processo de qualificação.
Portal Educação LTDA
PRSE – Fornecedores
Nome: Práticas de Gestão Socioambiental do Portal Educação: Fornecedores
Resumo da prática:
Sobre a Empresas e os Serviços
O Portal Educação (www.portaleducacao.com.br) é uma empresa que trabalha com e-Learning (educação a distância pela internet) desde 2001. Já treinou e atualizou milhares de pessoas em todo o mundo, num total de 56 países, como Brasil, Portugal, EUA, Angola, Japão, Reino Unido, Cabo Verde e Alemanha. Possui mais de 200 cursos livres nas mais variadas áreas, mais de 200 mil profissionais/acadêmicos cadastrados. É formado por 15 sites associados e um site institucional (relação completa em:
http://www.portaleducacao.com.br/educacao/principal/sites_associados.asp), que juntos recebem mensalmente cerca de 15 milhões de páginas impressas, e cerca de 1,5 milhões de internautas. Sozinho recebe mais visitas que o Shopping Center de Curitiba (com 180 lojas). Possuímos um percentual de satisfação acima de 98% por nossos serviços. Ao longo dos anos, muito planejamento e investimentos próprios foram feitos, fazendo dela o que é hoje: uma das maiores neste segmento no mundo. Vídeo institucional: http://www.portaleducacao.com.br/arquivos/institucional/videos/video.asp?show=institucional .
Resumo da Prática
Nossa filosofia de práticas de gestão para fornecedores e parceiros está relacionada em nossa missão, visão e valores, e à Seção 3º dos Princípios Empresariais desenvolvidos pela Mesa Redonda de Caux Roundtable, onde estabelecemos parâmetros de relacionamento com estas partes interessadas.
Nossos Fornecedores são classificados por tipos de fornecimentos. Temos assim os fornecedores pessoas físicas, representados pelos conteudistas/tutores de materiais didáticos, e pessoas jurídicas (representados pelas empresas). Nossos parceiros são representados pelos sites e blogs afiliados à empresa.
Ambos passam por critérios de qualificação, antes de prestarem serviços ou parcerias com o Portal Educação, critérios estes, especificados em procedimentos operacionais padrão aliados à nossa Política de Valores e Princípios de Governança Corporativa e à nosso Programa de Parcerias.
Desta forma a empresa pretende manter relações estáveis e duradouras com nossos fornecedores e parceiros a assim facilitar o envolvimento em conjunto em projetos socioambientais e parcerias sustentáveis.
Relevância e viabilidade:
A filosofia de nossa prática e as razões de uso da mesma, está relacionada em nossa missão, visão e valores, à Seção 3º dos Princípios Empresariais desenvolvidos pela Mesa Redonda de Caux Roundtable que procura expressar uma regra mundial, teremos as seguintes responsabilidade mediante as partes envolvidas, desta seção destes princípios, no caso em relação a nossos fornecedores e Parceiros (sites Afiliados):
• Procurar justiça em todas as nossas atividades, incluindo preços, autorizações e direitos de venda;
• Assegurar-se que nossas atividades empresariais estão isentas de coerção e litígios desnecessários, promovendo sempre a livre competição;
• Alimentar a estabilidade de longo prazo no relacionamento com o fornecedor, cultivando valores, qualidade e confiança;
• Trocar informações com os fornecedores e integrá-los em nosso processo de planejamento, de modo a estabelecer relações estáveis;
• Efetuar pagamentos aos fornecedores em dia e em obediência aos prazos ajustados;
• Procurar, encorajar e preferir os fornecedores e sub-contratantes cujas práticas de emprego respeitem a dignidade humana.
Principal Programa e Políticas da Empresa para esta prática:
• Programa de Parcerias
• Política de Valores e Princípios de Governança Corporativa
Assim, para atingir estes compromissos, procuramos focar nossos aspectos de Práticas por meio de requisitos, objetivos e indicadores. Uma vez definidos os processos principais e seus requisitos, são determinados os requisitos aplicáveis para os processos de apoio, seguindo a mesma linha de trabalho dos processos principais. Neste caso, as necessidades são direcionadas pelos processos principais, em análises constantes para determinação dos requisitos para os processos de apoio. Assim temos:
Para fornecedores em seu primeiro contato consulta-se o site da Receita Federal, isentando a possibilidade de algum problema referente à legalização, bem como a Caixa Econômica Federal e INSS, através dos sites. Envia-se uma declaração de sustentabilidade ao fornecedor, para que assine, confirmando que não possui trabalho escravo, menor sem registro, trabalhador informal, desrespeito às normas ambientais, e outros atos ilegais ou considerados não sustentáveis.
Para parceiros (afiliados), além dos canais de 0800, chat, e-mail utiliza-se correspondência e/ou contato direto em reuniões na empresa ou em eventos presenciais. Foi criado um ambiente interno exclusivo para os sites afiliados (parceiros), permitindo que os mesmos tenham um contato e acompanhamento exclusivo com os mesmos, de forma transparente e amigável. Efetuamos videoconferência para maior aproximação e segurança do nosso parceiro afiliado.
Conforme delimita a Política de Valores e Princípios de Governança Corporativa, nossos parceiros (afilliados) são tratados com justiça em todos os aspectos de transações de negócios, incluindo um alto nível de serviços e soluções para eventuais desagrados.
Desta forma, o Portal Educação, mantêm uma postura ética e transparente em todas as atividades e relacionamentos de negócios. Anualmente divulgamos nosso balanço social, como um instrumento que visa dar maior transparência às atividades empresariais e ampliar o diálogo da organização com a sociedade.
Na elaboração/Aquisição de Apostilas por fornecedores pessoas físicas, busca-se: qualidade e originalidade do material - Garantir satisfação e expectativas do cliente. Indicador: Número de clientes que consideram que foram atendidas as expectativas.
Na produção de Cursos: Criatividade, originalidade, recursos tecnológicos. Tornar o estudo mais atrativo e dinâmico. Indicador: Número de clientes que consideram positiva a apresentação dos cursos.
Recursos Tecnológicos e Multimídia - Busca de novas tecnologias aplicáveis ao nosso processo de produção, gestão, gerenciamento da aprendizagem e avaliação por meio de indicadores. Modernização. Atendimento às nossas demandas e expectativas tecnológicas do mercado e dos clientes. Indicador: Número de inovações, implantações, execuções de recursos tecnológicos na empresa.
Ombudsman : Agir em defesa imparcial pelos clientes. Garantir o relacionamento com os clientes junto ao SRC. Indicador: Número de críticas e sugestões recebidas e as devidas ações tomadas:
• Relatório da avaliação realizado ao término de cada curso.
Novos Negócios: Análise e obtenção de novos clientes pelo Programa Afiliado. Aumento da participação de mercado nos segmentos de interesse Número de sites afiliados associados por mês.
Recursos Humanos: Capacitação e desenvolvimento adequado das funções da força de trabalho. Melhoria constante no atendimento com qualidade. Cumprimento de metas. Atendimento às expectativas dos clientes. Relatório de satisfação dos colaboradores. Evolução do Desempenho Profissional e de Produtividade Individual e Organizacional (obtido por relatório).
Divulgação: Despertar o interesse de mercado. Ampliar nossos serviços e marca. Número de matérias e divulgações feitas por nossa assessoria de imprensa.
Jurídico: Preservar e defender os interesses e Manter a empresa de acordo com as normas legais. Defender os interesses da empresa. Propor melhorias de forma pró-ativa aos interesses da organização.Número de processos, consultas, e melhorias recomendadas pela assessoria jurídica.
Como resultados obtidos são expressivos, como o crescimento do número de sites afiliados (parceiros) e fornecedores pessoas físicas e jurídicas qualificadas. No item “Resultados Alcançados” são apresentados de forma mais detalhada os resultados.
Não houve incentivos federais, estaduais ou municipais para execução das mesmas, todos os investimentos foram de recursos próprios da empresa.
Resultados alcançados:
Similar a outras práticas de gestão aplicadas às partes interessadas, as implantação das práticas de gestão aplicadas para consumidores e clientes, a empresa seguiu a seguinte ordem cronológica:
• Definição valores, políticas e parâmetros junto com representantes das partes envolvidas: fev.2003 – mar./2003;
• Produção de mecanismos de mensuração e de avaliação para práticas: abr./2003 – jun./2003;
• Sensibilização e comunicação do público interno: jul./2003.
• Início da aplicação das práticas e políticas: ago./2003.
• Monitoramento constante e revisão conforme necessidades com treinamentos constantes: ago./2003 à atual.
Os principais resultados e benefícios obtidos pela prática em questão a exemplo das outras práticas da empresa foram superiores aos resultados inicialmente esperados, os quais descrevemos abaixo:
• Número de sites afiliados em parceria com a empresa: 788 sites afiliados;
• Número de Fornecedores conteudistas de materiais didáticos com contrato firmados com a empresa (pessoas físicas): 151;
• Número de fornecedores pessoas jurídicas em parceria com a empresa: 43;
• Número de Parceiros Diamond (estratégicos) com a empresa: 10 Diamonds;
• Percentual de fornecedores conteudistas de materiais didáticos qualificados com base nos padrões éticos, responsabilidade e legal adotados: 100%
• Percentual de fornecedores pessoas jurídicas qualificadas ou em fase de qualificação com base nos padrões éticos e de responsabilidade socioambiental adotados: 100%
• Número de contratos negociados com conteudistas de jan./2008 à ago./2008: 302
• Percentual de fornecedores pessoas jurídicas qualificadas ou em fase de qualificação com base nos padrões éticos e de responsabilidade socioambiental adotados: 100%
Envolvimento com os públicos de interesse:
Todos os colaboradores da empresa são envolvidos nesta prática. Entendemos da necessidade em divulgar nossos princípios, valores e práticas à toda a força de trabalho, pois é necessário que se crie a consciência de que todos precisam trabalhar e lutar por uma “causa”, temos que motivar nossos talentos a “lutar” por uma causa que é a Visão da empresa empregando os Valores como ferramentas e nossa missão como próposito de vida.
Fornecedores – Interação de forma ética e profissional. São apresentadas de forma detalhada aos fornecedores nossas políticas e necessidades. Uma vez qualificados, os fornecedores acordam com a empresa por meio de contratos, as necessidades e descrição detalhada dos serviços solicitados. Nos sites mantidos pela empresa dispomos da sessão de “Oportunidades”, meio pela qual mantemos comunicação inicial com os fornecedores. Assim temos os fornecedores pessoas jurídicas (representados pelas empresas) e pessoas físicas (representados pelos conteudistas, também conhecidos por tutores de material didático). Ambos são qualificados antes de prestarem serviços para a empresa.
São um público estratégico para as empresas e devem ser considerados com atenção, em um modelo de gestão sustentável. Um dos objetivos desse relacionamento deve ser alinhar os valores da empresa com os dos fornecedores. O desafio é como mobilizar e comprometer essa cadeia com os ideais e os valores compartilhados.
A premissa parte de que nada adianta uma empresa internamente incorporar práticas de sustentabilidade, se seus fornecedores não a acompanham nessa missão. Questões trabalhistas, fiscais e ambientais.
Um benefício de um relacionamento sustentável é que, no longo prazo, uma empresa que tem uma boa imagem com seus fornecedores tende a ter melhores condições de preços e pagamento, pois o fornecedor não precisa embutir margem de risco em seu custo final. Parcerias duradouras e que trazem inovação para ambas as partes são a receita para a promoção da sustentabilidade.
Afiliados – Há um canal de comunicação exclusivo com os sites e blogs afiliados ao Portal Educação que disponibilizam nossos cursos em seus ambientes virtuais. O relacionamento com os afiliados ocorre de forma mutuamente benéfica e aberta. Os mesmos acompanham por meio de ambiente virtual exclusivo a evolução de nossa parceria.
O afiliado efetua um cadastro em nosso site e analisamos todos os quesitos técnicos e idoneidade do mesmo. Liberamos para uma categoria de afiliação denominada Gold.
Na categoria Afiliado GOLD: possui link ou banner para o website.
Na categoria DIAMOND: possui website exclusivo com sistema de ensino a distância e com logomarca do afiliado, onde são avaliadas:
- Marca/branding/idoneidade
- Números de visitas
- Mailing
Contribuição para o desempenho da empresa:
Assim como as demais práticas, a relação desta prática de gestão com fornecedores e parceiros em relação com nossa missão, visão, valores e estratégias de negócio da empresa, assim com as sinergias entre a prática e o negócio principal e/ou as competências fundamentais da empresa, possuem um grau essencial.
Os aprendizados acumulados por esta prática são muito positivos, e são mensurados pelos indicadores da empresa ao longo do tempo, apresentando uma melhoria constante. Entre os quais podemos citar: número de novos sites afiliados (comissionados) com nossos cursos, número de fornecedores qualificados, número de contratos fechados, entre outros.
A prática do programa de afiliados esta distribuída da seguinte forma:
- Agregar serviços ao site – mais de 200 cursos a distância em diversas áreas;
- Ganho de comissão sobre as vendas geradas pelo sites;
- Não existe custo de adesão;
- Acesso ao relatório de vendas em tempo real;
- Acompanhamento de tutoria e logística.
- Website exclusivo com sistema de ensino a distância e com a logomarca (parceiro Diamond).
Gestão da prática:
No projeto dos processos principais e de apoio do negócio, a empresa considera os processos já existentes e formulados na forma de procedimentos operacionais padrão (POP´s), tendo nossas políticas norteando as atividades.
A empresa segue um fluxograma previamente estabelecido, com o objetivo de criar planejamentos e processos que oferecem subsídios para atender as expectativas de satisfação e qualidade de nossos clientes. Os processos principais e de apoio do negócio são avaliados de acordo com seus indicadores e passam por reformulações e adaptações conforme necessidade.
Como controle e monitoramento dos resultados, cada POP tem seu indicador previamente delimitado, garantindo que o padrão de trabalho seja cumprido e possa ser supervisionado e monitorado. A empresa utiliza ainda Checklists para lançamento de novos cursos, onde cada colaborador executa as responsabilidades a ele determinada, e dois tutores dão parecer favorável em caso de conformidades com nosso padrão de trabalho.
Todos os fornecedores e parceiros (sites afiliados), são previamente qualificados, existindo um procedimento operacional padrão para isto, que segue a linha de valores da empresa, abominando práticas ilegais de trabalho, entre outros.
Em resumo, os fornecedores pessoas jurídicas são avaliados nos aspectos legais, custo/benefício para a empresa e recursos tecnológicos, os quais seguem:
Aspectos Legais:
• Registro Legal junto à Junta Comercial do respectivo estado;
• Registros e declarações negativas com a Receita Federal;
• Registros e declarações negativas com a Previdência Social e órgãos afins;
• Não possuir pendências com órgãos de crédito, bancos e outros;
• Assinar e manter compromisso com a Declaração de Sustentabilidade (produzida pelo Portal Educação e disponibilizando o contato de três referências para confirmação dos serviços prestados);
• Autorização Funcionamento junto a prefeitura municipal (para prestadores de serviços);
• Autorização Funcionamento junto ao estado (inscrição estadual);
• Certificação Boas Práticas Fabricação Produtos (quando for o caso);
• Alvará Vigilância Sanitária (para empresas afins);
• Registro Ministério da Saúde (em caso de produtos para saúde);
• Certificação no Conselho Regional Profissional da empresa (para empresas afins);
• Certificação Iso (conforme a necessidade).
Custo/Benefício para a empresa:
•Serviços com qualidade e viabilidade para empresa (preço justo);
•Sistemas e formas de pagamento flexíveis e variáveis;
Recursos Tecnológicos:
•Suporte técnico acessível
•Atendimento rápido
•Conceito e atuação no mercado
Os fornecedores pessoas físicas são avaliados nos aspectos de interesse e análise curricular, antes de prestarem serviços para a empresa:
Interesses da empresa:
• Nível de interesse dos clientes sobre o tema do curso a ser elaborado;
• Pesquisas de Mercado;
• Tendências e Necessidades;
Análise Curricular:
• Docência;
• Experiência profissional;
• Especialização Lato sensu Stricto sensu;
• Experiência em gerência, direção, coordenação;
• Palestras, cursos e congressos ministrados;
• Produção científica e tecnológica;
• Organização ou coordenação de eventos;
Os parceiros (sites afiliados) são avaliados nos seguintes aspectos, antes de prestarem serviços para a empresa:
- Idoneidade do site/blog (parceiros Gold e Diamond)
- Marca/branding/Relevância (parceiro Diamond)
- Números de visitas (parceiro Diamond)
- Mailing (parceiro Diamond)
Uma vez qualificados, os fornecedores e parceiros possuem canal específico com a empresa, por onde podemos manter as relações corporativas. No caso de parceiros (afiliados) ambiente on-line próprio. No caso de fornecedores, departamento específico para acompanhá-los.
A periodicidade de avaliação e monitoramento é conforme a demanda de necessidades, e periodicamente pelo menos uma vez no ano, para fornecedores e parceiros já qualificados.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
De maneira similar às outras práticas, divulgamos informações decisões e intenções de maneira clara e acessível a todos os públicos que se relacionam com a empresa, cada qual com seu canal de comunicação previamente definido.
Para comunidade e clientes, utilizamos variadas formas de comunicação, como 0800, atendimento via chat, entre outros descritos em relatório específico;
Para fornecedores e parceiros (afiliados), além dos canais acima, utilizamos correspondência e/ou contato direto em reuniões na empresa ou em eventos presenciais.
Para colaboradores, além de todos os canais acima, utilizamos: Reuniões, workshop, fóruns, apresentações, informativo interno, videoconferências internas, mensagens eletrônicas (grupo de e-mail), intranet (mural eletrônico), mural físico, agenda corporativa on-line.
Desta forma, o Portal Educação, matem uma postura ética e transparente em todas as atividades e relacionamentos de negócios. Anualmente divulgamos nosso balanço social, como um instrumento que visa dar maior transparência às atividades empresariais e ampliar o diálogo da organização com a sociedade.
Banco ABN Amro Real S.A.
PRSE – Consumidores
Resumo da prática:
Há oito anos o Banco Real vem aprofundando a inserção da sustentabilidade na gestão e nos negócios. No esforço para conjugar bons resultados econômicos, sociais e ambientais, inovamos nosso jeito de atuar, com uma série de práticas que se tornaram referência no setor empresarial brasileiro. Nos últimos anos, temos difundido nossos aprendizados e experiências com outras empresas e demais públicos que se relacionam conosco.
Em 2007, vimos que era hora de acelerar esse processo, alcançando mais pessoas e mobilizando mais empresas no caminho da sustentabilidade, de modo a provocar mudanças substanciais no modelo de negócios em voga em nossa sociedade.
Com esse objetivo, lançamos, no final do ano passado, o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade. Por meio de cursos e outras atividades presenciais e de uma série de ações online disponíveis no portal www.bancoreal.com.br/sustentabilidade, temos compartilhado tudo o que aprendemos em nossa jornada na sustentabilidade com nossos clientes, fornecedores e a sociedade, encurtando o caminho das empresas na direção de um mundo sustentável.
Por meio do “Práticas”, como chamamos o projeto, temos impulsionado a formação de grupos de empresários, executivos e lideranças dos setores público e privado, que se reúnem para trocar experiências e encontrar seu próprio jeito de inserir a sustentabilidade em seu cotidiano.
Até julho de 2008, engajamos cerca de 300 empresas de diferentes portes em um processo estruturado de discussão sobre o tema.
Relevância e viabilidade:
O que nos move na jornada para inserção da sustentabilidade nos negócios é a visão de construir “Um novo banco para uma nova sociedade”. Começamos a trabalhar nessa direção em 2001, com a proposta de resgatar o papel dos bancos como agentes do desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Nos últimos anos, temos avançado na criação de um modelo de negócios verdadeiramente sustentável, aumentando a geração de valor para o mercado e a sociedade. Não chegamos aqui sozinhos. Nossos clientes, funcionários, acionistas e fornecedores têm participado dessa construção.
Junto com nossos stakeholders, reunimos uma grande experiência em sustentabilidade, criando referências para as empresas que, como nós, acreditam que os negócios, mais do que lucro, podem produzir uma sociedade melhor.
A cada dia, mais e mais organizações aderem a esse movimento, mas ainda prevalece no mundo dos negócios o imediatismo na busca de resultados. “Já não estamos sós, mas teremos tido sucesso quando formos vistos como pioneiros na adoção de uma visão praticada por muitos”, resume o presidente do Banco Real, Fabio Barbosa.
É essa a perspectiva que nos levou a estruturar o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade (“Práticas”). Com ele, queremos acelerar esse processo, trazendo mais organizações para somar-se à construção de um novo modelo de negócios, que seja bom para as empresas e para a sociedade.
O “Práticas” surgiu a partir de uma demanda da própria sociedade. Nos últimos anos, em razão do reconhecimento de nossas práticas, vínhamos recebendo um número cada vez maior de pedidos de empresas interessadas em conhecer melhor nossas ações. Tínhamos, também, uma forte demanda para compartilhar nossas experiências por parte de formadores de opinião e lideranças da sociedade. Passamos, então, a fazer isso de forma estruturada.
Sistematizamos as informações sobre os principais programas que implementamos nos últimos oito anos, de modo que elas possam ser aproveitadas por empresas de qualquer ramo e porte. Convertemos nossas práticas em módulos de treinamentos presenciais e online e passamos a oferecê-los, gratuitamente, às empresas que se relacionam conosco e ao público em geral.
Também consolidamos e passamos a divulgar uma série de experiências bem-sucedidas de outras empresas e instituições (clientes, fornecedores e ONGs que estão conosco em projetos sociais, por exemplo), para que elas sirvam de referência para organizações que desejam trilhar a sustentabilidade.
O “Práticas” nasceu no final de 2007, com o objetivo de facilitar a compreensão dos temas da sustentabilidade, fornecer um repertório de histórias ligadas à inserção de práticas sustentáveis no mundo dos negócios, estimular a participação e o debate sobre o tema. Outro objetivo é a formação de redes para viabilizar a troca de experiências.
O projeto teve origem em um trabalho que iniciamos em 2005. Atendendo às solicitações de clientes, que chegavam até nós por meio dos gerentes de relacionamento, começamos a promover encontros regionais, nos quais reuníamos certo número de organizações para contar o que estávamos fazendo. Naquele ano, promovemos 12 desses eventos.
Nesses encontros, os clientes pediam mais informações sobre como inserir a sustentabilidade em suas empresas. Passamos, então, a oferecer um workshop sobre sustentabilidade. O primeiro workshop foi realizado no Rio de Janeiro em 2006 e contou com a presença de 80 lideranças de empresas de nosso segmento de Middle Market.
Ainda em 2006, começamos a dialogar com empresas, governo e ONGs do Pará e apoiamos a criação de um grupo multidisciplinar, que se dedica a buscar, conjuntamente, soluções sustentáveis para a indústria madeireira da região. No início de 2007, realizamos em Belém o seminário “Negócios Sustentáveis para a Floresta Amazônica – Experiências da Vida Real”, que contou com a participação de 50 empresários, representantes do poder público e ONGs que atuam na Amazônia.
O aprendizado resultante dessas duas experiências nos estimulou a rever a concepção e planejar o compartilhamento de nossas vivências. Identificamos, assim, a oportunidade de convidar nossos clientes para encontros que favorecessem a troca de vivências e engajassem as empresas no tema.
Em junho de 2007, articulamos a criação do Clube de Sustentabilidade de Minas Gerais, constituído por sete empresas que são clientes do Banco na região de Belo Horizonte. “Conseguimos entender melhor a sustentabilidade e como colocá-la em nossos processos”, explica Rodrigo Lima, diretor administrativo-financeiro da Companhia Industrial Fluminense (CIF). “O Banco tem uma metodologia bem definida para isso e a transferiu a nós. Antes, o conceito principal era o lucro. Hoje, está claro que cuidar do ambiente e das questões sociais é fundamental para a continuidade de nossa empresa.”
Foi a primeira iniciativa decorrente do novo modelo de engajamento e o pontapé inicial para o amplo processo de disseminação de práticas sustentáveis com envolvimento ativo de clientes (por eventos presenciais) e não-clientes (por meio da internet).
Resultados alcançados:
Em dezembro de 2007, lançamos o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade no portal www.bancoreal.com.br/sustentabilidade e estamos, progressivamente, ampliando seu conteúdo. Estão disponíveis no portal as seguintes atividades online:
• Cursos para aprofundamento em temas específicos, como Edificação Sustentável, Direitos Humanos e Diversidade.
• Banco de Práticas, onde são publicados relatos de experiências bem-sucedidas de empresas na busca da inserção da sustentabilidade no negócio.
• Discussão: fóruns, blogs e videochats, que promovem o debate sobre a prática da sustentabilidade.
No portal, nossos públicos podem se inscrever para participar das atividades presenciais colocadas à disposição pelo “Práticas”:
• Encontros de Sustentabilidade, em que líderes mundiais ministram palestras sobre os desafios e oportunidades da sustentabilidade. Em abril, realizamos um encontro com o teólogo Leonardo Boff, com 230 participantes. Em maio, trouxemos Ray Anderson, presidente da InterfaceFlor, que falou sobre sustentabilidade nos negócios para uma platéia com mais de 430 pessoas.
• Oficinas de Sustentabilidade, que oferecem uma introdução aos conceitos e estimulam os participantes a gerarem idéias para pôr a sustentabilidade em prática no dia-a-dia. De dez/07 a jul/08, foram realizadas oito oficinas, com 155 participantes.
• Palestras Institucionais – Eventos mensais nos quais apresentamos, debatemos e respondemos a perguntas sobre nosso jeito de fazer negócios. Entre dez/07 e jul/08, mais de 270 pessoas vieram conversar conosco.
• Visitas monitoradas à Agência Granja Viana, em SP, a primeira edificação concebida dentro dos conceitos de construção sustentável no Brasil.
Em dezembro de 2007, também iniciamos um programa de treinamento presencial de médio prazo (“A Prática Real de Sustentabilidade”) do qual participam, mediante convite, nossos clientes corporativos e fornecedores. O programa é composto por várias atividades sucessivas.
A primeira delas é o módulo “Caminhos e Desafios”, um curso com dois dias de duração em que apresentamos nosso processo de inserção da sustentabilidade na gestão e nos negócios. Distribuímos aos participantes desse evento um kit com as ferramentas que utilizamos, como o Modelo Educativo. O treinamento possibilita que, ao final, cada empresa desenhe sua própria rota para inserir a sustentabilidade no negócio e faça melhor proveito das ferramentas.
Cerca de dois meses depois, os presidentes das empresas que fazem o curso são convidados para um café da manhã com o presidente do Banco Real, Fabio Barbosa. A seguir, os participantes voltam a se encontrar em um café da manhã com a diretora-executiva de Desenvolvimento Sustentável, Malu Pinto.
O processo tem continuidade com o envolvimento dos participantes na rede de relacionamento do “Práticas”: eles passam a receber e-mails com novidades do programa e convites para eventos com especialistas. Em maio, por exemplo, trouxemos o consultor internacional Leo Johnson, da Sustainable Finance, para ministrar uma palestra para as empresas que participaram das três primeiras turmas do módulo “Caminhos e Desafios”.
Em outra frente, desenvolvemos um processo para articular empresas e, em alguns casos, setores inteiros, em plataformas de diálogo e convergência, em que as ações são definidas em conjunto pelos participantes.
Um exemplo é o Grupo Mercado de Capitais, criado em fevereiro de 2008. O grupo é formado pelas 23 corretoras de valores que operam com nossa área de Tesouraria e representantes da BM&F Bovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros) e da Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro). O grupo reúne-se periodicamente para trocar conhecimentos e disseminar a sustentabilidade entre seus integrantes.
Essa sistemática tem sido multiplicada, com a criação de outros grupos, como o de Construção Civil, em São Paulo. Também passamos a articular grupos de clientes de Middle Market e do Varejo nas regiões: temos, hoje, quatro desses grupos funcionando no Rio de Janeiro (RJ), em Campinas (SP), em Belo Horizonte (MG) e no Recife (PE).
Colocamos à disposição desses grupos oficinas e workshops sobre sustentabilidade, dando treinamento e suporte metodológico para que as empresas aprofundem esse percurso. Em julho, passamos a oferecer, também, o curso “Caminhos e Desafios”. A primeira turma reuniu cem pessoas no Rio de Janeiro, representando quase 40 empresas, governo e terceiro setor.
O “Práticas” tem provocado uma onda de transformação nas empresas, incentivando-as a reinventarem o modo de fazer negócios e a assumirem seu papel na disseminação da sustentabilidade. “Passamos a ter uma visão mais prática das possibilidades de articulação entre os pilares econômico, social e ambiental”, afirma Cristiano Miranda, diretor-executivo da Ladeira Miranda Engenharia e Construção, de Taubaté (SP), que participou da Oficina de Sustentabilidade ministrada ao Grupo de Construção Civil, em maio.
Um dos fatos destacados pelos participantes do “Práticas” é a importância do envolvimento da alta direção de suas organizações no programa. O representante da Fidelity, empresa fornecedora de serviços de TI, contou que sua empresa realizava ações esporádicas para conscientizar seus funcionários sobre questões ambientais, sem investimentos ou articulação estratégica. A virada ocorreu após a participação do presidente da companhia no café da manhã com Fabio Barbosa. Hoje, a Fidelity tem canais estruturados de discussão sobre o tema.
Outro benefício do programa é tornar mais evidente o papel de liderança dos empresários, gerando um efeito multiplicador da sustentabilidade na sociedade. “O grande mérito da iniciativa é formar, entre o empresariado, lideranças conscientes e com uma nova visão de gestão na ótica da sustentabilidade”, diz Maria Virgínia Fróes Schettino, diretora da empresa TSA Tecnologia de Sistema de Automação, integrante do Clube de Sustentabilidade de Minas Gerais.
Os encontros entre as empresas, no âmbito do “Práticas”, têm se convertido em um espaço privilegiado para troca de informações entre os participantes e, até mesmo, para a realização de negócios sustentáveis. “Saí do curso com entrevistas agendadas para falar sobre negócios com a Ornare, Cerâmica Gyotoku e Grupo Orsa”, conta o diretor-executivo da Bricket, empresa que produz briquetes a partir de resíduos de madeireiras e serrarias certificadas pelo FSC, que participou da 5ª turma do curso “Caminhos e Desafios”, em agosto.
Envolvimento com os públicos de interesse:
Com o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade, desenvolvemos uma metodologia inovadora de engajamento de stakeholders, aprofundando a mobilização de nossos públicos em torno da sustentabilidade.
Envolvemos no “Práticas” todos os nossos públicos de relacionamento e criamos uma série de ferramentas de comunicação para facilitar este processo:
• O site de sustentabilidade (www.bancoreal.com.br/sustentabilidade), que conta com um blog para proporcionar interação com o público.
• Seção de sustentabilidade na intranet, um ambiente interativo que promove o compartilhamento de informações entre os funcionários do Banco e estimula sua participação.
• Temos duas newsletters mensais, uma voltada aos clientes e fornecedores engajados nas atividades e outra dirigida aos gerentes de relacionamento e gestores de contrato de empresas fornecedoras que participam do programa.
• Temos, ainda, boletins mensais com relato das atividades para os conselheiros e para os profissionais do Banco envolvidos no “Práticas”.
Com o portal de sustentabilidade, alcançamos um público mais diverso, tanto pessoas físicas quanto profissionais de outras empresas interessados em conhecer nossas práticas. Em 31 de julho de 2008, tínhamos quase 1,5 mil pessoas cadastradas (47% clientes e 53% não clientes) para realizar nossos cursos online de Edificação Sustentável, Direitos Humanos e Diversidade.
No programa de treinamento presencial participam empresas de grande, médio e pequeno porte. Nos grupos de sustentabilidade, o trabalho é centrado nos clientes do Middle Market (companhias com faturamento anual entre R$ 60 milhões e R$ 150 milhões) e nas empresas com faturamento até R$ 60 milhões, que são atendidas por nossa rede de agências em todo o país.
Entre dezembro de 2007 e agosto de 2008, quase 500 pessoas (presidentes, diretores e outros executivos), representando cerca de 300 empresas, participaram das atividades presenciais e passaram a integrar a rede do “Práticas”.
Contribuição para o desempenho da empresa:
O Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade tem contribuído para a realização de negócios cada vez mais sustentáveis, que trazem resultados para o Banco, contribuem para a melhoria da performance socioambiental de nossos clientes e geram benefícios para a sociedade.
O programa aproxima nossas equipes da realidade das empresas engajadas no programa, facilitando a identificação de oportunidades para financiar melhorias ambientais e outros projetos de sustentabilidade dos clientes.
Com isso, temos aumentado cada vez mais nossas carteiras de financiamentos para sustentabilidade, fundos de investimentos socialmente responsáveis e outras soluções financeiras sustentáveis.
Outra importante contribuição do “Práticas” é o fortalecimento do relacionamento com os clientes, trazendo sua fidelização:
“Os clientes do Clube de Sustentabilidade de Minas Gerais passaram a enxergar nosso banco como um parceiro estratégico. Tornamo-nos o principal banqueiro da maioria das empresas do Clube”, afirma Ricardo Sá, coordenador do Middle Market em Belo Horizonte.
“Os Correios são um grande parceiro do Banco Real e, com o Práticas, nosso relacionamento se fortaleceu ainda mais. Construímos uma importante relação em negócios e, também, em sustentabilidade”, diz Valdir Ferraz, superintendente regional do Setor Público.
“O processo foi essencial para que vencêssemos, recentemente, uma licitação para oferta de empréstimo consignado aos servidores do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, E já começam a surgir outras oportunidades de negócios”, comenta a gerente de relacionamento Elizabeth de Meireles Moura.
Com o programa, também reforçamos a sustentabilidade como um diferencial competitivo, que tem se refletido no crescimento de nossa Organização. Em 2007, mesmo em meio ao processo de troca de acionistas do ABN AMRO para o Santander, obtivemos um lucro líquido 45% maior do que o do ano anterior.
Gestão da prática:
O Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade possui um Conselho Consultivo que representa nossos diferentes públicos e é formado por 14 líderes de expressão, como Alexandre Hohagen (Google), Ricardo Young (Ethos), Helio Mattar (Instituto Akatu), Rogério Amato (secretário de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo), Mario Monzoni (Centro de Estudos em Sustentabilidade-FGV), Claude Ouimet (InterfaceFlor) e Fabio Barbosa (Banco Real), entre outros.
O Conselho reúne-se três vezes ao ano para acompanhar o andamento das iniciativas e pensar o futuro, contribuindo com o direcionamento estratégico das ações.
O “Práticas” está sob a coordenação da Diretoria de Desenvolvimento Sustentável do Banco Real. A área possui 60 funcionários que atuam como consultores internos e externos, dando um suporte qualificado à disseminação da sustentabilidade. Metade do tempo desses profissionais é dedicada aos clientes corporativos e fornecedores. Além disso, mobilizamos no programa profissionais de áreas específicas, como Diversidade, Ecoeficiência e Risco Socioambiental.
A equipe da Diretoria de Desenvolvimento Sustentável realiza reuniões de planejamento trimestrais, em que são acompanhados os indicadores atualmente utilizados: número de empresas e participantes e resultados das avaliações feitas ao final de cada atividade.
Em julho, concluímos o desenvolvimento de um conjunto de indicadores que nos permitirá aprofundar a gestão, monitorando os resultados do “Práticas” para o Banco e seu impacto para as empresas engajadas e mensurando a evolução da sustentabilidade em seus negócios.
As atividades do “Práticas” também são monitoradas pelo Conselho de Sustentabilidade, um colegiado com líderes de todas as vice-presidências e diretorias executivas do Banco Real, que tem a responsabilidade de gerir e acelerar a disseminação da sustentabilidade nos negócios.
Em 2007, na fase de planejamento das ações, contamos com o suporte de uma consultoria (Terra Fórum) para desenhar nossos principais processos. Com freqüência, recorremos a outros parceiros para validação acadêmica ou para desenvolvimento dos conteúdos didáticos dos programas.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
Com o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade, sistematizamos nossas práticas e iniciativas bem-sucedidas de nossos parceiros, de modo que elas possam ser disseminadas em nossa rede de relacionamentos.
Também sistematizamos um processo de engajamento inovador, em que nossos gerentes de relacionamento e gestores de contratos de fornecedores têm um papel essencial na mobilização dos clientes. Assim, constituímos uma rede de sustentabilidade que tem sido ampliada, dentro e fora do Banco, replicando as práticas e incentivando outras empresas a participarem dessa jornada.
A experiência pode ser reproduzida por outras organizações, servindo de base para que outras empresas mobilizem suas cadeias em torno da proposta de construir um novo modelo de negócios e uma nova sociedade.
Geha Comércio de Sistemas de Informática Ltda
PRSE – Consumidores
Nome: Pesquisa de Satisfação - Ferramenta de Melhoria Contínua
Resumo da prática:
A GEHA SISTEMAS ESPECIALISTAS é uma empresa de informática,sediada em Curitiba-PR.
Seus fundadores trabalham desde 1986 no desenvolvimento do software URÂNIA, solução para elaboração de horários escolares.Por desenvolver um SISTEMA ESPECIALISTA,sua preocupação é conhecer o mercado onde atua,garantindo a satisfação dos usuários de seu produto,tornando-os parceiros e multiplicadores da marca.Desde o início formal da empresa, verificou-se a necessidade da comunicação direta com o usuário final, pois somente o contato próximo com ele daria subsídios para o crescimento da empresa e sofisticação do produto com base nos reais desejos dos usuários.Assim, criou-se a prática chamada de PESQUISA ANUAL DE SATISFAÇÃO URÂNIA.Inicialmente, tratada como ferramenta de aferição de satisfação com o produto e conhecimento do mercado, hoje a prática é considerada a mais importante ferramenta gerencial da empresa.Aplicada anualmente na base de clientes, usando diversas formas de comunicação e possibilitando o retorno por fax,correio,internet ou telefone, a empresa usa as respostas para questionar sua comunicação com o prospect, nortear a conduta com seus clientes ativos e inativos, implementar novas funcionalidades ao software de forma a satisfazer necessidades e desejos do mercado,detectar dificuldades com o uso do programa e agir na correção de falhas e implementar melhorias.Além disso, a empresa pode detectar novos concorrentes citados pelos usuários e monitorá-los.A GEHA trabalha como concentradora e difusora de conhecimento no assunto ELABORAÇÃO DE HORÁRIOS ESCOLARES, gerando cada vez maior índice de satisfação de seus usuários.Isso é possível porque mantém clientes em todo o Brasil,coletando sugestões que, após implementadas,vão solucionar problemas de seus clientes em todo o País. Assim, uma sugestão dada por uma escola do Norte,vai ajudar escolas do sul do País.
Relevância e viabilidade:
Por entender ser “FOCO NO CLIENTE” alguma coisa muito maior que um termo em moda entre os empresários, a GEHA tomou como filosofia e norma de conduta a “AÇÃO FOCO NO CLIENTE”. Para a empresa, é preciso “cheirar” o cliente; sentir sua proximidade e satisfazer seus anseios na medida em que assume uma responsabilidade como fornecedor de solução. É necessário cumprir o que o cliente entende por SATISFAÇÃO, esteja essa satisfação no patamar de dificuldade que estiver.
A GEHA, mesmo sendo uma pequena empresa sediada em Curitiba, sempre comercializou seu produto URÂNIA para todo o Brasil, atendendo por telefone inicialmente e, posteriormente aderindo à INTERNET. Nessa época, o contato com seus clientes era muito “distante” e frio. O público alvo eram as escolas das redes pública e privada. Nessas escolas, os coordenadores e diretores eram os usuários finais. Pessoas nem sempre habituadas com a rotina da tecnologia porém, com grande bagagem de experiência na elaboração de horários manualmente. E isso era uma característica que não poderia ser subestimada pela empresa. Os maiores beneficiados eram os professores e alunos que passariam a contar com um quadro de horários muito melhor elaborado na sua concepção pedagógica. A preocupação da empresa foi conseguir “falar a língua” desse grupo de pessoas. Era necessário agregar o conhecimento dos professores “fazedores de horários manualmente” ao negócio da empresa de tecnologia. Levar a sofisticação da informática ao nível exigido de simplicidade e clareza, respeitando as múltiplas inteligências abrigadas em uma instituição de ensino, sem menosprezar a cultura local. Assim, visando chegar mais próximo do usuário, tomá-lo como parceiro no desenvolvimento do produto e entender qual a necessidade de SATISFAÇÃO com o produto e empresa, foi criada a prática PESQUISA URÂNIA DE SATISFAÇÃO. Sua primeira versão foi aplicada no mês de março de 1996, na totalidade da base de clientes composta de aproximadamente 80 escolas. Naquela época, a pesquisa era dividida em duas partes. Uma dirigida à escola onde as questões eram voltadas a conhecer o usuário do software, saber o grau de familiaridade com a informática, mapear os tipos de equipamentos utilizados nas escolas, detectar pontos de dificuldades no programa, dificuldade com o sistema de proteção por hardware, etc. A outra parte era endereçada ao responsável para avaliar a qualidade do horário gerado. Nessa hora era importante saber o grau de especialização do usuário com a elaboração manual de horários, os sentimentos sobre os resultados obtidos, a satisfação dos professores da escola com relação ao horário final e ainda pedir sugestões de melhorias para o software. Essas pesquisas eram enviadas pelo correio e as respostas, recebidas por fax ou correio.Assim, os desenvolvedores puderam trabalhar com base na realidade dos usuários. A partir daí, surgiu a necessidade natural de implantação de um banco de dados de clientes na empresa. Os dados foram catalogados e trabalhados. Os sócios desenvolvedores fizeram inúmeras visitas a usuários do programa, visando conversar sobre cada problema citado nas pesquisas. Dessa forma, novas versões do produto foram sendo desenvolvidas anualmente e a relação entre empresa e consumidor final alcançou o desejado patamar de parceria. Esses contatos eram geralmente feitos diretamente com os usuários finais do software (coordenadores ou professores), com a anuência da diretoria da instituição de ensino e acompanhamento da equipe de informática (quando havia). Os demais professores de cada escola também eram ouvidos com relação à satisfação com os resultados finais dos horários gerados pelo URÂNIA pois, como é sabido, a classe de professores no Brasil, sofre com a necessidade de cumprir múltiplos turnos de trabalho em diferentes escolas. Com um horário melhor elaborado, sobra-lhe tempo para opções e conseqüente melhoria na qualidade de vida. Atualmente, a empresa conta com mais de 5.000 escolas usuárias do URÂNIA, na totalidade de sua base de clientes. Dessas, 1.500 estão dentro de contratos corporativos com secretarias de educação tanto municipais quanto estaduais e o acompanhamento é diferenciado, não participando das pesquisas rotineiras. As demais 3.500 escolas são consideradas clientes de varejo, pois aderiram ao URÂNIA através de contato direto com a empresa. Sabemos que 70% dessas novas adesões são fruto de indicação por parte das escolas usuárias que estão muito satisfeitas com o produto e empresa. Consideramos esse, um reflexo direto da qualidade da prática PESQUISA URÂNIA DE SATISFAÇÃO. Isso representa uma economia em publicidade e marketing da ordem de 30% do faturamento anual com novas aquisições, se considerarmos o “marketing boca-a-boca” a mais barata e confiável das práticas de convencimento. O crescimento anual é de aproximadamente 14,30% na captação de novos usuários no varejo. Porém, o maior reflexo da prática de PESQUISA no faturamento da empresa se dá no momento da renovação da licença de uso do software. Como a licença é válida pelo período de um ano letivo, anualmente, em novembro ou dezembro existe o processo de renovação de cada uma das 3.500 licenças do varejo. Após a implantação da Célula de Relacionamento para monitoramento exclusivo da satisfação dos usuários, a empresa vem aumentando consideravelmente o índice de renovação anual, refletindo diretamente no faturamento, tendo percebido um aumento na casa de 7,9% do volume de recebimentos anuais em verbas de renovação. Há dois anos, além de perguntas sobre a qualidade do produto, foram inseridas também questões sobre avaliação do atendimento do corpo funcional da empresa, visando a melhoria constante do relacionamento com o cliente, através da capacitação contínua, valorização da participação dos colaboradores no processo e conseqüente aumento nas taxas de renovação de licenças de uso do software. Com relação aos investimentos necessários para a aplicação da prática, podemos considerar que menos de 0,1% do faturamento anual com novas licenças, foram gastos diretamente no mecanismo de comunicação com o cliente para coleta de informações. Além disso, a empresa mantém uma célula de relacionamento com o cliente, composta de apenas duas pessoas responsáveis por coordenar os contatos pós-pesquisa com cada uma das escolas, dependendo de seu nível de satisfação e necessidade premente de atenção. Nesse momento, existe o envolvimento de todo o corpo de colaboradores, estagiários, gerências e direção no mesmo sentido. Todo o recurso financeiro e estrutural para a prática é da própria empresa, não sendo necessária a participação de investimentos de terceiros nem tampouco recorrer a programas governamentais de apoio à pequena e micro empresa ou às empresas de tecnologia.
Resultados alcançados:
Implantada em 1996,um ano após a criação formal da empresa, a PESQUISA URÂNIA DE SATISFAÇÃO vinha com questões para identificação pessoal e tipo de usuário URÂNIA,equipamento disponível nas escolas,problemas com o uso do software e iniciou a coleta de sugestões para a melhoria do produto.A seguir,a preocupação maior foi saber quais das funcionalidades implementadas com base nas respostas do ano anterior foram utilizadas.Houve a coleta de informações cadastrais da escola, para o banco de dados que era iniciado,solicitando mais sugestões de melhorias. Até 1999, a PESQUISA serviu para mapeamento de utilização e levantamento de “como” as sugestões do ano anterior serviram para as escolas.Em 2001, a empresa cria a ligação gratuita através de 0800. É um salto no volume de respostas a PESQUISA,já que as escolas não farão ligações interurbanas.Em 2003,os clientes passam a contar também com o recurso Internet para as respostas.Através de link divulgado via e-mail, bastava acessar o site da empresa (www.horario.com.br) e responder o questionário.Em 2005,a empresa passou a sortear licenças gratuitas para os respondentes. Estratégia usada até hoje para maximização no número de respostas. Em 2006, houve uma reestruturação da célula de relacionamento com o cliente, implantando roteiros mais claros e definidos para cada tipo de resposta dada nas pesquisas e tratamento diferenciado para os clientes pouco satisfeitos ou com alguma restrição ao uso do produto. Para detalhar esse processo, é apresentado abaixo cada caso especifico e forma de tratamento dado:
TENTO UTILIZA-LO MAS NÃO CONSIGO – Encaminhamento imediato ao SUPORTE TÉCNICO para resolução e acompanhamento. POUCO SATISFEITO e NÃO UTILIZOU AINDA – Célula de relacionamento entra em contato imediatamente com o cliente, via fone, para saber o motivo da insatisfação e encaminhar para solução.
Acompanhamento posterior até a utilização ou reversão de insatisfação. O CRM da empresa é atualizado a cada contato com o cliente.As respostas com reclamações técnicas e sugestões são encaminhadas para o Suporte Técnico e Desenvolvimento.
As escolas que sugerem funcionalidades que já existem no programa são constatadas para informação direta de como usar a funcionalidade citada. Sugestões de melhorias reais são encaminhadas aos desenvolvedores para análise de viabilidade e implantação. PESQUISA DE QUALIDADE DE ATENDIMENTO: Em caso de não satisfação com o atendimento, é verificado com o cliente e dado ciência ao colaborador envolvido e seus superiores hierárquicos para a melhoria na capacitação do colaborador. A conduta descrita é para que o colaborador citado redima-se junto ao cliente. Felizmente, esse é um fato inédito na história da empresa.Os depoimentos são selecionados, registrados no CRM e arquivados para publicação no site da empresa e uso nas comunicações publicitárias ou promocionais,mediante autorização da escola em questão.
Em caso de elogios nominais aos colaboradores ou aos setores, o fato é passado para a Supervisão de Qualidade Interna, para publicação no site interno da empresa visando divulgação entre os colegas e valorização do bom atendimento. O Recursos Humanos armazena a informação no cadastro do colaborador citado, o que conta pontos para o projeto de avaliação interna ( PROJETO O CARA). A cada final de ano, o colaborador que somar mais pontos no projeto de avaliação interna recebe premiação especial. Quando do desligamento da empresa, uma carta de referências, citando os elogios recebidos através da PESQUISA URÂNIA DE SATISFAÇÃO, é entregue ao colaborador.Como resultados diretos da prática, podemos afirmar que o monitoramento muito próximo de cada cliente através dos resultados da PESQUISA URÂNIA DE SATISFAÇÃO, tem garantido um aumento considerável na quantidade de escolas que renovam a licença do URÂNIA a cada término de ano letivo. Em 2005 tivemos 89,49% de usuários renovando a licença de uso; em 2006, 90,07% e em 2007 alcançamos o índice de 93,06% de retenção de clientes fiéis. Nossa meta é chegar aos 98% de fidelização na base de clientes varejo. O fato do colaborador receber benefícios tangíveis quando citados na PESQUISA DE ATENDIMENTO, leva a um esforço individual de trabalhar com a equipe como um todo e também alerta para a necessidade de aprimoramento pessoal constante. Como a empresa conta com 80% de seu quadro de colaboradores composto de estagiários em primeira colocação, esse é um reflexo bastante importante no que tange a formação desses futuros profissionais. A PESQUISA URÂNIA DE SATISFAÇÃO foi criada para conhecimento do mercado no qual a empresa se inseria naquele momento, coletar sentimento com relação ao uso da SOLUÇÃO URÂNIA.Com o passar dos anos, a prática mostrou-se organismo vivo dentro da organização e sua importância foi sendo reconhecida como crucial para o desenvolvimento da empresa, produto, clientes e colaboradores. Nesse sentido, a PESQUISA URÂNIA DE SATISFAÇÃO está sempre aberta para receber adequações conforme solicitadas pelo imenso publico envolvido em seu escopo. Para exemplificar de modo inconteste essa realidade, aqui estão alguns depoimentos coletados nas respostas das pesquisas:
EEEM BERNARDO PETRY - VALE REAL - RS
Nome: MARISA TERESINHA TEUSCHEL
Data da Resposta:15/04/2008
Resultados obtidos pelo urânia: Muito Satisfeito
Novidades na próxima versão: AS REIVINDICAÇÕES FEITAS NA PESQUISA DO ANO PASSADO, FORAM ATENDIDAS NESTE ANO.
COLÉGIO ESTADUAL IDÁLIA ROCHA – IVAIPORÃ – PR
Nome: JANE CESCONETO CAIRES
Data da Resposta:12/02/2008
Resultados obtidos pelo urânia: Satisfeito
Quanto ao atendimento: Muito Satisfeito
Comentário final: NO ANO ANTERIOR RECLAMEI DOS ITENS SUBLINHADOS E NESTE ANO COM A NOVA VERSÃO VCS ESTÃO ATENDENDO A TODOS OS GOSTOS. ISTO É AGILIDADE ASSOCIADA A COMPETÊNCIA. PARABÉNS!
COLÉGIO ESTADUAL ODETE BORGES BOTELHO – PITANGUEIRAS – PR
Nome: CLEIDE BUFATO
Data da Resposta:19/02/2008
Resultados obtidos pelo urânia: Muito Satisfeito
Quanto ao atendimento: Muito Satisfeito
Comentário final: PARABÉNS PELO PRONTO ATENDIMENTO VIA TELEFONE OU E-MAIL, FINALMENTE NO BRASIL EXISTE UM 0800 QUE NÃO NOS DEIXA FICAR ESPERANDO, OU TECLANDO VÁRIOS NÚMEROS SEM SUCESSO. REALMENTE TODA A EQUIPE DA GEHA MERECE MINHA ADMIRAÇÃO.
Envolvimento com os públicos de interesse:
Como beneficiários da PESQUISA SATISFAÇÃO,citamos os professores e alunos das 3.500 escolas usuárias do URÂNIA,cada uma com média de 500 alunos,na medida em que percebem seus horários melhor elaborados pedagogicamente. Isso porque, as sugestões de melhorias, vindas nas pesquisas são implementadas e distribuídas às escolas clientes. Outro beneficio é o acompanhamento da célula de Relacionamento e de Suporte da empresa, para plena utilização do produto. Os diretores e coordenadores de escolas têm mais tempo livre,uma vez que um horário de porte médio leva até 100 hrs para ser elaborado manualmente e, com o URÂNIA, no nível de sofisticação implementada baseado nas pesquisas, o mesmo horário tomará apenas quatro hrs.A satisfação dos professores com a qualidade do horário diminui os conflitos com a coordenaç&at ilde;o pedagógica/diretoria.São mais de 105.000 professores com melhor qualidade de vida.Para os alunos,a maior organizações nas escolas, horários prontos e aulas desde o primeiro dia letivo é uma grande vantagem. Estamos passando organização para mais de 1.750.000 crianças e jovens estudantes.Para a empresa, a PESQUISA SATISFAÇÃO, elevou o nível de motivação dos 30 colaboradores quando a satisfação dos usuários foram divulgados e considerados reflexo do bom atendimento da equipe. Outro fato,foi a inclusão da PESQUISA DE QUALIDADE DE ATENDIMENTO no escopo da PESQUISA SATISFAÇÃO.Os colaboradores viram seu trabalho reconhecido pelos clientes e valorizado pela empresa.A equipe de desenvolvedores passou a trabalhar mais focada nas necessidades de mercado, refinando o formato de melhorias. Recentemente a empresa firmou parceria de desenvolvimento tecnológico com o PUCTEC,em Curitiba. O conceito “PESQUISA DE SATISFAÇÃO - FERRAMENTA DE MELHORIA CONTÍNUA” será difundido no escopo do contrato de parceira, para as empresas parceiras do PUCTEC que se interessarem. Outra vertente de disseminação é um projeto,em parceira com a iniciativa privada,para desenvolver solução de CRM própria para escolas e trabalhar os clientes da GEHA, mostrando a importância da Pesquisa como ferramenta de melhoria. Embora a GEHA tenha um projeto de voluntariado no programa GEHA SOLIDÁRIA, na PESQUISA DE SATISFAÇÃO não existe trabalho voluntário.
Contribuição para o desempenho da empresa:
A MISSÃO da empresa foi modificada com a evolução da PESQUISA SATISFAÇÃO. Hoje, “Proporcionar aos clientes, internos e externo, qualidade de vida através da melhoria constante de seus produtos e serviços, transparência de ações e valorização das competências individuais”. Isso porque,a PESQUISA URÂNIA DE SATISFAÇÃO é um organismo vivo, dando a medida da penetração de mercado, os sentimentos com o uso do produto e qualidade de atendimento, norteando ações de marketing e divulgação. Podemos considerar que, após a fidelização de seus clientes, a empresa passou a investir mais nesses mesmos clientes.Isso porque, como aprendizado consideramos a manutenção de clientes satisfeitos, tornando-os multiplicadores da qualidade do software, nosso maior capital.Um trabalho bem feito nessa base de clientes tem sido capaz de ger ar grande número de novos clientes,vindos por indicação.E a valorização do bom atendimento,faz com que a empresa trabalhe para um único fim – A SATISFAÇÃO DO CLIENTE.
Gestão da prática:
Para a aplicação da PESQUISA, contamos com uma equipe de quatro pessoas, desenvolvendo estratégias e materiais,acompanhando resultados e distribuindo as situações para resolução. A ferramenta de CRM própria é peça fundamental para a uniformidade na comunicação. O atendimento após a resposta à pesquisa é cadastrado no CRM para ser gerenciado pela célula de Relacionamento. Em janeiro de cada ano, a base de clientes recebe a primeira comunicação solicitando que entre no site e responda a pesquisa.Quinzenalmente existe o envio de email comunicando a importância de responder a pesquisa e a possibilidade de ganhar anuidade grátis do URÂNIA. Três meses após o início da pesquisa via e-mail, é feita uma comunicação por folder impresso para as escolas que ainda não responderam. Com isso, conseguimos em torno de 49% de resp ostas, onde temos apenas 0,47% de usuários pouco satisfeitos com o software. Clientes recentes e que não respondem a pesquisa, são contatados via fone para coleta de satisfação. Isso porque, as chances de não renovação da licença é maior até o segundo ano de utilização. Avaliações são feitas a cada remessa de e-mail ou carta ao cliente, monitorando o índice de respostas. Esse acompanhamento é feito pela célula de relacionamento e gerência de marketing. No final do processo de PESQUISA, uma comparação com anos anteriores é feita pela diretoria da empresa, divulgando os resultados aos colaboradores e norteando decisões gerenciais no que tange ao desenvolvimento, melhorias, cobranças de renovações, divulgação promocionais e novos mercados.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
Findada a rotina anual da prática,os clientes são informados dos resultados via email, citando as melhorias implementadas na nova versão do URÂNIA, as escolas ganhadoras da anuidade grátis e as dúvidas mais freqüentes.Os resultado ficam disponíveis no site da empresa, com livre acesso.
Microsoft
PRSE - Comunidade
Nome: Programa Potencial Ilimitado - Parceiros na Aprendizagem
Resumo da prática:
A iniciativa Parceiros na Aprendizagem propõe a construção de uma educação pública de qualidade por meio de programas de formação de educadores que viabilizem a integração contínua e inovadora dos recursos do mundo digital de forma relevante ao cotidiano escolar. Focado no apoio a um processo de ensino e aprendizagem mais efetivo. A iniciativa faz parte do programa Potencial Ilimitado da empresa.
Ela atua no desenvolvimento do potencial de gestores, professores, estudantes e comunidade escolar, por meio de programas de formação que têm sua continuidade garantida graças a parcerias e colaborações de longo prazo com instituições e governos locais (federais, estaduais e municipais). Os principais eixos que estruturam o pilar de formação são os programas Aprender em Parceria, Aluno Monitor, Desafio Digital, e Gestão Escolar e Tecnologias.
Implantada em 2003, a iniciativa prevê que os conteúdos trabalhados sejam partilhados e às ações realizadas, replicadas. Além disso, trabalha com o reconhecimento das competências desenvolvidas, por meio de certificações e do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores.
Relevância e viabilidade:
A iniciativa Parceiros na Aprendizagem tem o compromisso de contribuir para a melhoria a qualidade da educação, ampliar a inclusão social por meio da inclusão digital e desenvolver avanços contínuos na integração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) à dinâmica escolar de forma relevante. Ele oferece programas de formação que desenvolvam habilidades específicas e apoio pedagógico e tecnológico para a capacitação de gestores, professores, estudantes e comunidade escolar.
São três as áreas de atuação da iniciativa: Alunos Inovadores, Educadores Inovadores e Escolas Inovadoras. No Brasil, escolas públicas de educação básica de 20 regiões em 18 Estados participam dos projetos. A iniciativa é articulada com o apoio de parceiros como o Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) de São Paulo, além de contar com a participação de instituições que funcionam como agentes educacionais tais como Fundação Bradesco, Instituto Ayrton Senna, Instituto Crescer, MStech, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) entre outras.
Inserido no eixo Alunos Inovadores, o programa Aluno Monitor promove a formação em conceitos básicos de tecnologia, que permitirão gerenciar laboratórios de informática de escolas e telecentros, bem como multiplicar os conhecimentos para colegas e educadores. Há capacitações presenciais e aulas on-line que ensinam desde noções simples do pacote Microsoft Office, até tarefas específicas, como montagem de computadores pessoais e instalação de sistemas operacionais.
O conteúdo é disponibilizado pela Internet ou por CD-ROM, em parceria com as secretarias de Educação e seus Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs). O material foi produzido a partir da experiência do centro de pesquisas do Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada (LTIA), da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Bauru (SP).
No Brasil, o Aluno Monitor começou no início de 2004 nos estados da Paraíba e São Paulo. No semestre seguinte foi implantado em Goiás. A partir de 2005, a Secretaria de Educação de Pernambuco soma-se aos atuais parceiros, além de instituições não governamentais e muitas outras que serão beneficiadas com o Kit Aluno Monitor. Esse material garante uma autonomia para multiplicação da iniciativa, pois permite a reaplicação das experiências do curso.
Também inserido no pilar Aluno Inovador está o Programa Desafio Digital, uma oportunidade para que o jovem do Ensino Médio conheça a área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e a carreira de desenvolvedor de softwares.
O programa Desafio Digital é dividido nas etapas Web Sites, em que os alunos irão explorar ferramentas para a criação de blogs e fotologs; Games, quando serão desafiados a colocar o seu raciocínio lógico; e Simulação de Robôs, em que a equipe precisará programar um simulador de movimentação de robôs, e fazê-lo se movimentar.
No eixo Educadores Inovadores, há quatro programas que atendem aos profissionais da educação. O Aprender em Parceria traz o conceito de coaching para a educação por meio da aprendizagem em pares, em que um professor facilitador da metodologia escolhe um colega para ser seu parceiro na revisão de sua prática pedagógica. Juntos, desenvolvem novas atividades pedagógicas, integrando os recursos tecnológicos da escola as atividades curriculares de forma que agregue valor ao aprendizado.
No programa Gestão Escolar e Tecnologias, gestores da educação se capacitam no uso das TICs para que aprimorem a gestão escolar. Ao redefinir o uso da tecnologia no trabalho, passam a compreender os benefícios e a importância pedagógica dessa ferramenta, além de interagir de modo mais eficaz com a comunidade escolar, possibilitando a todos o acesso aos recursos tecnológicos.
As capacitações acontecem por meio de encontros presenciais e pelo curso exclusivo, desenvolvido pela PUC-SP. O conteúdo também é disponibilizado pela Internet (www.gestores.pucsp.br) ou por CD-ROM, em parceria com as secretarias de Educação.
O Portal Ponto de Encontro (http://itn.abril.com.br/), criado em 2007, é um ambiente colaborativo criado para a troca de experiências entre professores e outros profissionais da educação. A Fundação Victor Civita é parceira no projeto. O portal colaborativo é o ambiente on-line da revista Nova Escola (www.novaescola.org.br), da Editora Abril, e é organizado em três temas: práticas de sala de aula, gestão e pesquisa educacional. Ao todo, 11 mil professores estão cadastrados e mais de 300 comunidades ativas. O espaço está aberto para discutir os temas trazidos pela Nova Escola On-line, bem como outros temas de interesse dos educadores.
Para reconhecer e estimular as melhores experiências de todo Brasil que usam a tecnologia na escola de forma inovadora, a Microsoft Brasil promove anualmente o Prêmio Microsoft Educadores Inovadores.
Por fim, o Programa Escolas Inovadoras Microsoft tem o objetivo de pesquisar denominadores comuns sobre modelos e metodologias de educação inovadores e de oferecer apoio para a integração de tecnologias que impulsionam a melhoria do processo de ensino-aprendizagem.
Alguns exemplos das práticas podem ser conferidos nos seguintes casos de sucesso disponíveis on-line:
Escolas Inovadoras – Lumiar:
www.microsoft.com/unlimitedpotential/pt-br/InformationCenter/casos/mosaico_computador.mspx
Aluno Monitor - Salgueiro (PE):
www.microsoft.com/unlimitedpotential/pt-br/InformationCenter/casos/sete_cabecas.mspx
Gestão Escolar e Tecnologias:
Aprender em Parceria:
www.microsoft.com/unlimitedpotential/pt-br/InformationCenter/casos/pensam_melhor.mspx
Portal Ponto de Encontro:
www.microsoft.com/unlimitedpotential/pt-br/InformationCenter/casos/encontros_virtuais.mspx
Houve dois momentos muito importantes no início da iniciativa. Um deles foi a reunião com o então ministro da Educação, Cristovam Buarque, na qual foi definido o foco das ações da Microsoft em ressonância com o foco das prioridades do Governo Federal. Outro foi a primeira reunião com o grupo de educadores referência no uso de tecnologia no mundo da educação básica, o Fórum de Líderes Educacionais, que nos acompanhou durante esses cinco anos.
Nosso negócio não é educação, é tecnologia. Para podermos contribuir efetivamente com a educação, precisávamos identificar o que o País precisava. De acordo com o ministério, deveríamos nos focar num modelo de uso da tecnologia que melhorasse a gestão das escolas e a formação de professores, para contribuir com a qualidade da educação. Além disse, foi sugerido que investíssemos em cursos profissionalizantes.
Os líderes educacionais envolvidos são educadores de vários estados, que se reúnem periodicamente e validam ou apresentam propostas de ajustes a relevância dos programas de educação ou soluções educacionais da Microsoft Educação em tecnologia aplicada à educação.
Nos cinco anos do programa, a Microsoft Brasil investiu mais de 5 milhões de dólares – ou cerca de 9,2 milhões de reais, ao valor de 1,80 real para cada dólar -, sem uso de quaisquer incentivos fiscais.
Resultados alcançados:
Em 2003, seu primeiro ano, ocorreu o processo interno de implantação do Parceiros na Aprendizagem na Microsoft Brasil. No ano seguinte, a equipe definiu que a iniciativa atuaria com tecnologia para a formação e o ensino profissionalizante. A empresa firmou então acordo com a PUC-SP, como parceiro desenvolvedor do projeto Gestão Escolar e Tecnologias. Em 2004, formou-se o primeiro grupo de educadores, com certificação da empresa e da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. No mesmo ano, a Unesp e a companhia se uniram para colocar em prática o Aluno Monitor. As primeiras capacitações aconteceram nos Estados da Paraíba, de Goiás e de São Paulo.
Em 2005, no terceiro ano da iniciativa, as parcerias estratégicas se multiplicaram. No projeto Escolas Inovadoras, a empresa fechou acordo com a Fundação Semco e a Escola Lumiar para sua aplicação. Com a Secretaria de Educação do Estado de Goiás, a Microsoft Brasil pôde replicar o Gestão Escolar e Tecnologias em 32 cidades. No Programa Aluno Monitor foram muitos acordos, entre eles com a Fundação Bradesco, o Instituto Ayrton Senna e as secretarias estaduais de educação de São Paulo e de Pernambuco e com a Secretaria Municipal de Educação de Brasília. Nesse último, o projeto beneficiou professores, estudantes e técnicos por meio dos Núcleos de Tecnologias Educacionais (NTEs). Em 2005, houve as primeiras formações de educadores no Aprender em Parceria e também foi criado um manual de descrição do projeto passo-a-passo.
A primeira edição do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores ocorreu em 2006. Naquele ano, ocorreu a integração das metodologias do Aprender em Parceria e Aluno Monitor. Também foi assinado o protocolo de intenções com o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) para aplicar o Gestão Escolar e Tecnologias como política pública em 11 Estados brasileiros.
Em 2008, no quinto ano do programa, a Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED) reconheceu o Aprender em Parceria como Excelência na Aprendizagem a Distância. No Aluno Monitor, 150 mil pessoas passaram pela capacitação on-line. Um novo manual, agora sobre a iniciativa Escolas Inovadoras, foi lançado. Neste momento, a sustentabilidade do programa está sendo trabalhada, com foco na formação de parceiros.
Segundo avaliação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2007, o Parceiros na Aprendizagem proporcionou avanços no processo de ensino e de aprendizagem e, conseqüentemente, melhorias sócio-culturais. Responsabilidade, maior autonomia e elevação da auto-estima foram outros ganhos, além de uma nova organização escolar, fundada em ações de parceria. Diretamente, foram beneficiadas 502.458 pessoas.
A iniciativa provocou uma nova relação com o conhecimento e gerou integração entre políticas públicas de secretarias diferentes. Ela também deu origem a projetos de alunos em parceria com o poder público e fortaleceu a relação com a comunidade. É o caso de 15 alunos formados pelo Aluno Monitor, em Salgueiro (PE). Eles replicaram a experiência voluntariamente em oito escolas, de três municípios vizinhos.
Um fator que tem sido levado em conta e que poderia gerar dificuldades à iniciativa é a questão da alternância de poder nos órgãos públicos. Para evitar que a troca de governantes traga diminuição de ritmo ou mesmo paralisação nos programas, a Microsoft e seus parceiros procuram manter um relacionamento constante com o setor público, para entender e atender às demandas de cada governo e da sociedade, ao mesmo tempo em que procuram salientar a importância da iniciativa e a relevância de seus resultados.
Envolvimento com os públicos de interesse:
O público beneficiado de forma direta pelo programa de educação é formado por pessoas envolvidas no universo das escolas da Educação Básico: educadores, gestores, alunos e a comunidade escolar local (pais, vizinhos, entre outros). Esses grupos replicam os conhecimentos adquiridos junto a suas comunidades de forma bastante consistente.
Entre 2003 e 2007, 18.617.905 pessoas foram beneficiadas pela iniciativa Parceiros na Aprendizagem, sendo: 24 mil gestores, 246.282 professores e 232.176 alunos. O restante se compõe pela comunidade escolar, quando se realiza um curso para o gestor de uma escola a sua escola inteira é beneficiada. Ao todo, 13.651 escolas participaram do programa. De acordo com estimativa da Microsoft Brasil, avalizada em documento de análise produzido pela Unesco, o programa tem alto grau de replicação na sociedade:
•A cada professor capacitado, 60 pessoas são diretamente impactadas (2 classes com 30 alunos);
•Cada aluno capacitado impacta 36 pessoas;
•Cada gestor escolar que passou pelo programa é capaz de impactar 167 alunos, ou o equivalente a cinco classes.
O processo de elaboração e execução da iniciativa Parceiros na Aprendizagem envolveu diversas etapas. Depois de a equipe interna responsável pelo programa identificar como a Microsoft Brasil poderia agregar na busca por melhoria da educação no país, foi promovido um debate junto aos governos. O objetivo foi de construir, em conjunto, um programa que pudesse atender às demandas locais, de forma a, com o tempo, as comunidades e organizações se apropriarem do seu formato. A definição de qual escola participaria do programa fica a cargo das secretarias de Educação.
Há três atores sem os quais os programas não acontecem: o agente técnico, que entrega a capacitação e compromete-se a levar aquele aluno até o final, a despeito dos desafios como os de conexão à Internet e de cansaço dos alunos; o governo, que se responsabiliza pela divulgação do programa, pelo deslocamento dos professores, pelo espaço para a realização das atividades presenciais, pelo seu pagamento e pela continuidade do projeto; e a Microsoft Brasil, responsabilizada pelo pagamento do agente técnico e pelo fornecimento do conteúdo e das ferramentas necessárias aos cursos. Os três atores tiveram que aprender a fazer essas parcerias, que são diferentes das parcerias do mundo dos negócios. Com esse diálogo, a efetividade da iniciativa foi possível.
Pela afinidade de interesses em programas de cidadania e ensino profissionalizante a Microsoft tem tido a oportunidade de partilhar a otimizar suas ações com outras empresas que enxergam nesta oportunidade a possibilidade de aplicar um programa já testado e com resultados comprovados. Esse é o caso Instituto Votorantin, da Bandeirantes Energia e da Vale do Rio Doce.
Contribuição para o desempenho da empresa:
Uma empresa do segmento de TIC deve fornecer soluções tecnológicas ao mercado onde atua e contribuir com know-how na construção de uma sociedade mais justa e com oportunidades econômicas e sociais para todos. Para que mais pessoas no Brasil possam usufruir o poder transformador da tecnologia, a Microsoft colabora com governos, organizações comunitárias, empresas e cidadãos em uma série de programas.
Hoje, 5 bilhões de pessoas no mundo não podem desfrutar dos computadores e da Internet. Com o programa Potencial Ilimitado, a Microsoft pretende estender os benefícios da tecnologia a mais 1 bilhão de pessoas até 2015. A iniciativa é parte da estratégia de investimento social privado da Microsoft Brasil e está organizada em 3 eixos inter-relacionados: Transformar a Educação, Incentivar a Inovação Local e Gerar Oportunidades e Empregos. Só em 2007, 668 mil pessoas no Brasil foram beneficiadas.
Ao realizar um programa social, a empresa muda. Os funcionários começaram a falar de educação, a se apropriar e participar das ações. E sentir satisfação por saber que a Microsoft está agindo de maneira coerente com o país que a acolhe. Isso mostra comprometimento de longo prazo e ajuda a atrair e reter talentos.
A empresa se apropria do discurso da cidadania e imprime esse tom na relação com o cliente, o que é um ganho. Em termos concretos, os produtos para a área educacional são impactados, pois saem mais maduros para o mercado e há um ganho comercial.
Cada vez mais brasileiros possuem computadores e, de acordo com estimativas de institutos de pesquisa de mercado, em 2010, o país poderá ser o 3º maior mercado do segmento. Por esse motivo, é importante capacitar a sociedade no uso da tecnologia.
Gestão da prática:
O planejamento e desenvolvimento conjunto da prática se iniciaram com a consulta à instância pública. Em seguida, os conteúdos dos cursos foram desenvolvidos com apoio de universidades e parceiros executores. Com o programa pronto, deu-se início a novas parcerias com governos, organizações sociais e conselhos.
Em seus programas sociais, A Microsoft Brasil utiliza o mesmo modelo de trabalho da área de negócios, ou seja, o programa é executado com o apoio de parceiros executores. Alguns dos parceiros envolvidos nos projetos educacionais são:
•Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed);
•Fundação Bradesco;
•Fundação Victor Civita;
•Instituto Ayrton Senna;
•Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac);
•TV Cultura;
•Canal Futura;
•União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime);
•Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai);
•Ambiente de Educação;
•Edukbr.
Os parceiros acadêmicos são:
•Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp);
•Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP);
•Universidade de São Paulo (USP);
•Universidade Estadual de Londrina (UEL);
•Universidade de Campinas (Unicamp);
•Universidade Estadual de Goiás (UEG);
•Universidade Federal do Ceará (UFC);
•Universidade Estadual de Pernambuco (UPE).
Os parceiros técnicos educacionais responsáveis pela implantação dos programas são:
•Ms Tech;
•Digicad;
•Instituto Crescer para a Cidadania;
•Oxigênio;
•Planeta Educação;
•Kreihoma;
•Edukbr;
•Fundação Bradesco;
•Educommatica.
Para o acompanhamento e qualidade das práticas, a tecnologia Microsoft ajuda a observar à distância a evolução do processo dos projetos espalhados pelo país. Os parceiros utilizam o Microsoft SharePoint – sistema de compartilhamento de informações - para acompanhar atividades realizadas, como encontros ou contatos com secretarias de Educação.
Na Microsoft Brasil, cinco funcionários estão envolvidos diretamente no programa.
Há encontros semestrais os stakeholders. O acompanhamento da área pública é feito em reuniões mensais. Os parceiros executores realizam contatos semanais e reuniões mensais com a equipe da Microsoft Brasil.
A prática é avaliada anualmente, com validações externas e internas. No primeiro ano, essa avaliação foi realizada pela Universidade de Brasília (UNB). No segundo, terceiro e quarto anos, a Fundação Carlos Chagas se encarregou da análise do projeto. Em 2007, a Unesco preparou a avaliação.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
A empresa comunica sua experiência à sociedade por meio dos portais que apóia, entre eles, Portal de Educação no site da Microsoft http://www.microsoft.com/brasil/educacao/educacao_basica.mspx, do EdukaBr, de newsletters mensais, de encontros educacionais, do relatório social anual da empresa e de reportagens espontâneas publicadas na imprensa.
A iniciativa Parceiros na Aprendizagem prevê sua replicação, pois a base é a transferência de conhecimento. As instituições de ensino envolvidas e as próprias secretarias de Educação parceiras acabam dando continuidade ao programa. Todo material é estruturado como um kit de replicação, com as funções desempenhadas, e os conteúdos abertos.
A Microsoft apóia educadores para que eles participem de eventos de educação. Também organiza a comunicação de forma sistemática, com informes pontuais e programação de eventos próprios, como o evento do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores (www.educadoresinovadores.com.br).
Rádio e TV Bandeirantes de Campinas Ltda.
PRSE - Comunidade
Nome: Programa Escola na BAND
Resumo da prática:
1.1 – Objetivo
O PROGRAMA ESCOLA NA BAND é desenvolvido pela Band Campinas e em suas instalações com o objetivo de integrar a comunidade de Campinas e região ao veículo de comunicação, aproximando a comunidade, principalmente a realidade do dia a dia dos veículos de comunicação Rádio e TV, bem como do trabalho e tecnologia; bem como criar na população jovem a consciência da importância do veículo de comunicação na sociedade feito da forma correta, ou seja, transparente, com ética, informativa, para que a sociedade possa então fazer suas escolhas diante das informações recebidas através deles.
1.2 - Público Alvo
O PROGRAMA ESCOLA NA BAND tem como público alvo os alunos das instituições de ensino público do município de Campinas e região.
1.3- Atividades
As atividades são realizadas em visitas monitoradas para conhecer a estrutura e infra estrutura dos veículos de comunicação Radio e TV, que acontecem às sextas-feiras com duração de três horas onde ocorrem:
- visitas na estrutura física que compreende os estúdios das Rádios Bandeirantes AM, Educadora FM, TV Bandeirantes e Hall da Fama;
- apresentação das atividades e das formas de trabalho de cada setor de comunicação;
- palestras com parceiros do projeto;
- sorteio de brindes
1.4- Parceiros
O PROGRAMA ESCOLA NA BAND ocorre com parceiros
- Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL-Paulista),
- Sanasa,
- 28ª Brigada de Infantaria Leve do Exército e
- Polícia Militar
Onde participam dando palestras sobre cidadania, civismo e economia de água e energia, com objetivo de ir além da informação do trabalho de comunicação.
1.5- Equipe envolvida da Band Campinas
Estão envolvidos no PROGRAMA ESCOLA NA BAND os parceiros bem como nossa equipe de Rádio e TV desde a recepção até a direção, que inclui jornalistas, repórteres, redatores, assistentes de redação e cinegrafistas.
1.6- Metas
O PROGRAMA ESCOLA NA BAND tem como meta ampliar as atividades a cada ano de forma a ter participando cada vez um número maior de instituições de ensino, ampliando o contato com a comunidade.
A cada ano apresentar com maior eficácia à comunidade os veículos de comunicação de massa como o instrumento para colaborar com a melhoria do desempenho na educação formal e no desenvolvimento de cada individuo com a difusão de informações para fornecer conceitos das estruturas e infra-estruturas da Radio e TV, das profissões envolvidas em Radio e TV, de cidadania, sobre política, sobre economia e cultural.
Vem desde o seu inicio com o programa de melhoria continuada através do dialogo constante entre as parte envolvidas de forma a fornece ao PROGRAMA as diretrizes para alterar as atividades para que o objetivo possa ser atingido com maior eficácia.
Há ainda a necessidade de ampliar as parcerias, para que possam ser abordados outros temas e apresentadas visões diferenciadas, bem como formar parcerias com organizações locais, pontuais que possam ampliar o dialogo com a comunidade.
Relevância e viabilidade:
Criado a partir da necessidade da integração dos veículos de comunicação com a comunidade e pela necessidade de informar e formar a sociedade sobre a importância do bom uso do veículo comunicação de massa, de forma transparente, etica e imparcial.
O PROGRAMA é desenvolvido desde 2004 e até o ano de 2007 atingiu seu objetivo, superando inclusive a meta de atendimento do público escolar, com a participação dos estudantes sempre positiva,principalmente quando notado pelo prisma do interesse despertado quando apresentados os conceitos quanto às notícias,instalações e profissões que envolvem a comunicação.
Para 2008,diante do dialogo com as escolas participantes e da constatação da necessidade de uma base antes das visitas, foi criado um trabalho preparatório que é desenvolvido ainda em sala de aula,com o auxílio dos professores,para que conteúdo apresentado na empresa possa ser dirigido com mais ênfase,para dar aos alunos um panorama do que será a visita. Assim,os alunos ao chegarem têm a percepção da dimensão e importância dos veículos de comunicação na sociedade em que estão inseridos e como ela tem implicação direta na vida dele e sua família.
Como o ano de 2008 ainda não acabou, os objetivos foram parcialmente alcançados. A meta esse ano é receber ao fim de 2008 um total de 850 estudantes de escolas, registrando a marca de três mil visitas ao longo destes quatro anos de atividade.
As atividades são desenvolvidas com recursos próprios, não havendo entrada financeira de terceiros, apenas contando com a presença dos parceiros em palestras, sem custos.
O conteúdo apresentado corresponde a uma série de atividade as quais a empresa, juntamente com seus parceiros possui em infra estrutura e mão de obra para disponilizar que são:apresentar as estruturas das emissoras de Rádio e TV,apresentar as profissões envolvidas no sistema de Rádio e TV,demonstrar a importância da divulgação,transparente da notícia,ampliar o horizonte sobre o mundo da notícia,transmitir conceitos de cidadania,responsabilidade social e ambiental,dialogar com a comunidade,identificar pontos problemáticos a serem solucionados no meio da comunicação e identificar soluções ao item anterior.
ALGUMAS DAS QUESTÕES LEVANTADAS PELOS ALUNOS
-como a informação vira notícia e como elas chegam à redação, quais os profissionais envolvidos e qual formação é preciso ter, como fazer para seguir carreira no exército e se mulheres podem tornarem-se oficiais?
-qual Papel de cada pessoa no processo da informação, importância da escola na formação do profissional?
-como é qualidade da água em Campinas e como se dá o processo de tratamento da água na cidade.
Nas visitas são recebidos em média 80 alunos (em dois grupos de 40) do ensino fundamental em nossos estúdios e conhecem os profissionais que fazem sucesso na Educadora FM e na TV. Conhecem a rotina de cada profissional e qual a função dele no produto final. Na Rádio Bandeirantes falam sobre qualidade de ensino e as disciplinas mais difíceis na escola. Na palestra ficam sabendo como evitar o desperdício da água que usamos. Informamos abaixo as participações a cada ano:
2004 – participação de 350 alunos
-EMEF Elza Pelegrini
Responsável: Sônia (diretora)-Fone:3266 6962
-EMEF Elza Pelegrini
Responsável: Sônia (diretora)-Fone:3266 6962
-EMEF Elvira Muraro
Responsável: Ivair (diretor)-Fone:3276 1671
-EMEF Ângela Cury Zákia
Responsáve:l Eneida (Vice)-Fone:3258 2557
-EMEF Zeferino Vaz
Responsável: Profa. Maria Aparecida-Fone:9121 0339
-EMEF Ângela Cury Zákia
Responsáve:l Eneida (Vice)-Fone:3258 2557
-EMEF Elvira Muraro
Responsável: Ivair (Diretor)-Fone:3276 1671
2005 – participação de 700 alunos
-Escola Estadual Dona Castorina Cavalheiro
Responsável: Profª Maria Thereza Stenico-Fone:(19)3236-9959(escola fez duas visitas)
-Núcleo Vila Boa Vista
Responsável: profª Maria Pereira Santos Carvalho-alunos especiais
-EMEF Maria Pavanatti Fávaro
Responsável: profª Denise e Sandra-Fone: 3265-3384(escola fez duas visitas)
-Escola Vida Nova
Responsável: Maria Socorro e Maria do Carmo-Fone:3266-9995(escola fez duas visitas)
-Escola Municipal Elza Pelegrini
Responsável: Profª Sonia Felipe-Fone:3266-6962
-EMEF Elvira Muraro
Responsáve:l coord. Roseli-Fone:3276-1671(escola fez duas visitas)
-Secretaria da Criança e do Adolescente de Paulínia
Responsável: prof. Cléo-Fone:3874-1700(escola fez 4 visitas)
2006 – participação de 750 alunos
-Escola Estadual Messias Gonçalves Teixeira
Responsável: prof. Evandro-alunos de 20 a 60 anos
-Emef. Maria Pavanati Fávaro
Responsável: profª Denise e Marila-Fone:3225-6043
-Conjunto Vida Nova
Responsável: profª Maria do Carmo-Fone:3266-9995
- S.O.S Pequeninos
Responsável: diretora Alice-Fone:3251-0331(foram feitas cinco visitas)
-Emef Bene Venuto
Responsável: profª Neusa-Fone:3269-7520
-Cidade dos Meninos
Responsável: profª Elessandra-Fone:3225-5557
-Escola Estadual Prof. Luiz Gonzaga da Costa
Responsável: prof. João Rafael-Fone:3227-1033
-Secretaria de Educação de Itatiba
Responsável:Cláudia Catalano-Fone:(11)4487-6010/ramal 6066
- Projeto Correio Escola – recebemos três escolas
Responsável: Cecília Pavani Fone: 3772-8049
2007 – participação de 800 alunos
-Visita 1 - DIA 16 DE MARÇO DE 2007
ESCOLA ESTADUAL FELIPE CANTUSIO
Rua Custodio J. Rodrigues, 269
Bairro Parque Industrial Campinas – SP
Responsável:profª Ana (história)-Fone: (019) 3273-2875
-Visita 2 - DIA 23 DE MARÇO DE 2007
ESCOLA ESTADUAL prof. Newton Silva Telles
R: Iguás IGUAS, s/n –V. Costa e Silva
Responsável:profª Helena-Fone: (019) 3209-0966
-Visita 3 - DIA 23 DE MARÇO DE 2007
ESCOLA ESTADUAL Castorina Cavalheiro
Rua Prefeito Passos, 95 – Bairro Guanabara
Responsável:profª Teresinha-Fone: (019) 3236-9959
-Visita 4 - DIA 30 DE MARÇO DE 2007
ESCOLA Geraldo Alves Correia
Ong Projeto Anhumas
R: Cirenia Arruda Camargo, Pq São Quirino
Responsável:profª Silvia-Fone: (019) 33860969
-Visitas 5 - DIA 04 DE MAIO DE 2007
ESCOLA ESTADUAL Rozina Frazatto
R: Ver. José Coelho Ferraz, s/nº - Jd,. Satélite Íris
Responsável:profª Cláudia Ortolan-Fone: (019) 3209-0966
-Visitas 6 - DIA 19 de maio e 06 de julho de 2007 (160 alunos)
ESCOLA ESTADUAL Miguel Vicente Cury
R: Vila Miguel Vicente Cury
Responsável:profª Mara Rúbia Schaib
-Visita 7 e 8 – DIAS 08 e 29 de junho de 2007 ( 160 alunos)
ESCOLA ESTADUAL Messias Gonçalves Teixeira
R: dr. Gonçalves Teixeira, s/ nº Nova Aparecida
Responsável: profª Maria Pereira-Fone: 3281-1855
-Visita 9 – Dia 22 de junho de 2007
Conjunto Vida Nova
R: Estevão Segaglio, 30 Jd. Vida Nova 1
Responsável:profª Maria do Socorro-Fone: 3266-9995
2008 – participação de 500 alunos
-Visitas 1 e 2 - DIAS 15 e 29 de fevereiro de 2008
EMEF Elza Pelegrini
R: Anage, s/ nº Parque D. Pedro 2º
Responsável:Sônia (diretora)Fone: 3266 – 6962
-Visita 3 e 4 – DIAS 07 e 14 de março DE 2008
EMEF Elvira Muraro
R: Comendador Julio Fernandes, 40 Jd. São Pedro
Responsável:Ivair (diretor)Fone: 3276 1671
-Visita 5 e 6 - DIAS 11 e 18 de abril DE 2008
EMEF Ângela Cury Zákia
Responsável:Eneida (Vice) Fone: 3258 2557
-Visita 7 e 8 - DIAS 09 e 23 de maio de 2008
EMEF Zeferino Vaz
Responsável:Profa. Maria Aparecida- Fone: 9121 0339
-Visita 9 - 13 de junho e 15 de agosto de 2008
EMEF Ângela Cury Zákia
Responsável:Eneida (Vice)Fone: 3258 2557
Resultados alcançados:
Implantação da atividade cronologicamente
2004 a 2005 - fase de implantação do Programa, início das parcerias e dos contatos com as escolas. Primeiro contato entre escola, empresa e parceiros
2005 a 2006-ajustes na comunicação entre escola e empresa, ordenação da participação dos parceiros com o foco não apenas no público escolar,mas ampliando a visão para a comunicada a qual estão inseridas
2006 a 2007-trabalho de ampliação do dialogo entre a comunidade e a empresa, constatação das necessidade diante do conteúdo apresentado e reorganização do conteúdo das palestras
2007 a 2008-desenvolvimento do trabalho dentro das escolas, antes da visita, juntamente com os professores buscando uma preparação dos alunos bem como identificar as novas necessidades de informação e conhecimento.
Resultados : os alunos conheceram a estrutura de uma emissora de comunicação e como nasce a notícia dentro da redação. Puderam conhecer as diversas profissões relacionadas com a área de comunicação e conseguiram perceber a dimensão e importância dos veículos de comunicação na sociedade em que estão inseridos e como ela tem implicação direta na vida dele e sua família. Assim, no decorrer da atividade passaram por várias etapas como:conhecer as estruturas das emissoras de Radio e TV,as profissões envolvidas no sistema de rádio e TV, a importância da divulgação,transparente da notícia,ampliar o horizonte sobre o mundo da notícia,absorver conceitos de cidadania,responsabilidade social e ambiental,dialogar com a empresa e seus profissionais,identificar pontos problemáticos quanto a comunicação e sugerir soluções.
A comunidade, movida pelos jovens,passaram a buscar o sistema da radio e TV para obter informação, mas também para utiliza-la como instrumento para resoluções de problemas, seja na escola, na comunidade, no bairro. Os veículos de comunicação passaram a ter nos últimos anos, na região de campinas,papel integrado ao dia a dia do cidadão, não apenas como um fornecedor dados, mas como veículo de locução.
Barreiras : as dificuldades nesse processo está na participação de outras organizações do setor, para combater esse problemas buscamos a cada ano ampliar as parcerias com outras organizações que envolvam a comunidade. Outra dificuldade e o envolvimento de terceiros e o dimensionar a esfera de influencia com um todo do PROGRAMA uma vez que a intensão é criar uma geração mais consciente quanto cidadania, direitos e deveres da e na sociedade.
Envolvimento com os públicos de interesse:
A participação dos grupos foi espontânea e envolveu todos os participantes que com perguntas questionavam os critérios utilizados pelos meios de comunicação da empresa para difundir os acontecimentos.
Público interno da Band Campinas tem se beneficiado do dialogo com a comunidade que após as visitas, ou as de seus filhos, parentes, buscar contato pessoal com a empresa para colaborar, seja com informações do bairro, denuncias e solicitações de atenção à comunidade. Comunicação essa que torna sólido, consistente, transparente e participativo o trabalho de cada setor da comunicação.
O público externo da Band Campinas vem ao longo dos anos aprendendo a utilizar os veículos de comunicação não apenas como emissor de informação, mas também como parceiros na luta contra os problemas locais, sejam na questão do trânsito, de saneamento de um bairro, de infra-estrutura de uma escola ou de maus tratos.
Há interesse em mobilizar outros setores como as associações de bairro, as assistências sociais (estadual, municipal) como indicadores de público e de conteúdo, envolver secretaria da educação para planejamento de uma grade de conteúdo de rádio e TV direcionada ao desenvolvimento escolar do aluno, envolvimento direcionado com os professores. Essas são atividades em fase de estudo de implantação para os próximos anos, devido a envolvimento politico, que em ano de elição dificulta o andamento do processo.
Contribuição para o desempenho da empresa:
O PROGRAMA permite uma aproximação da comunidade com a empresa que é uma concessão pública e que tem como um de seus pilares garantir a prestação de serviço transparente.
A abertura das instalação e da forma de trabalho da equipe Band Campinas para a comunidade fez que com a mesma sentisse parte da empresa, passando dialogar diretamente com com a Band e assim a colaborar com informações diárias, como transito, problemas em seus bairros, fazendo denúncias que são investigadas e apresentadas a comunidade e aos seus governantes.
Com isso a Band Campinas e sua equipe de Rádio e TV tem hoje credibilidade de informação em toda Região Metropolitana e consegue assim ser o interlocutor, mediador entre comunidade e poder público em questões pontuais, colaborando com a resolução de problemas. Faz frente na parte esportiva da região, participando do dia a dia dos atletas, das vitórias e derrotas e fazendo parte de momentos históricos no esporte como a conquistas dos ilustres atletas da região como nosso nadador medalha de ouro em Pequim Cesar Cielo.
O contato da equipe Band diretamente com o alunos os faz a cada dia perceber a importância da informação clara objetiva, com transparencia na formação da geração que irá em breve construir mais uma parte da história do país. Esse contato vem transformando a forma de fazer a noticia chegar ao publico e a importância da disseminação da informação sobres as várias pares que envolvem os veículos de comunicação.
A empresa Band Campinas e a comunidade vem nos últimos 4 anos ganhando a cumplicidade de um processo transparente e ético de comunicação e notícia integrados a sociedade.
Gestão da prática:
O PROGRAMA nasceu no setor de jornalismo da Band Campinas que estruturou as atividades de 2004 até o presente momento com base na sua estrutura interna que inclui como participantes diretos jornalistas, repórteres, redatores, assistentes de redação e cinegrafistas, que são os responsáveis pela informação técnica do funcionamento das atividades de radio e TV, mas o PROGRAMA ESCOLA NA BAND conta com parceiros (Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL-Paulista), Sanasa, 28ª Brigada de Infantaria Leve do Exército e Polícia Militar)para questões que envolvam cidadania, segurança, responsabilidade ambiental, combate as drogas, entre outros.
O processo de verificação e avaliação das atividade vem sofrendo variações ao longo do tempo passando desde um simples consulta aos alunos e professores sobre a importância da atividade, até entrando em contato com as organizações para saber quais as necessidades de melhorias no processo para que a informação fornecida seja integrada a conteúdos escolares e práticas de vida.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
Os alunos são os principais agentes multiplicadores. É através da visita monitorada que todo o conteúdo da informação fica resguardada com cada um e no dia a dia vai refletir em suas ações como cidadão, quer seja na escola como em casa.
Assim a Band Campinas busca contactar um número cada vez maior de instituições de ensino para participar do PROGRAMA ESCOLA NA BAND vislumbrando a melhoria da informação no público jovem e fazendo deles mensageiros a seus parentes, amigos a comunidade a qual está inserido da importância da comunicação no desenvolvimento da cidadania, do caráter e de uma sociedade mais justa, responsável e sustentável.
Nossos resultados são divulgados pela impressa impressa, em nossos programa, para que população tenha conhecimento das atividades possa assim participar do PROGRAMA.
A estratégia continua voltada as instituições de ensino da rede pública, onde são convidadas diretamente pela empresa, ou contactada por nossos parceiros, onde orientamos, fazemos a visita prévia para orientação.
A princípio o trabalho do PROGRAMA não pretende sair de seus domínios, uma vez que ainda encontra-se em fase de estruturação e reestruturação diante das necessidade dos participantes bem como dos avanços tecnológicos como a inserção da HDTV.
Há também relatório que sofre constantes alterações e inserções disponíveis com a responsável do PROGRAMA, Noemia Gomes, o qual pode ser consultado por aqueles que se interessem no programa.
Mariaca
PRSE – Comunidade
Nome: Projeto SOMAR
Resumo da prática:
A Mariaca é uma empresa nacional, que oferece serviços em consultoria e assessoria em gestão de capital humano para os diferentes ciclos da trajetória de executivos e empresas, envolvendo Recrutamento de Executivos, Transição de Carreira e Liderança e Governança.
Há 18 anos lidera seus 3 campos de atuação no Brasil, provendo serviços para mais de 500 empresas nacionais e internacionais.
Há 7 anos decidiu ampliar sua atuação socialmente responsável, disponibilizando sua metodologia e experiência em projetos de transição de carreira à jovens pouco favorecidos e portadores de necessidades especiais, para que os mesmos tenham oportunidade de ingressar no mercado de trabalho e se tornarem profissionais e contribuintes de uma sociedade melhor e mais justa.
Assim surgiu o Somar | Projeto Social Mariaca, que atendendo instituições como GRAACC, Escola da Comunidade (Colégio Visconde de Porto Seguro) e Obra do Berço, já treinou cerca de 500 jovens entre 15 e 25 anos. Planejado e sistematicamente avaliado por um Comitê de Gestão Estratégica, o Somar | Projeto Social Mariaca, é desenvolvido em regime de voluntariado pelos colaboradores da empresa.
O objetivo do Somar | Projeto Social Mariaca é contribuir com a inserção destes jovens no mercado de trabalho por meio de uma orientação profissional que busca despertar nessa população a identificação de suas habilidades pessoais e técnicas, conciliando-as com as profissões existentes e com as carreiras de maior perspectiva de futuro no mercado.
O conteúdo dos treinamentos foi desenvolvido pela Mariaca, a partir de uma adaptação de sua metodologia internacional, criada pela sua global partner, Lee Hecht Harrison. Fazem parte destes treinamentos: abordagem das profissões existentes e habilidades para exercê-las; orientação técnica para se formar uma rede de relacionamentos; elaboração de currículos, informações sobre como responder anúncios de jornais; como ter acesso a agências de emprego; cadastramento de currículos em sites de carreira e comportamento nas entrevistas.
Em paralelo, a empresa divulga o currículo destes jovens para todas as grandes corporações com quem mantém relações profissionais. O Somar | Projeto Social Mariaca, está implementanto um processo de acompanhamento dos jovens, para estabelecer contatos periódicos com o objetivo de avaliar a evolução do processo de busca de emprego. São ministrados também cursos de manutenção, ampliando desta maneira as oportunidades de colocação de cada futuro profissional.
Relevância e viabilidade:
A situação do jovem no mercado de trabalho é cada vez mais difícil no Brasil, muitos iniciam de maneira informal, em trabalhos considerados precários, e sem carteira assinada. A baixa escolaridade, porque a maioria não completa o ensino fundamental, e a baixa qualidade da educação pública agravam um cenário de restrições.
A Lei do Aprendiz, sancionada em 2000 para contribuir com a entrada do jovem no mercado de trabalho, sem prejudicar o estudo do adolescente, criou regras e facilidades importantes, tanto para o jovem quanto para as organizações, mas cerca de 40% das empresas não cumprem, porque há dificuldades de localização do jovem disponível para o trabalho. O número de contratações cresce e o Placar do Aprendiz, iniciativa entre a ONG Atletas pela Cidadania, o Instituto Ethos, O Gife e o Ministério do Trabalho e Emprego registra este crescimento, que nada mais é que o cumprimento de uma lei.
O fato é que no Brasil, segundo a pesquisa realizada pelo DIEESE, em setembro de 2006, 45% dos desempregados são jovens entre 16 e 24 anos. O jovem representa apenas 25% da população economicamente ativa. 36% dos jovens têm emprego, outros 22% já trabalharam, mas estão desempregados atualmente. Na média ele demora cerca de 15 meses para conseguir seu primeiro trabalho ou uma nova ocupação. E 66% dos jovens brasileiros precisam trabalhar, porque em média 57% do que ganham entram no orçamento familiar.
Estes números tornam-se ainda mais complexos quando este jovem é portador de necessidades especiais ou acaba de superar problemas sérios de saúde. E no Somar | Projeto Social Mariaca, além da aplicação de metodologia técnica, de eficácia comprovada em nível mundial, os profissionais precisam trabalhar a auto-estima do jovem e fazer com que ele volte a acreditar que é possível.
Como parte dos treinamentos, a Mariaca procura o testemunho de executivos que percorreram caminhos difíceis, mas que atingiram e superaram suas expectativas, casos reais em que a técnica, a orientação e a vontade transformam realidades.
É neste cenário que o Somar | Projeto Social Mariaca, hoje com 7 anos de existência, está inserido e seu principal objetivo é o de contribuir com a inserção destes jovens no mercado de trabalho, no menor tempo possível, por meio de uma orientação profissional técnica que busca despertar nessa população a identificação de suas habilidades pessoais, conciliando-as com as carreiras de maior perspectiva de futuro no mercado.
Toda a experiência da Mariaca, de seus profissionais e de sua metodologia, em seus 18 anos de atuação, voltados para a colocação dos altos executivos em seus cargos de liderança, é colocada a serviço dos jovens das instituições com as quais o projeto mantém convênio. E muitos dos jovens treinados pelo Somar | Projeto Social Mariaca estão hoje trabalhando em grandes corporações, construindo uma carreira, cursando a universidade.
E aproximar o jovem carente de um mercado altamente qualificado, competitivo e cada vez mais exigente tem sido o grande desafio do projeto que hoje atua com as seguintes entidades: GRAACC; Escola da Comunidade do Colégio Visconde de Porto Seguro e Obra do Berço, e que já treinou cerca de 500 jovens entre 15 e 25 anos.
A natureza de atuação da Mariaca, baseada em assessoria e consultoria em gestão de capital humano, permite à empresa administrar perfeitamente seus investimentos no projeto e muito embora o capital intelectual aplicado ao mesmo não esteja aqui quantificado, ainda assim, a Mariaca estima investir recursos da ordem de R$ 130 mil/ano em materiais didáticos e de apoio, alimentação e deslocamento da população envolvida nos treinamentos. Este investimento a empresa realiza sem qualquer utilização de benefícios fiscais.
Resultados alcançados:
65% dos jovens que passaram pelo treinamento do Somar | Projeto Social Mariaca, encontram-se ativos no mercado de trabalho, atuando em grandes, médias ou pequenas empresas, crescendo e se desenvolvendo profissionalmente.
O jovem treinado tem hoje mais auto-estima e domina as técnicas a serem utilizadas para ampliar seus horizontes e ser mais bem sucedido na busca de uma colocação profissional.
Alguns depoimentos fornecidos, além de serem gratificantes, estimulam o Somar | Projeto Social Mariaca, a continuar sua atuação e gradativamente estabelecer melhorias e ampliar sua abrangência.
DEPOIMENTOS
“Achei maravilhosa a oportunidade do curso do Somar | Projeto Social Mariaca, pois aprendemos o que nunca tínhamos visto. Eu não sabia como fazer currículo, como me portar numa entrevista, achei muito produtivo o conteúdo do curso. Antes eu me sentia discriminada por ter deficiência e achava que os meus colegas tinham esse mesmo sentimento. No meu contato com o Somar isso desapareceu, percebi que as pessoas da Mariaca não tinham qualquer discriminação e percebi que o trabalho era sincero, de coração e que eles não estavam se relacionando conosco para receber algo em troca, era totalmente espontâneo. Me senti bem vinda, respeitada e considerada, independente da minha deficiência. A Mariaca é a minha 2ª. família” Gabriela, deficiente visual – hoje trabalha no Serasa.
“Conheci o Somar | Projeto Social Mariaca, no GRAACC, através da Assistente Social, morava em um outro estado e precisava permanecer em São Paulo, o que só poderia ser possível se tivesse um emprego. Ao participar do Projeto aprendi os meios para se conseguir emprego: como e onde procurar; como se portar em entrevistas e o mais importante, como não desistir diante das dificuldades. Hoje sou grata por ter tido essa oportunidade e sempre tendo em mente que foi através de cada pessoa responsável pelo Projeto que cheguei onde estou” Fabiana – PNE – hoje trabalha na Honda.
“O primeiro emprego, cada vez mais, tem se apresentado como um grande desafio, pela precocidade e pelo grande leque de opções. Para minimizar as angústias, e com o intuito de preparar os jovens para o processo seletivo, a Mariaca desenvolveu um programa de colocação profissional com os alunos da Escola da Comunidade do Colégio Visconde de Porto Seguro. Os alunos que participaram do treinamento têm demonstrado facilidade de ingresso no mercado de trabalho. Temos certeza que isto se deve ao eficiente trabalho dos voluntários. Neste ano, além de treinamento para entrevistas e elaboração de currículo, nosso foco foi a manutenção de emprego e aplicações financeiras.Parabenizamos toda a equipe pelo trabalho e como dizia Betinho: “Solidariedade, amigos, não se agradece, comemora-se”.Vamos comemorar!”Rachel de O. Braun-Coordenadora da Escola da Comunidade.
“A parceria do Graacc com a Mariaca por intermédio do Projeto de profissionalização para Pacientes Oncológicos, viabilizou o preparo para o mercado de trabalho de cerca de 70 jovens, ampliando as possibilidades de inserção destes cidadãos com qualidade de vida. Isto reforça o que esta coordenação acredita ser o processo de exercício de cidadania plena, sendo o retrato de uma parceria de sucesso, valiosa para o crescimento deste trabalho.”Iara Cristina Dieb Mingione e Walkyria Almeida Santos–Coordenadoras do projeto profissionalizante de pacientes oncológicos do Graacc.
“O Programa de Educação em Empreendedorismo Juvenil - Associação Obra do Berço, desenvolve um trabalho de Formação Profissional para jovens preparando-os na Gestão Pessoal e Profissional para inserção no mundo do trabalho. O programa estabeleceu parceria com a Mariaca, que contribui na formação dos jovens para o processo seletivo, elaboração de CVs e possibilidade de empregabilidade em encontros com os nossos jovens. Agradecemos a parceria que compartilha o conhecimento em busca de oportunidade de trabalho.” Sueli Spena Modesto – Coordenadora da Associação Obra do Berço.
Os desafios são ainda maiores na medida em que cada entidade beneficiada pelo Somar | Projeto Social Mariaca possui uma relevância específica que vale a pena detalhar, inclusive em sua cronologia, porque está alinhada às demandas também específicas da própria Instituição:
Graacc - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer. O GRAACC é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 1991, para garantir a crianças e adolescentes com câncer o direito de alcançar todas as chances de cura com qualidade de vida, dentro do mais avançado padrão científico. O Hospital GRAACC realiza mensalmente cerca de 2500 atendimentos entre sessões de quimioterapia, consultas, cirurgias, e outros.
Para o GRAACC o Somar | Projeto Social Mariaca, realiza 2 novas turmas/ano e uma específica de manutenção.
Escola da Comunidade do Colégio Porto Seguro - Mantenedora do Colégio Visconde de Porto Seguro, acreditando na potencialidade de uma comunidade carente e na necessidade de se oferecer oportunidades iguais de educação, mantém a Escola da Comunidade há quarenta anos, participando assim, do movimento de transformação social do país. Atualmente a Fundação conta com 4.000 alunos, sendo aproximadamente 800 alunos bolsistas, jovens carentes da favela Paraisópolis.
O Somar | Projeto Social Mariaca realiza dois seminários para novas turmas/ano.
Obra do Berço - A entidade tem 70 anos de existência e conta com: Núcleos de atendimentos à 1.140 famílias com vulnerabilidade social moradores de Taboão, Campo Limpo e Paraisopólis. Creche para crianças de 0 a 6 anos, com aproximadamente 430 crianças; 222 jovens e adolescentes – crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. E aproximadamente 240 jovens de 15 a 18 anos.
A entidade mantém um programa de qualificação profissional para 120 jovens, que tem como desafio, inseri-los no mercado de trabalho e o Somar | Projeto Social Mariaca, realiza 2 seminários para duas novas turmas por ano.
Envolvimento com os públicos de interesse:
Até este momento, o Somar | Projeto Social Mariaca treinou cerca de 500 pessoas entre 15 e 25 anos. Com uma taxa de sucesso de cerca de 65%, estes jovens estão inseridos no mercado de trabalho. O projeto contribui ainda para que este profissional possa planejar melhor sua carreira, sua vida e seu futuro.
Este resultado é possível na medida em que muitos se envolvem diretamente:
Os próprios Jovens
O jovem quando participa de um treinamento percebe que pode sonhar, pode construir o seu futuro, pode traçar suas metas, pode criar expectativas sobre sua vida e sobre si mesmo. As técnicas que aprende abrem seus horizontes para que ele vá em busca da realização de seus anseios profissionais. É um mundo diferente, ele expressa esse novo mundo e nos momentos subseqüentes começa a aplicar seus novos conhecimentos.
As turmas de manutenção têm o objetivo de resgatar aqueles que arrefeceram ao longo da busca pelo emprego.
Com as Entidades Parceiras
O Somar | Projeto Social Mariaca estabelece uma certa customização em seus treinamentos de acordo com as expectativas de cada entidade parceira. É claro que em sua essência o objetivo é o de resgate à cidadania e reintegração do jovem à sociedade.
Entretanto, em alguns casos o jovem adquire maior maturidade diante da própria vida, aprende a valorizar mais e melhor a oportunidade que se descortina com o conhecimento, aprende a planejar melhor seu futuro, seu orçamento familiar, seus projetos.
Com as Empresas que Contratam
O envolvimento com a empresa que contrata se estabelece de forma natural e em absoluta sintonia com a proximidade que a Mariaca já desenvolve com seus clientes. Muitas das empresas acabam contratando e solicitam a preservação do sigilo por acreditarem ser este o melhor posicionamento.
O projeto também contribui para que as empresas atinjam suas cotas na contratação de profissionais portadores de necessidades especiais ou Lei do Aprendiz.
Contribuição para o desempenho da empresa:
Quando as pessoas desenvolvem a capacidade de enxergar a realidade cotidiana de forma mais abrangente, elas passam a tomar decisões mais conscientes, considerando todos os aspectos relacionados a uma mesma questão. Também passam a se sentir mais preparadas para assumir o seu papel, como agentes de mudança na construção de um mundo melhor.
Exatamente por atuar com a gestão de capital humano, a Mariaca acredita que indivíduos conscientes do seu papel na sociedade serão agentes da evolução e da inserção da sustentabilidade nos negócios. Hoje, 60% dos colaboradores da Mariaca participam voluntariamente do Somar | Projeto Social Mariaca, ministrando cursos, atuando na parte administrativa ou mesmo operacional do projeto, aprendendo e se desenvolvendo com ele.
Como contribuição para a empresa, o Somar | Projeto Social Mariaca promove integração entre as áreas, bem como forte endomarketing mediante cada resultado positivo. Em cada treinamento os profissionais podem exercer papéis de liderança, seja como palestrantes junto ao público-alvo ou como gestores dos projetos dentro de cada instituição. Sem falar sobre o orgulho de fazer parte ou mesmo colaborar pontualmente com o projeto, seja nos negócios ou na consciência de cada um.
O fato é que os funcionários da Mariaca podem aperfeiçoar o conhecimento sobre empregabilidade e conseguem identificar, no cotidiano de suas atividades, oportunidades para realizar negócios sociais e cumprir sua missão junto à sociedade.
Gestão da prática:
O Somar | Projeto Social Mariaca contribui com a inserção de jovens no mercado de trabalho através de um treinamento cujo conteúdo foi desenvolvido pela própria Mariaca, a partir de uma adaptação de sua metodologia internacional, oriunda da Lee Hecht Harrison. A metodologia considera 9 passos para se conseguir um emprego:
•1º. Escolha uma Profissão– são abordadas as profissões existentes, as mais promissoras e as habilidades necessárias para realizá-las. Com essa informação, os jovens exercitam o auto-conhecimento e a identificação de suas próprias habilidades, confrontando-as com as profissões apresentadas.
•2º. Faça um C.V.– se ensina como preparar um CV, e os jovens têm a oportunidade de realizá-los com o apoio dos consultores de carreira da Mariaca.
•3º. Fale Sobre Você– aborda-se a necessidade de se estabelecer uma rede de relacionamentos, como nutrí-la e fortalecê-la. Os jovens têm a oportunidade de montar um breve discurso para ser usado com as pessoas que poderão lhes ajudar na conquista de um emprego.
•4º. Tenha uma Lista de Referências– como proceder para se conseguir referências profissionais com um ex-empregador.
•5º. Responda aos Anúncios– onde se deve procurar anúncios e qual é a melhor maneira de respondê-los.
•6º. Procure Agências de Emprego– é entregue uma lista com mais de 100 agências de emprego para que os jovens enviem seus currículos e façam seus contatos.
•7º. Contate as Empresas– nesta etapa os jovens são estimulados a preencher uma lista de empresas em que gostariam de trabalhar e são encorajados a acessá-las diretamente.
•8º. Aumente suas Chances de Ingressar no Mercado de Trabalho– fala-se sobre produtividade na busca de um emprego. Explica-se a necessidade de fazer um registro das atividades semanais que estão sendo realizadas.
•9º. Prepare-se para a Entrevista– são abordados diversos aspectos que vão desde apresentação pessoal, como se vestir na ocasião, perguntas mais feitas em entrevistas de emprego e suas respostas, até como fazer follow-up com o entrevistador, competências e características mais esperadas e admiradas pelos recrutadores.
Durante os treinamentos, cada participante recebe uma apostila completa com cada uma dessas etapas e um certificado de realização. Após o treinamento, os profissionais da Mariaca permanecem à disposição para dúvidas. Os treinandos são incentivados a procurar os Consultores de carreira da Mariaca e informá-los sobre o progresso de suas ações. Seis meses depois, é organizada uma turma de manutenção, na qual é discutido o desempenho dos jovens na busca pelo emprego neste período, suas dificuldades e vitórias, por meio de relatos e testemunhos de suas experiências.
Além desta turma de manutenção, o Somar ן Projeto Social Mariaca desenvolve um outro seminário, que visa a permanência no emprego: “Consegui o emprego, e agora?”. Para estas turmas, as temáticas são: (a) Atitudes, comportamento e postura que se deve manter em uma organização; (b) Técnicas para superar as expectativas de seus superiores; (c) Características que as organizações mais valorizam; (d)Como planejar suas finanças pessoais.
O Somar | Projeto Social Mariaca conta com um Comitê composto por 10 pessoas: 1 Coordenador Geral; 6 Líderes de Projeto; 3 Administrativos.
Possibilidade de disseminação ou replicação:
O Somar | Projeto Social Mariaca é integralmente aplicável em qualquer entidade que atue com jovens. No site www.mariaca.com.br/somar estão as informações sobre o projeto e os Cvs dos jovens treinados. Outro importante veículo de comunicação é o canal direto de relacionamento que a Mariaca mantém com mais de 500 grandes empresas que recebem informações sobre os jovens que desejam se colocar no mercado de trabalho.
O Somar | Projeto Social Mariaca é divulgado por meio de um folder produzido pela Mariaca, com o patrocínio da Gráfica Ripress. Este material é entregue em todas as visitas comerciais que a empresa realiza no dia-a-dia, além de ser utilizado em todos os eventos que a Mariaca promove. Os veículos da imprensa, em nível nacional, têm procurado a Mariaca para falar sobre o projeto, seus resultados, difundir testemunhos e filosofia. A empresa atende todas as solicitações preservando sempre eventuais sigilos solicitados pelas organizações que contrataram os jovens profissionais.
Banco ABN Amro Real S.A.
Gestão Empresarial para a Sustentabilidade - GES
Evolução da situação :
O Banco Real adotou a sustentabilidade como modelo de negócios, cultura de gestão e interação com a sociedade. Começamos a caminhar nessa direção há oito anos e, no esforço para conjugar bons resultados econômicos, sociais e ambientais, inovamos nossas práticas e assumimos um papel de liderança em sustentabilidade no setor empresarial brasileiro.
Em 2007, vimos que era hora de acelerar esse processo, alcançando mais pessoas e mobilizando mais empresas no caminho da sustentabilidade, de modo a provocar mudanças substanciais no modelo de negócios exclusivamente focado no lucro, em voga em nossa sociedade.
Lançamos, no final do ano, o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade (“Práticas”, como chamamos o projeto internamente). Por meio de cursos e outras atividades presenciais e de uma série de ações online disponíveis no portal www.bancoreal.com.br/sustentabilidade, temos compartilhado tudo o que aprendemos com nossos clientes, fornecedores e a sociedade, com o objetivo de encurtar o caminho das empresas na direção de um mundo sustentável. Também temos impulsionado a formação de redes, com a articulação de grupos de empresas que se reúnem para trocar experiências e encontrar seu próprio jeito de inserir a sustentabilidade em seu cotidiano.
O “Práticas” surgiu como o retrato mais atual de uma história iniciada em 2000, quando começamos a discutir a formação de um “Novo Banco para uma Nova Sociedade”. Essa proposta ganhou força a partir de 2001, com a formação de grupos de trabalho multifuncionais, liderados pela alta gestão, para desenvolver iniciativas em três frentes: Negócios, Gestão e Ação Social.
Desde então, temos consolidado nossa Plataforma de Gestão da Sustentabilidade e, progressivamente, ampliado as ações, estendendo-as a nossos fornecedores, clientes e à sociedade, engajando um número cada vez maior de pessoas na sustentabilidade.
Conscientizamos e engajamos nossos funcionários, por meio de processos de educação e de comunicação. Disseminamos internamente conceito de ecoeficiência. Estruturamos um investimento social focado no desenvolvimento local e comunitário. Criamos indicadores e temos constantemente aprimorado nosso modelo de governança para orientar e medir a adesão às práticas sustentáveis.
Construímos uma elevada reputação no gerenciamento do risco social e ambiental das empresas às quais concedemos crédito e contribuímos para a difusão desse conceito no mercado interno. Fomos pioneiros, no país, na oferta de financiamentos para sustentabilidade, fundos de investimentos socialmente responsáveis e operações de crédito de carbono, entre outros produtos inovadores.
Em 2006, criamos um Conselho de Sustentabilidade, formado por representantes das vice-presidências e diretorias do Banco, intensificando a integração da sustentabilidade em nossos processos, produtos e relacionamentos. Também passamos a formar grupos de sustentabilidade para articular as ações dentro de cada área.
Fortalecemos o papel da Diretoria de Desenvolvimento Sustentável, que possui 60 profissionais atuando como consultores internos e externos, dando um suporte qualificado às nossas áreas e clientes corporativos. Criamos, ainda, áreas focadas em temas específicos, como Diversidade, Ecoeficiência, Compliance e Risco Socioambiental. Temos, atualmente, cerca de 400 profissionais dedicados parcial ou totalmente à sustentabilidade dentro do Banco.
Em 2007, implementamos o Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade, abrangendo nossas 2 mil agências em todo o Brasil. Foi a maior ação de treinamento em sustentabilidade já realizada no país. Ao final do ano, tínhamos capacitado quase 15 mil funcionários, preparando-os para usar seu poder multiplicador para ajudar a construir um banco melhor e uma sociedade melhor.
Um grande número de parceiros tem nos apoiado nessa jornada, contribuindo com subsídios conceituais para a articulação e implementação das ações. Entre eles estão o Instituto Ethos, Sustainable Finance, SustainAbility, Instituto Akatu, Ekobé, Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, Centro de Estudos das Relações do Trabalho e da Desigualdade (CEERT), Universidade Solidária (Unisol), Acción Internacional, Care Brasil, Amigos da Terra, Imazon, Imafora & FSC (Forest Stewardship Council), Carpe Diem e Conselhos Municipais da Criança e do Adolescente.
Ética e transparência:
Nossas ações são pautadas pelos valores Integridade, Respeito, Profissionalismo e Trabalho em Equipe e por uma Visão, Missão e um Modelo de Negócios que têm por base a sustentabilidade:
Nossa Visão – Um novo Banco para uma nova Sociedade. A sociedade em evolução, cada vez mais bem informada e consciente, busca a integração do humano e do ambiental com o econômico em todas as suas decisões. Nós, como organização e como indivíduos, somos agentes dessa evolução.
Nossa Missão – Ser uma organização reconhecida por prestar serviços financeiros de qualidade exemplar aos nossos clientes, gerando resultados sustentáveis e buscando a satisfação de pessoas e organizações, que junto conosco contribuam para a evolução da sociedade.
Nosso Modelo de Negócios, que representa graficamente a estratégia para cumprir nossa Missão e atingir nossa Visão, tem as pessoas em seu centro, expressando a interdependência que caracteriza a sustentabilidade: o Banco só continuará a existir e a produzir riquezas ao longo do tempo em um modelo de negócios em que todos os nossos públicos participem e sejam beneficiados.
Engajamento das partes interessadas (stakeholders):
Com o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade, desenvolvemos uma metodologia inovadora de engajamento de stakeholders, avançando ainda mais na mobilização de nossos diferentes públicos na sustentabilidade.
O “Práticas” surgiu a partir de uma demanda da própria sociedade. Nos últimos anos, vínhamos recebendo um número cada vez maior de pedidos de empresas interessadas em conhecer melhor nossas práticas. Passamos, então, a fazer isso de forma estruturada.
As informações sobre os principais programas e iniciativas que implementamos nos últimos oito anos foram sistematizadas, de modo que elas possam ser aproveitadas por empresas de qualquer ramo e porte. Com o apoio de consultorias especializadas, convertemos essas práticas em módulos de treinamentos e passamos a oferecê-los, gratuitamente, às empresas e ao público em geral.
No portal www.bancoreal.com.br/sustentabilidade, estão disponíveis e-learnings, um banco de práticas, blog, videochat e um cardápio de atividades presenciais, como palestras, oficinas de sustentabilidade e visitas à agência com construção sustentável.
Ao mesmo tempo, desenvolvemos um programa de treinamento presencial de médio prazo para nossos clientes corporativos e fornecedores. Entre dezembro de 2007 e agosto de 2008, quase 500 pessoas (presidentes, diretores e outros executivos), representando cerca de 300 empresas, participaram das atividades presenciais do “Praticas”.
Também criamos um processo para articular empresas e, em alguns casos, setores inteiros, em “plataformas de diálogo e convergência”, em que as ações são definidas em conjunto pelos participantes.
Um exemplo é o Grupo Mercado de Capitais, criado em fevereiro de 2008. O grupo é formado pelas 23 corretoras de valores que operam com nossa área de Tesouraria e representantes da BM&F Bovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros) e da Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro). O grupo reúne-se periodicamente para trocar conhecimentos e disseminar a sustentabilidade entre seus integrantes.
Essa sistemática tem sido multiplicada, com a criação de outros grupos, como o de construção civil, em São Paulo, e o de Belém (PA), formado por empresários, ONGs e governo para buscar soluções sustentáveis para a indústria madeireira da região. Também articulamos grupos de clientes de Middle Market e do Varejo nas regiões: temos, hoje, quatro desses grupos funcionando no Rio de Janeiro (RJ), em Campinas (SP), em Belo Horizonte (MG) e no Recife (PE).
Colocamos à disposição desses grupos oficinas e workshops sobre sustentabilidade, dando treinamento e suporte metodológico para que as empresas aprofundem esse percurso.
Além do “Práticas”, temos várias outras ações estruturadas para capacitar, engajar, comunicar e avaliar o desempenho em sustentabilidade para os seguintes públicos: funcionários, clientes, fornecedores, sociedade e governo.
Nossos funcionários, clientes e fornecedores participam dos programas sociais que implementamos em parceria com ONGs e outros atores sociais, a exemplo do Amigo Real. Em 2007, 17.472 funcionários (51% de nosso quadro) e 4.700 clientes e fornecedores participaram do programa.
Promovemos fóruns de fornecedores e temos, progressivamente, alinhado–os à sustentabilidade. Até o momento, incluímos 150 fornecedores de produtos e serviços e 23 corretoras de valores em um processo sistematizado de gestão, dando suporte para a adoção de boas práticas ambientais e sociais.
Formamos Conselhos de Clientes, compostos por clientes dos diferentes segmentos, que se reúnem periodicamente com executivos do Banco, trazendo suas visões e contribuindo para aprimorar o relacionamento. Hoje, temos dez grupos formados, totalizando cerca de 120 conselheiros distribuídos por várias cidades brasileiras.
Criamos outros mecanismos, como a Plataforma de Diálogo que mantemos na intranet para nossos funcionários, e o Canal do Fornecedor, na internet. E aplicamos regularmente pesquisas para avaliar a satisfação dos clientes e o engajamento de nossos funcionários.
Nossos públicos também têm voz na construção de nosso relatório de sustentabilidade. Para elaborar o relatório “Nossa Visão Estratégica e Resultados Financeiros 2007”, mobilizamos 27 representantes dos diferentes públicos com os quais nos relacionamos.
Prestação de contas responsável:
Em 2003, publicamos nosso primeiro relatório de sustentabilidade, considerado um dos cem melhores do mundo na pesquisa da Standard&Poors, SustainAbility e Unep (United Nations Environment Programme). A segunda publicação, em 2005, ficou em 12º lugar no mesmo ranking. A terceira, em 2007, foi a primeira do país a receber o selo A+GRI da Global Reporting Initiative e foi reconhecido como o 2º melhor relatório do mundo pela GRI.
Em 2008, como conseqüência do fortalecimento de nossa visão e dos avanços na inserção da sustentabilidade nos negócios, integramos, em um único documento, os resultados nas três dimensões da sustentabilidade: financeira, social e ambiental. O relatório “Nossa Visão Estratégica e Resultados Financeiros 2007” traz cerca de 100 indicadores apurados segundo as diretrizes da GRI G3.
Mantemos um canal de comunicação aberto a nossos públicos no portal www.bancoreal.com.br/sustentabilidade e usamos nossos veículos de comunicação internos e externos para informar sobre os fatos mais relevantes.
Remuneração do capital investido:
Ainda que seja difícil demonstrar objetivamente o quanto a inclusão da sustentabilidade nos negócios influencia os resultados financeiros, é evidente o fortalecimento do vínculo dos clientes e demais stakeholders com o Banco Real.
Em 2007, mesmo em meio ao processo de troca de acionistas do ABN AMRO para o Santander, registramos um desempenho excepcional. Obtivemos um lucro líquido de R$ 2.975 milhões, 45% maior do que o do ano anterior, em conseqüência, especialmente, do forte crescimento dos negócios. Nossos ativos totais aumentaram em 32%, atingindo R$ 159,6 bilhões. Outro ganho foi a redução do risco das operações e a elevação de nossos ratings.
O foco em sustentabilidade vem trazendo diferenciais competitivos importantes para nós. Participamos de transações estratégicas no mercado de capitais, de processos de fusões e aquisições e de internacionalização de grandes empresas, liderando os rankings desses segmentos. Fomos o segundo banco mais atrativo do mercado em 2007. Há três anos, ocupávamos a quinta colocação.
Além disso, temos sido reconhecidos pela sociedade. Nos últimos dois anos, recebemos mais de 80 prêmios pela excelência em desempenho, gestão de recursos humanos e desenvolvimento sustentável, concedidos por renomadas instituições brasileiras e internacionais.
Fomos eleitos o banco mais sustentável do mundo pelo FT Sustainable Banking Awards 2008, realizado pelo jornal britânico Financial Times e IFC (Internacional Finance Corporation). Galgamos uma posição de destaque entre as melhores empresas para trabalhar no Brasil, ficando em 6º lugar no ranking publicado em 2008 pela Revista Época/Great Place to Work Institute. Em 2007, ficamos entre as empresas mais admiradas do Brasil na pesquisa InterScience/Carta Capital, fomos reconhecidos pelo Prêmio ECO e pelo Prêmio Valor Social.
A reputação em sustentabilidade tem favorecido a captação de recursos por parte do Banco. Em 2007, recebemos um novo aporte da IFC, no valor de US$ 200 milhões, direcionados ao financiamento de projetos ambientais, sociais e de governança de nossos clientes corporativos. Somos os únicos, no Brasil, a receber recursos da instituição para essa finalidade.
Geração de valor para a sociedade:
Em 2007, o Valor Adicionado (riqueza gerada) pelo Banco Real atingiu R$ 8,2 bilhões, cerca de 28% maior do que o de 2006. Foi distribuído da seguinte maneira:
• Remuneração do trabalho (pessoal e encargos): R$ 2,8 bilhões
• Remuneração do governo (impostos, taxas e contribuições): R$ 2,4 bilhões
• Remuneração do acionista (juros sobre o capital e dividendos): R$ 738 milhões
• Reinvestimento de lucros: R$ 2,2 bilhões
Investimos, no ano, R$ 42,4 milhões em ações sociais voltadas à educação, diversidade, cultura, geração de renda e meio ambiente.
Impacto ambiental das operações:
Continuamos ampliando nosso programa de ecoeficiência, criado em 2002. Hoje, a coleta seletiva é uma realidade em todos os nossos prédios administrativos e agências. Reduzimos o consumo de água, energia elétrica, copos plásticos e papel e o lixo gerado. Passamos a dar destinação adequada a lâmpadas, pilhas e cartuchos de impressoras. Entre 2003 e 2007, obtivemos ganhos da ordem de R$ 3,3 milhões com nossos principais processos de ecoeficiência.
Adotamos o papel reciclado ou certificado pelo FSC (Forest Stewardship Council) e exigimos de todos os nossos fornecedores de móveis e madeira o selo de cadeia de custódia FSC.
Certificamos nossa sede pelas normas ISO 14001 e, em 2007, expandimos o sistema de gestão ambiental da ISO a outros dois prédios administrativos. Obtivemos a primeira certificação de construção sustentável do LEED (Leadership in Energy And Environmental Design) na América do Sul. No último ano, construímos mais de uma dúzia de agências usando esse modelo.
Fizemos um inventário das emissões de CO2 equivalente em nossas atividades e estamos trabalhando para reduzi-las. Também criamos o Projeto Floresta Real, que envolve o reflorestamento e a recuperação da bacia do rio Juquiá (SP) e que irá compensar 100% de nossas emissões diretas.
Outra iniciativa é o Papa-Pilhas, programa de coleta e reciclagem de pilhas e baterias usadas, que já está implantado em nossas 1,6 mil agências em todo o país.
Conformidade ambiental dos produtos e serviços:
Um de nossos enfoques é o direcionamento do crédito aos setores que mais necessitam de investimentos. Em 2007, nossa operação de microcrédito cresceu quase 250% na comparação com o ano anterior, atingindo R$ 56,8 milhões. Nossa carteira de financiamentos para sustentabilidade saltou de R$ 217 milhões para R$ 824 milhões no período.
O Fundo Ethical, o primeiro fundo de investimento socialmente responsável da América Latina, apresentou uma rentabilidade acumulada de 578,2% desde seu lançamento (2001) até maio de 2008. O índice é bem superior ao Ibovespa do período (490,6%).
Em 2008, lançamos duas novas opções de investimentos que aliam rentabilidade e benefícios sociais e ambientais: o fundo Floresta Real, que dá ao investidor o direito de receber um valor financeiro referente aos créditos de carbono originados pelo Programa Floresta Real, e o Real CDB Sustentável, que cria a oportunidade para apoiar iniciativas sustentáveis.
Gestão dos colaboradores internos:
Temos aperfeiçoado nossas práticas de recursos humanos, criando um clima organizacional saudável e engajador, que favorece o desenvolvimento, a realização pessoal e profissional e a diversidade.
Adotamos um Modelo Educativo que tem como enfoque o desenvolvimento humano e o protagonismo do funcionário. Em 2007, realizamos mais de 1,4 milhão de horas de treinamentos seguindo as diretrizes desse Modelo.
Também investimos fortemente em educação para a sustentabilidade. Em 2007, mais de 11,8 mil de nossos 33 mil funcionários receberam treinamentos específicos no tema. Além disso, realizamos o Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade, que abrangeu 15 mil funcionários da rede de agências.
Nosso programa de valorização da diversidade tornou-se uma referência no mercado. Nos últimos anos, temos alterado nossa demografia interna, evoluindo na consolidação de um ambiente mais diverso e inclusivo. Em 2004, tínhamos 30% de nossos cargos gerenciais ocupados por mulheres. Em 2007, o percentual passou a 41%. A quantidade de pessoas com deficiência em nosso quadro funcional saltou de 354 para 1.369 no período. A participação de negros evoluiu de 9,5% para 13,9%.
Implementamos programas como o de qualidade de vida (Vida Saudável), preparação para aposentadoria (Vida e Carreira na Maturidade), de ginástica laboral e relaxamento (Você Bem) e de reconhecimento (Programa de Reconhecimento em Sustentabilidade e Inovação).
Promoção do desenvolvimento econômico local:
Concedemos microcrédito produtivo orientado a pequenos empreendedores de comunidades pobres em todo o Brasil. Em 2007, demos um salto significativo na expansão dessa atividade. Chegamos ao final do ano com 53,4 mil pessoas atendidas e uma atuação estruturada em mais de 200 cidades, fomentando a economia e o desenvolvimento local.
Em nossos processos de seleção, priorizamos a contratação local. Além disso, somos um dos fundadores e mantenedores da ONG Integrare, que aproxima empresas pertencentes a grupos tradicionalmente excluídos (negros, indígenas e pessoas com deficiência) de grandes corporações.
Promoção do desenvolvimento da comunidade:
Temos um investimento social focado no desenvolvimento local e comunitário, com uma série de iniciativas estruturadas nas áreas de educação, diversidade, meio ambiente, geração de renda e cultura. Entre elas, estão o Amigo Real, Projeto Escola Brasil, Brincando na Rede, Prêmio Educar para a Igualdade Racial, Concurso Banco Real Talentos da Maturidade, Prêmio Banco Real Universidade Solidária e Programa Investimento Reciclável.
Mobilizamos nossos parceiros para se engajarem nessas ações e capacitamos as entidades gestoras dos projetos e líderes comunitários para a sustentabilidade dos projetos.
Fazemos isso, por exemplo, com o Amigo Real (www.bancoreal.com.br/amigoreal), programa que busca fortalecer o sistema de proteção à criança e ao adolescente em municípios com indicadores sociais críticos. Entre 2002 e 2007, o Amigo Real contribuiu para a execução de projetos em 185 municípios, beneficiando diretamente 43 mil crianças e adolescentes e, indiretamente, suas famílias e comunidades.
Essa é a tônica também no Programa Investimento Reciclável, por meio do qual capacitamos e financiamos cooperativas de reciclagem, e no Projeto Escola Brasil (www.projetoescolabrasil.org.br), ação de voluntariado corporativo que mobiliza quase 2 mil funcionários do Banco.
Responsabilidade pelos produtos e serviços:
Estamos construindo um modelo de negócios verdadeiramente sustentável, aumentando a gestão do risco e a criação de valor para o mercado e a sociedade.
Além de aplicar os Princípios do Equador, desde 2002, fazemos a análise de risco socioambiental dos clientes corporativos de todos os portes. Em 2007, analisamos quase 2,8 mil empresas, ajudando-as a identificar problemas e caminhos para solucioná-los. E condicionamos a concessão de crédito à adoção de práticas sustentáveis.
Também criamos programas para estimular a sustentabilidade em setores específicos, como a construção civil. Em 2007, lançamos o Real Obra Sustentável, incentivando a adoção de boas práticas sociais e ambientais nos empreendimentos imobiliários que financiamos.
RL Sistemas de Higiene Ltda.
Gestão Empresarial para a SustentabilidadeDados do relatório
Evolução da situação:
A RL iniciou sua trajetória rumo à Gestão Empresarial Sustentável em 1996 ao incluir os princípios do desenvolvimento sustentável em sua missão e lançar, de forma pioneira, a Divisão RL Qualix composta, não mais de produtos, mas de sistemas de higiene e limpeza profissional, com uma visão sistêmica e forte preocupação ambiental, ancorada no uso racional dos recursos (ecoeficiência).
Neste período, bastante influenciada por sua participação no Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), uma verdadeira escola de cidadania empresarial; pelo mercado norte-americano, através de várias visitas técnicas a feiras, fabricantes e distribuidores; e pela leitura do livro “Protecting the Built Environment: Cleaning for Health” do autor norte-americano Michael A. Berry, que coloca a questão ambiental no âmago da limpeza profissional; a RL foi capaz de perceber as mudanças que se seguiram com a abertura do mercado e a crescente demanda das empresas por serviços agregados, junto a um forte movimento da qualidade instalado no Brasil.
Os anos 2000 foram marcados pela entrada da RL no movimento da Responsabilidade Social Empresarial muito influenciada pelo Instituto Ethos de Responsabilidade Social. Hoje, a RL tem uma perspectiva dedicada à sustentabilidade no seu Mapa Estratégico do Balanced Scorecard (BSC). Outra influência importante, deste período, é do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.
As questões ambientais associadas ao aquecimento global estão na agenda da sociedade, além disso, a relação de causa e efeito da limpeza com a natureza é direta. Todo produto usado na limpeza, seja doméstica ou profissional, tem um ciclo de vida muito curto e acaba, invariavelmente, causando impactos na natureza. Para fazer frente a estes desafios, a RL se apóia no seu diferencial: Limpeza Sustentável.
Finalmente, a RL desenvolve, em 2007, o Projeto Sustentabilidade e o Programa Inovação, que, em 2008, passaram a integrar o Programa Sustentabilidade & Inovação. Tal programa tem o objetivo de tornar seu posicionamento cada vez mais concreto, uma vez que leva o
conceito de Ecoeficiência para toda a linha de produtos e para os processos de limpeza que fornece para o mercado. Em 2008, a RL lançou o primeiro papel toalha certificado com o selo Forest Stewardship Council (FSC) da América do Sul.
Abaixo segue um resumo dos principais eventos que marcaram esta trajetória:
• 1996 Nova marca e novo conceito: RL Qualix. Venda de Sistemas de Higiene.
• 1999 1ª Declaração do Código de Ética da RL.
• 2002 1ª Auto-avaliação pelos Indicadores Ethos.
• 2002 Criação dos primeiros cartazes de conscientização para causas ambientais e consumo consciente.
• 2003 Formalização do Macro Processo de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) na Cadeia de Valor da Gestão de Processos.
• 2004 Congresso Infra: Palestra Limpeza Sustentável.
• 2005 Implantação da Escala Akatu.
• 2005 A RL foi convidada a fazer parte do grupo brasileiro que cuida da formulação da ISO 26000 de Responsabilidade Social.
• 2005 Atingimento de 100.000 usuários na campanha CUIDE (Akatu).
• 2005 1ª Palestra de Consumo Consciente para Clientes - ALCON Laboratórios.
• 2007 Formação do Projeto Sustentabilidade.
• 2007 Sustentabilidade como diferencial estratégico.
• 2008 Certificação pela Associação de Certificação Instituto Biodinâmico (IBD) do sabonete Essenz Vert: 1º produto 100% origem vegetal.
• 2008 Certificação pelo FSC do Papel Toalha Essenz Vert: 1º papel toalha certificado da América do Sul.
• 2008 Início da venda de serviços ligados a sustentabilidade: descontaminação de lâmpadas fluorescentes e uso racional da água.
• 2008 Mudança para novo prédio projetado para atender os princípios de desenvolvimento sustentável.
Ética e transparência:
Os princípios organizacionais da RL são traduzidos pela Missão, Visão, Valores e pelo Código de Ética, que são públicos e estão divulgados em seu website.
A sustentabilidade está presente na missão da RL desde 1996 e, desde então, tem sido foco de sua atuação.
Atender as necessidades das empresas, seja na proteção da saúde de seus funcionários, seja na preservação do seu patrimônio, contribuindo para a melhoria da estética de seus ambientes e na busca da lucratividade e competitividade, sempre comprometidos com a ética, a qualidade e o respeito à natureza.
Fornecer soluções inovadoras para empresas e instituições, com o objetivo de implementar e disseminar uma nova cultura sobre higiene e limpeza. Desta forma, promover qualidade de vida, economia e a sustentabilidade do planeta, norteados por relações de qualidade com todos os nossos públicos.
Promover qualidade de vida, saúde, economia e a sustentabilidade do planeta, através do fornecimento de produtos e serviços inovadores em limpeza sustentável para empresas e instituições, norteados por relações de qualidade com todos os nossos públicos.
Tornar-se referência para a sociedade como empresa de classe mundial pela excelência no modelo de gestão e pelo equilíbrio entre nossa prosperidade e o bem-estar das partes interessadas: acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores, governo, sociedade e meio ambiente.
• Ética na condução dos negócios: com o público e o privado, com clientes e fornecedores, com e terceirizados.
• Saúde das pessoas protegida no ambiente de trabalho, como resultado de nossa atividade.
• Respeito às pessoas, à natureza, à vida, à diversidade.
• Transparência nas relações com as partes interessadas.
A seguir, estão transcritos somente os princípios éticos da RL que apresentam foco na sustentabilidade.
Código de Ética
• Oferecer soluções que tornem os ambientes limpos e saudáveis, promovendo a saúde; através de um estado de completo bem-estar físico; mental e social, dos usuários de seus sistemas.
• Respeitar a natureza, a fim de garantir a sobrevivência, qualidade de vida e o futuro do planeta e dos seus habitantes, escolhendo e fornecendo produtos não prejudiciais ao meio ambiente.
• Buscar lucro em todas as suas relações comerciais, com base no cumprimento destes princípios.
O Código de Ética da Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (ABRALIMP), 1996; a Carta de Princípios do Instituto Ethos, 2004 e o Pacto Anti-Corrupção do Instituto Ethos, 2006; também, constituem-se em norteadores da gestão da RL.
Engajamento das partes interessadas (stakeholders):
O diálogo e atenção da RL com os vários públicos impactados por suas atividades, assim como a consideração das expectativas de tais públicos nas decisões estratégicas do negócio foram mapeadas e são monitoradas na Matriz de Relacionamento com as Partes Interessadas, uma ferramenta especialmente criada para esta finalidade.
A RL usa tal ferramenta para identificar as partes interessadas; mapear suas necessidades; definir eventos/canais de comunicação e relacionamento, assim como a periodicidade dos eventos; designar o processo gestor, e atribuir a diretores e gerentes a responsabilidade de fortalecer e aprimorar o relacionamento com cada uma das partes interessadas, a saber:
• Proprietários: sócios-gerentes;
• Clientes e mercado: empresas e instituições (B2B);
• Força de trabalho: profissionais contratados segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e empresas/profissionais contratados em regime de prestação de serviços para as atividades meio;
• Comunidade na qual a RL está inserida: Condomínio Empresarial Parque Vila Leopoldina, Vila Leopoldina, Zona Oeste, Município de São Paulo;
• Governo: Federação, Estado e Município;
• Meio ambiente: ambiente natural, futuras gerações e espécies não-humanas;
• Concorrentes: empresas.
Prestação de contas responsável:
A RL informa a sociedade sobre os impactos sócio-ambientais das suas operações de várias maneiras:
• Cases com clientes: newsletter FOCO, website RL, palestras em empresas e congressos; jornais internos de clientes (Natura: intranet, economia de 26 toneladas de papel/ano);
• Posicionamento: campanhas institucionais de comunicação e Centro de Referência do Instituto Akatu;
• Práticas: Centro de Referência do Instituto Ethos (Projeto Tá Limpo); Fundação Nacional da Qualidade (Disseminação das Estratégias, Avaliação de Desempenho – Fornecedores, Avaliação de Desempenho – Colaboradores);
• Matérias em revistas e portais: Revista Infra, Celulose On-line, Instituto Akatu, The Cleanzine.
• FOCO: o newsletter da RL Higiene apresentou aos clientes e ao mercado, em suas 10 edições, diversas possibilidades de realizar a limpeza de seus ambientes, segundo os princípios do desenvolvimento sustentável, ampliando, sempre, o elenco de serviços e produtos que contribuem de maneira efetiva para a preservação da natureza.
Remuneração do capital investido:
A receita líquida da RL atingiu R$15,3 milhões, registrando um crescimento de 31,9% no período de 2005 a 2007. Neste período, o lucro líquido atingiu 3,8% da receita líquida em 2005, 6,3% em 2006, e 3,9% em 2007, que por sua vez, representou um retorno sobre o ativo (circulante) de 13,6% em 2005, 19,0% em 2006, e 14,6% em 2007, e um resultado sobre o patrimônio líquido de 24,8% em 2005, 52,8% em 2006 e, finalmente, 33,9% em 2007.
A RL tem o entendimento de que a gestão dos ativos intangíveis contribui para sua valorização, por isso os mapeou e classificou, embora ainda não ocorra medição de seu valor.
Os ativos intangíveis da RL foram classificados da seguinte maneira:
• Ativos de mercado: marcas (RL, Essenz, Uffizi, Habitat, Higindoor, Sax), clientes estratégicos, lealdade dos clientes, fornecedores estratégicos, carteira de clientes;
• Ativos humanos: nível de escolaridade, conhecimento da equipe RL, colaboradores movidos pela causa, programas e projetos, oportunidades de melhoria implementadas, trabalho em equipe, desenvolvimento da liderança;
• Ativos de Propriedade Intelectual: Sistema de Avaliação de Desempenho, Processo de Vendas, Livro de Vendas da RL, Relatório de Gestão de Clientes, Programa de Treinamentos FormAção RL, campanhas de conscientização, Manual de Gestão, Relatórios de Gestão (PPQG 2007 e 2008, PNQ 2007 e 2008);
• Ativos de Infra-estrutura: gestão por processos, automações, processos mapeados e precificação estratégica.
Geração de valor para a sociedade:
A RL, em relação à sua receita líquida, distribuiu 3,6% em 2005 e 5,7% em 2006 de lucros aos seus sócios, em 2007 o resultado foi destinado a aumento de capital; pagou de juros aos bancos 0,4% em 2005, 0,4% em 2006 e zero em 2008; remunerou o seu pessoal em 8,2% em 2005, 7,9% em 2006 e 8,0% em 2007; adquiriu serviços da ordem de 5,1% em 2005, 3,7% em 2006 e 4,7% em 2007; adquiriu de fornecedores de produtos R$8 milhões em 2005, R$10 milhões em 2006 e R$11,2 milhões em 2007; recolheu tributos e encargos num total de 26,0% em 2005 e 2006 e 26,8% em 2007; e finalmente, doou a título de filantropia 0,3% nos 3 últimos anos.
Impacto ambiental das operações:
A RL elaborou a Matriz de Impactos Sócio-Ambientais, uma ferramenta específica para identificar os impactos sociais e ambientais de suas atividades. Tal matriz apresenta os impactos identificados, os aspectos (instalações, produtos, processo), o tipo de impacto (social, ambiental) as ações para minimizar seus efeitos, os processos nos quais tais ações são inseridas, indicadores/controles e metas.
As práticas para minimizar os efeitos das atividades da RL no meio ambiente foram divididas no que diz respeito ao ambiente interno e ao ambiente externo.
• Novo prédio projetado para diminuir desperdícios e poupar recursos, como: reaproveitamento da água do ar-condicionado nos sanitários; torneiras com vazão controlada e acionamento automático; caixas de descarga dos vasos sanitários com fluxo de 6L (antes, 9L); utilização de manta acústica, que reduz necessidade de ar-condicionado, e instalação de carpetes, produzidos com base de material reciclado e reciclável.
• Programa Sustentabilidade & Inovação: realização de campanhas de Consumo Consciente, visando a redução do consumo de recursos e da geração de lixo.
• Troca de veículos da Área Técnica de gasolina para biocombustível.
• Adoção de papelaria certificada com selo FSC;
• Desenvolvimento de produtos ecoeficientes.
• Campanhas permanentes de Consumo Consciente nos banheiros (consumo consciente de água e uso racional dos recursos) para clientes/usuários. Usuários atingidos, nos últimos 3 anos, 2005: 134.704, 2006: 514.422 e 2007: 278.942.
• Palestras e treinamentos para clientes;
• Relatório de Gestão de Clientes: no qual é feito o controle do consumo;
• Conteúdos específicos no website e newsletter FOCO;
• Recuperação e descarte adequado de dispenseres avariados.
Em 2007, a RL foi agraciada com o Prêmio Associação Brasileira de Facilities (ABRAFAC), Categoria Serviços, com o case sobre redução de consumo e coleta seletiva de lixo da agência Leo Burnett.
Conformidade ambiental dos produtos e serviços:
A RL considera critérios relacionados à preservação ambiental e economia de recursos escassos, tanto na aquisição dos produtos e serviços, quanto na comercialização dos mesmos.
Aquisição
Os principais requisitos para seleção e avaliação de fornecedores baseiam-se não apenas em fatores como qualidade, preço e prazo, mas também no cumprimento da legislação tributária e fiscal; em critérios específicos de responsabilidade social e adoção de padrões ambientais.
Atividades desenvolvidas no Programa Sustentabilidade & Inovação propiciaram a elaboração da Lista X, uma matriz de materiais e insumos nocivos ao meio ambiente, com respectivas aplicações típicas, que não devem usados nos processos relativos aos produtos da RL.
Um exemplo de prática ecoefieciente é a ausência de resíduos no processo produtivo dos produtos químicos das Linhas Higindoor e Essenz.
A partir de 2004, a RL deixou de vender sistemas de higiene e inaugurou a venda de conceitos de higiene profissional, que cobrem tudo o que uma empresa precisa.
Essenz, Uffizi e Habitat são os conceitos que a RL desenvolveu para oferecer ao mercado soluções ecoeficientes que reúnem bem-estar, economia e cidadania.
A RL tem como diferencial estratégico a limpeza sustentável. Um dos objetivos estratégicos da perspectiva Sustentabilidade do seu Mapa Estratégico do BSC é justamente tornar mais concreto o seu diferencial estratégico. Para atingir este objetivo, nasceram, dentro do Programa Sustentabilidade & Inovação, duas idéias: certificação sócio-ambiental dos produtos e venda de serviços ligados diretamente à questão da sustentabilidade. Já em 2008, os resultados foram a obtenção do selo FSC para o papel toalha Essenz Vert, o primeiro da América do Sul, e venda de serviços de descontaminação de lâmpadas fluorescentes e uso racional da água.
Gestão dos colaboradores internos:
O processo de Recrutamento e Seleção da RL adota práticas de igualdade e justiça que se dão à luz das Diretrizes de RH, de seus Valores e Código de Ética.
A integração dos novos colaboradores ocorre com a cooperação dos colaboradores que já atuam na RL, através da gestão participativa que faz parte tanto da cultura da RL quanto do Modelo de Gestão por Processos e motiva os colaboradores a participarem de comitês, programas e projetos das mais variadas naturezas.
A RL oferece a seus colaboradores um sistema de remuneração e reconhecimento que considera: diretamente, um pacote atraente de salários e benefícios e sistema de bônus por desempenho; indiretamente: plano de carreira e remuneração estruturado, sistema de avaliação objetivo com feedback e intenso programa de treinamento e desenvolvimento.
Ao final de cada ciclo, é feita a avaliação de desempenho de cada colaborador e, após o fechamento da avaliação, 100% dos colaboradores passam por um processo estruturado de feedback, que também considera as necessidades pessoais dos colaboradores. Neste processo, os gestores e as lideranças incentivam as ações positivas; sugerem ações de melhoria; desenvolvem uma visão de futuro, enfim, orientam os colaboradores profissional e pessoalmente.
A RL garante um ambiente de trabalho saudável e seguro através do Programa de Qualidade de Vida, que é norteado pelas diretrizes do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e, também, pela Missão,
Valores e Diretrizes de RH da empresa.
O histórico baixo de perigos e riscos relacionados à saúde ocupacional da RL, somado ao nível baixo do indicador de absenteísmo, também relacionado à saúde ocupacional, revela os bons resultados do esforço da RL em proporcionar um ambiente saudável à sua força de trabalho e visitantes.
Promoção do desenvolvimento econômico local:
A RL situa-se na Grande São Paulo, onde desenvolve suas atividades principais e tem maior impacto, uma vez que esta região responde por 74% das suas vendas. Do total de seus colaboradores, 60% moram no Município de São Paulo (onde sua sede está localizada), 35% na Grande São Paulo e, ainda, 6% no interior do Estado. Adquiriu em média, nos últimos três anos, 92% das suas aquisições de fornecedores dentro do Estado de São Paulo.
Promoção do desenvolvimento da comunidade:
A RL mobiliza as competências de sua força de trabalho e de parceiros, a fim de colaborar na melhoria da qualidade de vida das comunidades em que opera, através do Programa Voluntariado.
As comunidades que serão alvo das ações do Programa Voluntariado são identificadas conforme a Matriz de Relacionamento com as Partes Interessadas, tendo como principal necessidade a ser atendida, a preservação da saúde, através das boas práticas de higiene e limpeza.
Em 2000, por iniciativa da RL, Abralimp e Fundação Abrinq estabeleceram uma parceria, objetivando incentivar empresas do setor de higiene e limpeza institucional a prestarem auxílio às entidades conveniadas à Fundação Abrinq. No mesmo ano, a RL adotou a Fundação Gol de Letra.
Inicialmente, a adoção da entidade, que tinha o objetivo de suprir suas necessidades em limpeza profissional, expandiu-se para o Programa Capacitação em Higiene e Limpeza, no qual os voluntários da empresa ministram treinamentos teóricos e práticos para pessoas de comunidades menos favorecidas e carentes de formação.
Em 2007, o Programa Capacitação em Higiene e Limpeza, que faz parte do Banco de Práticas do Instituto Ethos, expandiu-se para a comunidade Reciclázaro.
Também é promovida a mobilização dos principais fornecedores para a causa da criança e do adolescente, através do Programa Empresa Amiga da Criança.
As comunidades abaixo relacionadas são alvo de ações permanentes da RL:
• Filhos dos colaboradores: auxílio-creche e eventos culturais;
• Condôminos do Empresarial Parque da Vila Leopoldina: fornecimento integral de produtos de higiene e limpeza para a área de lazer;
• Reciclázaro: doação de todo o lixo reciclável da RL;
• APAE: doação de cartuchos de impressão vazios;
• Fundação Gol de Letra: doação de todos os produtos de higiene e limpeza;
• Teatro Cultural Artística: doação dos produtos de higiene e limpeza para banheiros.
A RL apóia, ainda, o Movimento Nossa São Paulo, Institutos Akatu e Ethos e é signatária do selo Trânsito Seguro e Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção.
Responsabilidade pelos produtos e serviços:
A RL somente comercializa produtos desenvolvidos em conformidade com todas as legislações vigentes, em especial Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). E qualquer produto lançado pela RL passa pela análise da Ecoeficiência quanto à formulação, embalagem, armazenagem, manuseio, transporte, uso e descarte.
A promoção dos produtos e serviços da RL considera, sempre, todos os aspectos que proporcionam eficiência máxima no uso dos produtos, ou seja, mais sustentáveis, por exemplo: diluições corretas, processos adequados e ergonomia.
A RL dispõe, ainda, de um químico responsável permanente.
As soluções relacionadas a pós-consumo, reuso e reciclagem estão presentes:
• Na recuperação de dispenseres ou envio para reciclagem;
• No uso de embalagens recicláveis;
• No estabelecimento de parcerias para co-processamento de não-tecido;
• Na destinação adequada e recuperação de todos os componentes das lâmpadas fluorescentes.
Japacanim Ecoturismo Ltda
Gestão Empresarial para a Sustentabilidade
Dados do relatório
Evolução da situação:
O proprietário anterior da Fazenda Cabeceira do Prata utilizava a propriedade para agricultura de arroz, pecuária e extração de lascas de aroeira. Não havia divisões internas de cerca, permitindo que o gado utilizasse toda a área, inclusive bebendo água direto da nascente do rio Olho d'Água. O pasto nativo era queimado anualmente, existindo uma faixa desmatada próxima ao rio, onde acredita-se que houve cultura de cana-de-açúcar, milho e morada de funcionários. A madeira necessária para as construções também era retirada de dentro da mata.
Em 1979, a fazenda foi comprada por Eduardo Folley Coelho com objetivos de lazer e pecuária. O pasto nativo continuou sendo usado até meados de 1984, quando foi substituído por variedades do capim braquiária, medida que possibilitou a eliminação das queimadas anuais. Além disto, a construção de aguadas nas invernadas possibilitou a recuperação da área da nascente, já que o gado não precisava mais descer até o rio para beber água. A divisão por cercas e o plantio de árvores auxiliaram na recuperação dos locais comprometidos. Também foram adotadas práticas adequadas de manejo do solo (curvas de nível, calagem, manejo sem uso de fogo), visando a prevenção de erosão. As construções desta nova etapa utilizaram postes de madeira já cortados e deixados na propriedade, árvores caídas e também madeira descartada de outras propriedades.
Em 1995, o proprietário da fazenda Eduardo Folley Coelho participou de uma Oficina de Capacitação para o Ecoturismo (parceria Senac/Conservação Internacional), quando pela primeira vez obtiveram informações sobre a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural/RPPNs e sua utilização para o ecoturismo. No mesmo ano, teve início a atividade ecoturística na Fazenda Cabeceira do Prata, sob o nome fantasia de Recanto Ecológico Rio da Prata.
A Fazenda Cabeceira do Prata, na qual está situado o passeio de ecoturismo Recanto Ecológico Rio da Prata, está localizada no município de Jardim, sudoeste do estado de Mato Grosso do Sul, distante 36 km da cidade de Jardim, 49 km de Bonito e 270 km de Campo Grande, a capital do Estado. Fica nos limites da região da Serra da Bodoquena, dentro do Corredor de Biodiversidade Miranda - Serra da Bodoquena, região que faz parte da zona núcleo da Reserva da Biosfera do pantanal, ou seja, são áreas prioritárias para a conservação de biodiversidade dos biomas do Cerrado e Pantanal.
A visitação turística consiste em uma trilha pelas matas ciliares dos rios da Prata e Olho d'Água, chegando até a nascente do rio Olho d'Água, local de rara beleza, a partir do qual um grupo de no máximo nove pessoas desce flutuando um trecho de cerca de dois mil metros de águas cristalinas, equipadas com máscaras, snorkel, botas e roupas de neoprene. A propriedade ainda oferece mergulho com cilindro, passeio a cavalo e um roteiro para observação de aves, com guias especializados. O limite diário de visitantes no passeio de flutuação é de 150 pessoas, preconizado pela Licença Ambiental do empreendimento.
Todos os grupos são conduzidos por guias pertencentes às comunidades locais, treinados para passar segurança e informações ambientais durante a atividade. A infra-estrutura principal é formada pela sede da fazenda onde se localizam recepção, restaurante, bar, cozinha, escritório administrativo, loja de artesanato regional, sala de equipamentos e área de descanso para os visitantes. Não há hospedagem no local.
Visando garantir perpetuamente a conservação das nascentes do rio Olho d'Água, onde a atividade ecoturística de flutuação é desenvolvida, em 27 de abril de 1999 foi criada oficialmente a RPPN Fazenda Cabeceira do Prata (Deliberação CECA/MS nº 001-99), protegendo 307,53 hectares (21,5% da área total da Fazenda), englobando toda a mata ciliar e o rio Olho d'água desde a sua nascente até sua foz no rio da Prata. A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma categoria de unidade de conservação da legislação ambiental brasileira que permite a proteção perpétua de uma área sem a necessidade de desapropriação, sendo criada por iniciativa do proprietário.
Ao longo da operação do sítio turístico, uma das filosofias principais da empresa foi a de sempre adequar a operação com base nas experiências adquiridas com o tempo. Estes procedimentos seguem primordialmente 3 conceitos: garantir a qualidade de informações para os visitantes, minimizar os impactos ambientais e proporcionar segurança no passeio. Os investimentos foram feitos aos poucos, conforme o passeio evoluía e os empreendedores adquiriam conhecimentos através da participação em eventos relacionados ao tema, contratação de consultores e acompanhamento do passeio in loco.
O objetivo primordial da fazenda em fazer turismo respeitando o meio ambiente, em detrimento de atividades massificadas e “predatórias”, foi buscar torná-lo sustentável, de modo que estes atrativos naturais e culturais estejam disponíveis indefinidamente, possibilitando também uma oferta constante e duradoura de empregos na região.
Ética e transparência:
Através da adoção de uma série de diretrizes primordiais de ação, que se procura seguir para orientar o desenvolvimento do empreendimento como um todo, o Recanto Ecológico Rio da Prata tem buscado um grau de excelência em operação de ecoturismo, resultando em um produto turístico de qualidade ambiental significativa.
As diretrizes adotadas desde o início da operação do passeio de ecoturismo são:
Práticas de atividades turísticas de mínimo impacto ambiental;
Monitoramento ambiental das atividades turísticas;
Recuperação ambiental de áreas degradadas da propriedade; Manejo ecológico da produção rural;
Uso do ecoturismo como ferramenta para educação ambiental;
Valorização dos aspectos culturais e sociais da região;
Proibição de caça, pesca, corte de madeira e criação de animais domésticos e silvestres;
Apoio a projetos de pesquisa científica e visitas técnicas;
Projeto de separação dos resíduos sólidos (reciclagem e compostagem);
Incentivar e adotar ações para a economia de água e energia elétrica;
Produção própria de boa parte dos alimentos (Horta orgânica);
Prioridade na contratação de mão de obra local;
Venda de artesanato somente de produção regional para valorizar a cultura local;
Capacitação de funcionários e prestadores de serviços;
Apoio a ONGs, Projetos sociais, Associações de classe;
Troca de experiências com outros sítios turísticos visando o aperfeiçoamento do destino como um todo;
Disseminação das informações técnicas produzidas na fazenda;
Respeito à legislação vigente e pagamento de todos os tributos e encargos trabalhistas;
Melhoria contínua da qualidade dos serviços oferecidos e segurança do passeio;
Melhoria contínua da gestão do empreendimento como um todo e;
Autenticidade nas ações comerciais e no crescimento institucional;
A filosofia operacional do empreendimento espelha-se na máxima utilizada nos processos de certificação madeireira do FSC Brasil, de ser "ecologicamente adequado, socialmente justo e economicamente viável".
A meta do empreendimento é conciliar a exploração econômica da fazenda, com a conservação do meio ambiente, obter sucesso na comercialização de um produto de ecoturismo e promover a educação ambiental.
Engajamento das partes interessadas (stakeholders):
O público - alvo do passeio é o público nacional e internacional interessado em atividades na natureza. São mantidos registros da quantidade de visitantes e sua origem, com a finalidade de acompanhar a evolução do passeio. Em média, 21% do total de visitantes é de origem estrangeira. Após o passeio os visitantes são convidados a preencher uma Ficha de avaliação, que visa verificar a qualidade e satisfação dos clientes com os serviços e infra-estrutura oferecida. Os dados tabulados das fichas de avaliação são avaliados internamente, gerando planos de ação para correção dos pontos a serem melhorados.
O responsável pelo empreendimento, o proprietário e sua esposa têm se dedicado exclusivamente à fazenda e ao ecoturismo desde o início da atividade em 1995. Eles frequentemente participam de cursos, palestras, congressos e reuniões cujo tema seja de interesse do empreendimento e que estejam relacionados a ecoturismo e desenvolvimento sustentável, e também são membros ativos de associações locais e ONGs. O proprietário já foi presidente do COMTUR (Conselho Municipal de Turismo da cidade de Bonito), da REPAMS (Associação dos proprietários de RPPNs de MS), da ATRATUR (Associação dos atrativos turísticos de Bonito) e é o atual presidente do IASB (Instituto das Águas da Serra da Bodoquena.
O empreendimento considera fundamental divulgar e trocar idéias sobre suas práticas para que possam servir de modelo e motivação, ou que sejam aperfeiçoadas. Esta troca de idéias é realizada através da participação frequente de funcionários e proprietários em feiras e outros eventos de temática turística e ambiental, reuniões de associações de classe e OnGs ambientalistas, e através de contato direto e diário com operadores e agências de turismo nacionais.
O site do empreendimento na internet possui também uma seção de contato e uma de depoimentos, possibilitando comunicação rápida e eficiente com clientes.
Prestação de contas responsável:
As atividades turísticas e ações ambientais são divulgadas utilizando-se diversas mídias, sendo que atualmente a internet é a mais procurada por turistas e outros interessados. Observa-se também interessante divulgação pelos próprios visitantes ao relatar a experiência vivida no passeio.
O empreendimento paga todos os tributos e presta contas sobre os números de visitantes recebidos à Prefeitura Municipal de Jardim e ao Conselho Municipal de Turismo - COMTUR de Bonito.
O empreendimento possui Licença Ambiental de Operação do órgão estadual ambiental, e entrega relatórios semestrais de auto-monitoramento da atividade turística.
Remuneração do capital investido:
O empreendimento faz a reversão de parte dos lucros obtidos com o turismo para questões sociais e ambientais.
Atualmente, 85% das receitas da fazenda é proveniente da atividade turística.
O gerenciamento do passeio é feito pelos proprietários, com recursos próprios, sendo que o grande mérito da fazenda é sustentar-se economicamente de forma ambientalmente correta, confirmando a viabilidade de se conciliar na mesma propriedade a pecuária, o ecoturismo e a conservação ambiental.
Geração de valor para a sociedade:
Parte da renda obtida com a visitação é direcionada para pesquisa científica, educação ambiental, promoção de capacitação técnica de seus funcionários e fomento e divulgação de práticas sustentáveis por meio de patrocínio de ONGs regionais.
A operação ecoturística emprega 27 trabalhadores fixos, com remunerações acima da média.
Prioriza-se a aquisição de bens, produtos e serviços nos estabelecimentos da região, ainda que a custos mais elevados e também a contratação de mão-de-obra local.
Divulgação das ações ambientais, relatórios técnicos e estudos científicos desenvolvidos no empreendimento, principalmente pelo site do passeio na Internet e em material publicitário. O documento do Plano de Manejo da RPPN encontra-se disponível para download na seção de Ecologia do site: www.bonitoweb.com.br .
Considera-se fundamental divulgar estas práticas para que possam servir, senão de modelo, pelo menos como motivadoras em outras localidades, ampliando as práticas ambientais.
Impacto ambiental das operações:
Comparando imagens da propriedade datadas de 1960 (antigo proprietário) com as atuais, fica evidente a recuperação e aumento expressivo da cobertura vegetal na fazenda.
A área visitada turisticamente é monitorada semanalmente pelo biológo da RPPN, sendo emitidos relatórios trimestrais. Os resultados dos esforços de conservação têm se mostrado positivos; as pesquisas de monitoramento de impactos sobre a trilha e observações da fauna e flora demonstram que a visitação não causa prejuízo ambiental. A largura e a profundidade da trilha vêm se mantendo constantes, não havendo erosão ou compactação excessiva do solo. Pode-se observar que, nos locais de visitação onde existem ninhos ou abrigos de animais, a presença humana não afeta seus hábitos, nem a diversidade de espécies, com novas espécies descobertas e catalogadas nas pesquisas científicas realizadas na área.
Em 2007 foi finalizado o Plano de Manejo da RPPN Fazenda Cabeceira do Prata, elaborado por uma equipe de 8 pesquisadores conceituados com o patrocínio da Conservation International do Brasil. A RPPN possui importante papel na conservação da fauna e flora por estar localizada dentro do Corredor de Biodiversidade entre o Parque Nacional da Serra da Bodoquena e o Pantanal, considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO. Os trabalhos científicos realizados dentro da RPPN já identificaram pelo menos 450 espécies vegetais, 37 mamíferos não voadores, 228 espécies de aves, 40 anfíbios e répteis, além de 55 espécies de peixes, sendo que no ano passado foram identificadas três novas espécies para a ciência (um roedor e dois peixes). Algumas destas espécies são citadas pela IUCN como ameaçadas de extinção, o que destaca a relevância desta área para a conservação.
Práticas ambientais fazem parte da rotina dos funcionários, prestadores de serviços, guias e participantes da atividade turística. Exemplos dessas ações são a separação dos resíduos produzidos na propriedade, ou seja, tudo o que pode ser reciclado é destinado para tal, sendo a verba obtida revertida em benefício dos funcionários. Resíduos orgânicos são transformados em adubo, que abastecem a horta orgânica da propriedade.
O empreendimento possui um viveiro de mudas de árvores nativas para plantio dentro da RPPN e para doação de mudas com a finalidade de reflorestamento em outras áreas.
Existem orientações específicas para a visitação turística, como a obrigatoriedade do acompanhamento de guia de turismo credenciado, proibição de se tocar ou pisar no leito dos rios durante a flutuação, de coletar elementos naturais, de fumar nas trilhas e decaminhar em áreas não destinadas ao turismo. Também não é permitido o uso de repelente e protetor solar, visando mínimo impacto sobre o ambiente aquático.
Conformidade ambiental dos produtos e serviços:
Considerando-se os 7 princípios do turismo sustentável, que são:
Respeito à legislação vigente;
Direitos das populações locais;
Considerar o patrimônio e o valor das culturas locais;
Desenvolvimento social e econômico dos destinos turísticos;
Conservação do ambiente natural;
Sustentabilidade da atividade;
Planejamento e gestão responsável.
Pode-se dizer que o Recanto Ecológico Rio da Prata está cada vez mais em sintonia com esses princípios e outros critérios mundialmente consagrados, como a reversão de parte dos lucros obtidos com o turismo para as questões sociais e ambientais.
Em 2008, o empreendimento foi considerado pelo quinto ano consecutivo como uma das 30 melhores atrações turísticas do Brasil pelo Guia 4Rodas, principal referência para viagens no país, e como a melhor atração turística do Brasil “Escolha do Leitor” no Prêmio Guia 4Rodas.
Gestão dos colaboradores internos:
O empreendimento possui uma área de lazer para os funcionários e pestadores de serviços com mesa de sinuca e pebolim, além de refeitórios e banheiros separados dos dos turistas. Prestadores de serviços como guias e motoristas tem cortesia de bebidas e refeição no passeio.
O passeio foi pioneiro na criação de mini-cursos de capacitação e reciclagem para: guias de turismo, atendentes das agências locais e motoristas de vans e ônibus. Estes encontros têm como objetivo secundário integrar e confraternizar os prestadores de serviços. Os cursos consistem de treinamento com apostilas próprias, garantindo e padronizando as informação do produto turístico e de segurança para os visitantes. No caso específico do guia, este só é credenciado se participar dos treinamentos e reciclagens anuais. Funcionários e/ou prestadores de serviços também recebem apoio logístico e financeiro para frequentar cursos e eventos, visando sua qualificação profissional. O empreendimento também patrocina treinamentos realizados nos municípios de inserção e tem política de estágio para estudantes de curso superior.
Exemplos de cursos frequentados pelos funcionários:
Prevenção e combate a incêndios – PrevFogo / IBAMA-MS;
Administração e Manejo de Unidades de Conservação – Fundação O Boticário/ Reserva Salto Morato, Guaraqueçaba, PR;
Resgate e Salvamento Aquático – ATRATUR / Corpo de Bombeiros de Jardim, MS;
Culinária Regional – SENAC / Prefeitura Municipal de Bonito, MS;
Manipulação de alimentos – Unidade Móvel SENAC / Prefeitura Municipal de Bonito, MS;
Qualidade no atendimento – SENAC / ATRATUR / Prefeitura Municipal de Bonito, MS;
Promoção do desenvolvimento econômico local:
Merece destaque a geração de empregos demonstrada por este sítio turístico. Antes da implantação do turismo, a propriedade possuía apenas 2 funcionários, atualmente emprega 27 trabalhadores fixos. Nos períodos de feriados e alta temporada o número aumenta com a contratação de diaristas e estagiários. Além disto, um grande número de pessoas é beneficiado pela atividade na forma de empregos indiretos nas agências de turismo, hotéis, empresas de transporte, fornecedores, entre outros.
Atualmente encontram-se credenciados para operar com o sítio turístico: 55 guias de Turismo (autônomos), 30 agências de turismo em Bonito e 2 em Jardim, e diversos fornecedores locais.
Prioriza-se a aquisição de bens, produtos e serviços nos estabelecimentos de Jardim, Bonito e região, ainda que a custos mais elevados e também a contratação de mão-de-obra local. Todo o artesanato comercializado e todos os funcionários fixos do empreendimento são de Mato Grosso do Sul, com exceção do biólogo gerente da RPPN.
Promoção do desenvolvimento da comunidade:
O sítio turístico tem recebido e apoiado pesquisadores interessados em desenvolver projetos na fazenda. Além destes projetos oficiais, é realizada a catalogação de fauna e flora ocorrentes na área, utilizando estas informações para fins turísticos, educacionais e científicos.
O empreendimento recebe visitas técnicas de profissionais de turismo e estudantes universitários de áreas afins, de várias regiões do país, divulgando e incentivando a adoção de práticas de turismo sustentável. Entre estas entidades destacam-se o SEBRAE e o SENAC.
O Recanto Ecológico Rio da Prata recebe gratuitamente alunos da rede pública da região, através de parcerias com as escolas.
O passeio tem contribuído fortemente na melhoria da qualidade de vida dacomunidade local por meio de geração de empregos, capacitação profissional e também na divulgação de práticas ambientais. Regionalmente, observa-se o aumento do nível educacional e técnico da comunidade, motivada pelas novas exigências do mercado da região.
Responsabilidade pelos produtos e serviços:
Os funcionários responsáveis pela cozinha industrial possuem cursos de higiene e manipulação de alimentos.
O passeio possui seguro de acidentes pessoais para os visitantes e funcionários. O empreendimento participa no Programa de Certificação de Segurança para Turismo de Aventura, Programa Aventura Segura da ABETA.
Para que guias e monitores ambientais possam trabalhar e ser credenciados no passeio é obrigatório possuir curso de primeiro socorros e salvamento aquático.
Durante o percurso do passeio existem pontos com rádio de comunicação, equipamentos de primeiros socorros e bóias salva-vidas, e um barco com motor elétrico acompanha os visitantes na flutuação pelo trecho profundo do rio.
Do ponto de vista de satisfação do cliente, as diretrizes de sustentabilidade adotadas – em especial a limitação do tamanho dos grupos e a infraestrutura da recepção, da trilha e da flutuação – têm ocasionado grande quantidade de elogios escritos e verbais, comprovando assim que o empreendimento está no caminho certo de acordo com o público que freqüenta Bonito atualmente, demonstrando também que as funções educacional e de conscientização ambiental do passeio também vêm sendo contempladas.