11/12/2008 - Companhias agregam práticas sustentáveis à gestão para perenizar suas atividades

Simone Spengler Coelho,
sócia diretora da Japacanim Ecoturismo
As companhias estão cada vez mais engajadas em aplicar os conceitos da sustentabilidade na condução dos negócios. Prova dessa tendência é que a participação na modalidade Gestão Empresarial para a Sustentabilidade (GES) do Prêmio ECO - entregue nesta segunda-feira (08/12) na Amcham-São Paulo - apresentou crescimento de 36,8% na edição de 2008. Foram registradas 26 inscrições contra 19 efetuadas em 2007. Em relação ao porte das empresas, a distribuição se deu da seguinte forma: pequenas com 26,5%, médias com 9% e grandes com 64,5%.

Os vencedores de GES deste ano são Japacanim Ecoturismo (pequeno porte), RL Sistemas de Higiene (médio porte) e Banco Real (grande porte).

"A sustentabilidade é aliada na perpetuação do rendimento econômico. Assim, quanto mais sustentável a gestão corporativa, menos impactos ambientais são gerados, e mais desenvolvimento regional e efeitos positivos na comunidade acontecem. O cenário futuro se mantém sempre próspero", comentou Simone Spengler Coelho, sócia diretora da Japacanim. A empresa foi reconhecida pelo fato de suas atividades – turismo ecológico e criação de gado de forma racional e sustentável na Fazenda Cabeceira do Prata – terem contribuído com a preservação do Pantanal Mato-grossense. Foi criada uma reserva particular, que protege mais de 307 hectares – cerca de 21% da área total da propriedade. A fazenda prioriza a contratação de mão-de-obra local e a venda de artesanato produzido na região, possui uma horta orgânica que produz boa parte dos alimentos que consome e separa resíduos sólidos para reciclagem e compostagem entre outras ações.

Ricardo Vacaro,
diretor geral da RL / crédito: Daniel Wainstein
Outra ganhadora do prêmio, a RL Sistemas de Higiene, há mais de 20 anos no mercado, mudou de paradigma e decidiu apostar nos princípios do desenvolvimento sustentável ao lançar a Divisão RL Qualix. Muito além de produtos, foram criados sistemas de higiene e limpeza profissionais com preocupação com o uso racional dos recursos ou ecoeficiência. "A aplicação desses conceitos permite gerenciamento de todos os seus impactos, não apenas na vida de acionistas, colaboradores e clientes, mas também para a sociedade e o meio ambiente. Dessa forma, a empresa passa a ser um agente na escolha do tipo de mundo que vai deixar para as próximas gerações", ressalta Ricardo Vacaro, diretor geral da RL.

Compartilhamento de experiências

O lançamento do Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade, no final de 2007, levou o Banco Real se tornar vencedor do Prêmio Eco 2008. A instituição é reconhecida na modalidade GES pelo terceiro ano consecutivo. O projeto Práticas – como é chamado internamente – permite que o banco compartilhe na internet e de forma presencial suas experiências com clientes, fornecedores e sociedade com o objetivo de encurtar o caminho das empresas em direção a um mundo sustentável. A iniciativa tem impulsionado a formação de redes e promove a articulação de grupos para trocas de experiências.

O espaço digital www.bancoreal.com.br/sustentabilidade disponibiliza e-learning, um banco de práticas, blog, videochat e um cardápio de atividades presenciais, como palestras e oficinas. Ao mesmo tempo, o banco desenvolveu um programa de treinamento presencial para os clientes corporativos e os fornecedores. Entre dezembro de 2007 e agosto de 2008, quase 500 pessoas, representando cerca de 300 empresas, participaram das atividades presenciais do Práticas.

De acordo com Carlos Nomoto, superintendente de Desenvolvimento Sustentável do Banco Real, a aplicação dos conceitos de sustentabilidade nos negócios é um caminho sem volta e acontece sob três perspectivas - gerenciamento de riscos, criação de oportunidades e engajamento. "As companhias podem contribuir ao engajar fornecedores, parceiros, funcionários, clientes e auxiliar na construção de um mundo melhor."



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