30/10/2008 - Custo para manter empresas nos padrões de sustentabilidade será cada vez menor
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Amadeu C. Rodrigues Diretor de Sustentabilidade Corporativa do Grupo SustentaX |
Adequar uma companhia aos padrões de sustentabilidade ainda custa mais caro do que manter sua operação sem esta preocupação. Essa diferença, no entanto, deve diminuir nos próximos anos. Segundo Amadeu Rodrigues, diretor de Sustentabilidade Corporativado Grupo SustentaX, redução do custo acontece na medida em que as empresas que compõem a cadeia de suprimentos adotam a conduta responsável, movimento notado em diversos segmentos do mercado.
"Grandes empresas estão se movimentando. Bancos, por exemplo, possuem, em média, quatro mil fornecedores. Na hora de selecionar e comprar são escolhidos cada vez mais produtos e serviços sustentáveis. Assim ele estimula a cadeia a repensar os negócios, criar novos produtos que facilitam sua classificação como companhia sustentável", afirmou Rodrigues, que participou, nesta quarta-feira (22/10) do CEO Fórum da Amcham-
Uberlândia.
Rodrigues acredita que, em breve, a certificação sustentável vai se tornar pré-requisito na decisão de compra. O especialista já percebe essa realidade mais avançada em países da Europa e nos Estados Unidos.
Resultados FinanceirosDurante sua apresentação, o diretor explicou que, além dos benefícios óbvios, a adoção de uma política de sustentabilidade pode dar, também, resultados financeiros a médio prazo. Ele exemplifica com o setor de construção civil. "Do investimento realizado em um prédio, 40% é gasto na construção e 60% na manutenção. Se por um lado a construção que considera padrões de sustentabilidade é mais cara, a manutenção é bem mais barata" afirma.
Dessa forma, uma vez que o tempo de vida útil de um prédio é longo, os investimentos se justificariam em economia de luz, água e outras facilidades que o consumo responsável traz.
A SustentaX é uma empresa de consultoria que auxilia as empresas a atingirem a certificação, que é padrão mundial, em sustentabilidade.
CEO Fórum UberlândiaA edição 2008 foi a segunda do CEO Fórum na regional Uberlândia. O evento reuniu 200 executivos que durante a manhã debateram temas relacionados ao desenvolvimento sustentável.
"A sustentabilidade superou o modismo, é uma realidade e faz parte do planejamento estratégico das empresas. Esse tipo de evento é importante para o empresariado e para nossa instituição, pois, conseguimos uma boa projeção para a Amcham no triângulo mineiro", afirma Aline Monteiro, sênior de Produtos e Serviços da Amcham-
Uberlândia e responsável pelo CEO Fórum na regional.
Participaram desta edição do CEO Fórum, Amadeu Rodrigues diretor de Sustentabilidade do Grupo SustentaX; Roberto Bucker, presidente da Scholle; Fábio Pergher, presidente da Start Química; Fernando Abrantes presidente da Ipiranga Petroquímica; Leonardo Cunha, presidente da Tarumã e Gilmar Batistela, presidente da Resource. Os debates foram divididos em três painéis, "Sustentabilidade como vantagem competitiva", "A empresa e as adaptações necessárias para a manutenção dos negócios", "A empresa e as adaptações necessárias para a manutenção dos negócios", moderados pelo jornalista Maurílio Goeldner.
A Amcham-Uberlândia completou dois anos de atuação no mês passado. Neste período, a regional acumula cerca de 200 empresas sócias.
Reportagem de Gabriel Moreira
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