03/09/2008 - Certificação de madeira será condição para fazer negócios nos próximos anos
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Leonardo Pereira,
CEO da Companhia Vale Araguaia |
O uso de madeira certificada é uma tendência global, avalia o CEO da Companhia Vale Araguaia, Leonardo Pereira. Segundo ele, as companhias devem se adequar nos próximos anos, pois o mercado está cada vez mais exigente.
“A certificação é inevitável diante do crescimento da consciência de que, se as empresas não fizerem isso, faltará madeira no mundo. Cada vez mais o mercado exigirá madeira certificada. Este é um assunto recente, de 14 anos para cá, mas vejo que dentro de cinco anos haverá uma evolução muito grande”, disse Pereira, que participou do comitê estratégico de Governança Corporativa da Amcham-
São Paulo nesta quarta-feira (03/09).
A Companhia Vale do Araguaia foi criada em 2005 e, de acordo com o executivo, está em processo de certificação pelo
Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal). O FSC é atualmente o selo verde mais reconhecido em todo o mundo, com presença em mais de 75 países e em todos os continentes.
A certificação, explicou ele, significa basicamente que a madeira é explorada de forma ambientalmente adequada, preservando recursos naturais, e socialmente justa, com uso de mão-de-obra formal.
A Vale do Araguaia é especializada no plantio de teca, uma árvore originária de florestas tropicais do Sudeste Asiático. “Essa madeira é resistente e não precisa de tratamento químico. Do ponto de vista ecológico, é muito boa.”
Como os investimentos em plantio são de longo prazo, a Companhia Vale do Araguaia ainda não teve produção, mas até o final deste ano será a segunda maior empresa de madeira teca do País, com 4 mil hectares quadrados no Mato Grosso.
Oportunidade
Segundo Pereira, o setor de madeiras no Brasil tem despertado interesse dos investidores internacionais e deve se desenvolver muito nos próximos anos.
Nesse sentido, ele acredita que o maior desafio é que o País tenha marcos reglatórios sólidos. “Precisamos de uma legislação clara e objetiva, sem mudanças de regras. Os órgãos do governo devem apoiar a atividade, ainda mais por o Brasil ser um lugar propício à plantação de florestas, com espaço, condições climáticas e reservas de água”, concluiu.
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