ECO: ressonância, repetição de um som emitido, propagação ou disseminação de uma idéia
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Lançado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) em 1982,
o Prêmio ECO foi pioneiro no reconhecimento de empresas que adotam práticas socialmente responsáveis, gerando uma rica
reflexão sobre o desenvolvimento empresarial sustentável no Brasil.
O nome ECO nasceu de uma fusão das palavras empresa e comunidade para traduzir o interesse de seus criadores de transformá-lo em um instrumento de compromisso corporativo com o desenvolvimento social.
A premiação é uma das principais iniciativas da área de Cidadania Empresarial da Amcham. Ela já mobilizou 1.723 companhias brasileiras e multinacionais, responsáveis pela inscrição de 2.118 projetos, 174 deles condecorados
Ao longo dos anos, o Prêmio ECO foi marcado pela antecipação de tendências históricas e pela influência sobre o comprometimento das companhias com a sustentabilidade. Seu formato e seu conteúdo acompanharam a evolução do tema e da prática da Responsabilidade Social Empresarial no País e no mundo.
A história da premiação pode ser analisada em três fases:
1982 a 1988
O reconhecimento era concedido a projetos independentemente de sua área de atuação. Não havia categorias específicas.
1989 a 2004
Projetos sociais eram homenageados nas categorias Educação, Cultura, Meio-Ambiente, Saúde e Participação Comunitária.
2005 a 2007
Os reconhecimentos passaram a ser concedidos em duas modalidades
A premiação foi estendida a todas as classes de empresas atuantes no País inclusive as públicas, segmentadas por porte, o que incentivou a participação de pequenas e médias. Com a implantação do site oficial, as inscrições e o envio dos dados relativos aos projetos passaram a ser feitos obrigatoriamente online. Além de dar ao processo mais agilidade, o recurso eliminou o uso do papel e padronizou a forma como os trabalhos são visualizados pelos jurados.
As cerimônias de premiação contaram com a presença de personalidades
engajadas na área, caso de Gro Harlem Brundtland, ex- primeira ministra da Noruega e criadora do conceito de Desenvolvimento Sustentável,
Hazel Henderson, líder de movimentos sociais internacionais, e Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos na gestão Bill Clinton e
ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2007.
Os 25 anos do prêmio, em 2007, foram comemorados com uma série de novidades criadas especialmente para a data, o que resultou em um recorde de incrições: 158 trabalhos apresentados por 102 empresas. Na modalidade GES, introduziu-se uma segunda etapa para avaliação dos trabalhos, de modo que, além da avaliação inicial, os três melhores projetos de cada porte passaram a ser reexaminados por um grupo de jurados que não havia participado da primeira avaliação. Os três finalistas de cada tamanho foram anunciados com antecedência, mas os vencedores conhecidos apenas na cerimônia de entrega. Outra inovação foi o troféu ecologicamente correto, confeccionado com material reciclado por uma equipe de artistas plásticos.
VERSÃO 2008
Neste ano, houve modificações nos critérios de determinação do porte das empresas, que passaram a ser definidos pela receita operacional bruta da candidata, no exercício anterior.
Permaneceram vigentes as duas modalidades GES (Gestão Empresarial para Sustentabilidade) e PRSE (Práticas de Responsabilidade Social Empresarial) sendo que as categorias desta passaram a cinco: Público Interno, Meio Ambiente, Fornecedores, Consumidores e Clientes, e Comunidade.
Quanto ao processo de julgamento, definiu-se que os trabalhos das duas modalidades serão avaliados em duas etapas: a primeira, por um corpo de jurados, como nos anos anteriores, e a segunda via internet de forma aberta a um público definido. Para a segunda etapa, passarão os três trabalhos melhores avaliados na primeira etapa, por categoria e porte.